ANÁLISE DA INTENSIDADE DE DESCOMPACTAÇÃO DE CROMATINA EM ESPERMATOZOIDES BOVINOS POR COMPARAÇÃO ENTRE DOIS MÉTODOS AVALIATIVOS

  • Angélica Ludmila Fonseca Mestranda pelo programa de pós graduação em Ciências Veterinárias, Universidade Federal de Uberlândia
  • Marcelo Emílio Beletti Professor do Instituto de Ciências Biomédicas.
Palavras-chave: Azul de toluidina, alaranjado de acridina, espermatozoide, cromatina, DNA.

Resumo

Reprodutores que possuem espermograma normal podem ser classificados como subférteis ou passarem por períodos de subfertilidade. As alterações na descompactação da cromatina dos espermatozoides em bovinos são possíveis explicações encontradas para tais comportamentos. Diante disso, conduziu-se este trabalho com o objetivo de correlacionar dois métodos de identificação de alterações na cromatina em espermatozoides de bovinos, sendo eles: análise computacional de esfregaços de sêmen corados com azul de toluidina (AT) e o SCSA (sperm chromatin structure assay). Quatorze amostras de sêmen de bovinos sabidamente subférteis foram avaliadas utilizando-se os dois métodos. Nos esfregaços de sêmen corados com AT foram avaliadas a descompactação e heterogeneidade da cromatina. Com o SCSA avaliou-se a proporção de cabeças de espermatozoides coradas em vermelho (com alterações na cromatina) e em verde (normais). Posteriormente foi realizado o teste de correlação de Pearson entre as características avaliadas. A heterogeneidade da cromatina identificada por AT não possui qualquer correlação com as alterações identificadas por SCSA. Já a descompactação identificada por AT possui correlação positiva significativa com as alterações identificadas por SCSA. Concluiu-se que a descompactação cromatínica identificada pela avaliação computacional de esfregaços de sêmen corados com AT é semelhante à alteração identificada por SCSA, porém não idêntica. O método SCSA considerado padrão para avaliação da cromatina espermática possui alto custo, ao contrário da avaliação computacional de esfregaços de sêmen corados com AT, que como demonstrado no presente trabalho pode ser um método alternativo.

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Publicado
2013-06-05
Seção
Reprodução Animal