O MITO DA ALMA GÊMEA E O IMAGINÁRIO DO AMOR EM “MARÍLIA ACORDA”, DE NATALIA BORGES POLESSO

  • Lucas Dionizio Paz Bueno Pinto Universidade Federal do Rio Grande
  • Henrique Fernandes da Rosa Universidade Federal do Rio Grande
  • Mairim Linck Piva Universidade Federal do Rio Grande
Palavras-chave: Teoria do imaginário, Natalia Borges Polesso, Literatura sul-riograndense

Resumo

Através das possíveis relações entre a teoria do Imaginário embasada por Gilbert Durand (1988), Chevalier e Gheerbrant (1995), e seus aspectos sociais, esse artigo objetiva analisar o conto “Marília acorda”, de Natalia Borges Polesso, presente na coletânea de contos Amora (2015). Partindo da união homoafetiva entre as duas personagens centrais da narrativa, busca-se desdobramentos referentes ao mito do amor de Aristófanes e os símbolos presentes na história dessas mulheres. Além disso, destaca-se provocações sociais causadas pela abordagem da homossexualidade feminina e a intolerância e preconceito que persegue esse grupo há séculos, corroborando para a percepção das aproximações entre crítica social da Literatura e a teoria do Imaginário.

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Referências

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Publicado
2019-12-17