OCORRÊNCIA DE ANTICORPOS CONTRA Leptospira spp. EM CANÍDEOS SELVAGENS DE VIDA LIVRE DO CERRADO BRASILEIRO

  • Thaís Carneiro Santos Rodrigues
  • André Luiz Quagliatto Santos
  • Anna Monteiro Correia Lima-Ribeiro
  • Dayane Olímpia Gomes
  • Tatiane Cristina Tavares
  • Fernanda Cavalcanti Azevedo
  • Frederico Gemesio Lemos
  • Ricardo Corassa Arrais

Resumo

O cerrado é a mais diversificada savana tropical do mundo e constitui grande importância ecológica. Ainda assim, são poucos os estudos realizados no Brasil a respeito das doenças que acometem os canídeos desse bioma, o que causa prejuízos à população silvestre e à saúde pública. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a ocorrência de anticorpos contra Leptospira spp em canídeos silvestres do cerrado brasileiro pelo teste de soroaglutinação microscópica. Foram testadas amostras de soro sanguíneo de 19 cachorros do mato (Cerdocyon thous), 14 lobos guarás (Chrysocyon brachyurus) e sete raposas do campo (Lycalopex vetulus) de vida livre das regiões de cerrado de Uberlândia, MG, e Catalão, GO. Dessas 40 amostras, 14 (35%) foram reagentes positivas. Os sorovares de maior ocorrência foram Copenhageni e Hardjo, porém evidenciou-se também a presença dos sorovares Autumnalis, Grippotyphosa, Hbedomadis, Wolffi e Icterohaemorrhagiae. Nesse trabalho, houve o primeiro relato de presença de anticorpos anti-Leptospira spp em L. vetulus e verificou-se que as três espécies de canídeos utilizadas nessa pesquisa podem atuar como possíveis hospedeiros de diversos sorovares de leptospiras no ambiente de cerrado.

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Publicado
2013-06-06
Seção
Epidemiologia e Saúde Pública