ULTRAESTRUTURA DE PLACENTA BOVINA DURANTE TODO O PER͍ODO GESTACIONAL

  • Raísa Brito Santos
  • Marcelo Emílio Beletti

Resumo

Detalhes importantes do desenvolvimento gestacional em bovinos permanecem obscuros, especialmente os referentes à placenta. Neste trabalho, os estágios placentários foram analisados ultraestruturalmente utilizando-se microscopia eletrônica de transmissão, observando-se a composição morfológica de seus componentes, os quais poderiam interferir na continuação da prenhez. Foram utilizadas placentas de vacas abatidas em frigorífico com diversos tempos gestacionais. As placentas foram divididas em cinco grupos: grupo 1 (até um mês de gestação), grupo 2 (dois a três meses de gestação), grupo 3 (quatro a cinco de meses gestação), grupo 4 (seis a sete meses de gestação), grupo 5 (oito a nove meses de gestação). Fragmentos de placentomos de todos os grupos foram processados e avaliados em microscopia eletrônica de transmissão. Não existem evidências ultraestruturais de inflamação na região das carúnculas durante toda a gestação, apesar da invasão da lâmina própria caruncular por células trofoblásticas. No entanto, durante toda a gestação e em especial ao seu final, foram observados sinais evidentes de degeneração celular, tanto do trofoblasto como do epitélio uterino. As células trofoblásticas ativas fagocitam intensamente os debris celulares originados destas degenerações. Existem complexas interdigitações entre a superfície do trofoblasto e do epitélio uterino, o que estaria relacionado com o aumento da superfície de troca entre mãe e feto. Ao final da gestação praticamente desaparecem estas interdigitações, favorecendo o descolamento e expulsão da placenta após o parto.

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Publicado
2013-06-06
Seção
Reprodução Animal