Precipitação no extremo norte da Amazônia: distribuição espacial no estado de Roraima, Brasil
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Palavras-chave

Precipitação. Pluviosidade. Krigagem ordinária. Amazônia.

Como Citar

BARNI, P. E.; BARBOSA, R. I.; XAUD, H. A. M.; XAUD, M. R.; FEARNSIDE, P. M. Precipitação no extremo norte da Amazônia: distribuição espacial no estado de Roraima, Brasil . Sociedade & Natureza, v. 32, p. 439-456, 15 jul. 2020.

Resumo

A precipitação pluviométrica é uma das variáveis mais importantes para investigações associadas a processos biológicos. Na Amazônia, estudos sobre sua distribuição espacial e temporal vêm sendo utilizados como uma ferramenta de análise no planejamento regional visando a conservação de diferentes ecossistemas. Isto pode ser exemplificado pela construção de calendários agrícolas e de queimas controladas com o objetivo de prevenir que fogos derivados de queimadas para limpeza de roças e pastagens escapem do controle e se transformem em incêndios florestais de grandes proporções em anos de seca severa na Amazônia. Nosso estudo teve como objetivo modelar a distribuição espacial da precipitação no Estado de Roraima (1998-2018) utilizando as escalas mensal e anual a partir de dados orbitais de dois produtos disponíveis na rede mundial de computadores (TRMM/WORLDCLIM). Foi adotada a krigagem ordinária como método para a modelagem da precipitação. Roraima apresenta duas estações climáticas bem definidas ao longo do ano, mas contrastantes em função dos seus três tipos climáticos existentes e o limite físico estar distribuído entre dois hemisférios. Em média a precipitação do clima Af se concentra no intervalo entre março e agosto (63,5%), com pico em maio, enquanto Am e Aw de abril a setembro (pico em junho), concentrando 73,3% e 82,3% das chuvas, respectivamente. Entre 1998 e 2018 a média de precipitação anual foi de 1925 ± 339,7 mm, considerando as 59 estações pluviométricas localizadas na área de estudo, independentemente da localização hemisférica. Eventos climáticos extremos possuem um efeito dramático nos índices pluviométricos regionais, fazendo com que em anos El Nino (longas secas) os riscos de incêndios florestais sejam maiores e, em anos de La Niña (períodos de chuva intensa), os riscos de enchentes sejam mais frequentes.

https://doi.org/10.14393/SN-v32-2020-52769
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