ALTERAÇÕES MACROSCÓPICAS EM CÃES SORORREAGENTES PARA Leishmania chagasi E SUA CORRELAÇÃO COM TESTE PARASITOLÓGICO

  • Tais Meziara Wilson
  • Larissa Fernandes Magalhães
  • Alessandra Aparecida Medeiros
  • Maria Eduarda Chiaradia Furquim

Resumo

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma zoonose de grande importância na saúde pública. O cão é reservatório doméstico da Leishmania chagasi e fonte de infecção para os humanos. A doença gera um acometimento sistêmico e uma variedade e sinais clínicos e alterações patológicas. Devido a essa variedade o diagnóstico se torna complexo tornando-se um desafio para os profissionais da saúde. Para um diagnostico preciso é importante o conhecimento de métodos laboratoriais e a relação destes com as alterações patológicas. O objetivo do trabalho foi verificar o desempenho do exame parasitológico no diagnóstico de cães infectado pela Leishmania correlacionando com as lesões macroscópicas encontradas nos diversos órgãos afetados pela doença. Foram avaliados 34 animais destes, treze (38,2%) apresentaram positivos no exame parasitológico sendo que, 3 (8,8%) eram assintomáticos, 2 (5,9%) oligossintomáticos, e 8 (23,5%) sintomáticos. No grupo assintomáticos 3 (42,9%) foram positivos no baço e 2 cães (28,6%) também foram positivos no linfonodo . Dos animais oligossintomáticos, 2 (13,3%) apresentaram resultado parasitológico positivos tanto no baço quanto no linfonodo. Dos animais sintomáticos 8 (66,7%) foram positivos para o exame parasitológico no baço destes, 5 (41,7%) também foram positivos no linfonodo. As principais alterações macroscópicas verificadas foram 27 cães (79,4%) apresentaram alterações em pele e anexos; 17 (50%) esplênicas; 21 (61,8%) em linfonodo; 23 (67,6%) hepáticas. Verificou-se acometimento sistêmico dos cães infectados e alta porcentagem resultado parasitológico positivo em cães assintomáticos, fato que confirma a importância do exame para controle da doença.

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Publicado
2013-06-06
Seção
Epidemiologia e Saúde Pública