LABIRINTO EM CAMILO PESSANHA: ÁGUA EM IMAGENS

Palavras-chave: Imaginário, Literatura, Labirinto, Devaneio

Resumo

Partindo da noção simbólica do “Labirinto”, iluminando-o, paradoxalmente, com a escura luz do mistério, vislumbra-se muito mais que algo sem saída, vislumbra-se algo que oferece caminhos tortuosos e intrincados para um possível encontro numinoso transcendente no centro de nós mesmos. Dessa forma, a agonia labiríntica sentida no “estar-se perdido” estimula um movimento aO Regime Noturno da Imagem (DURAND) como forma de enfrentamento simbólico à angústia existencial (MORIN). O presente trabalho perpassará, em soslaio, pelos Labirintos do poeta Simbolista português CAMILO PESSANHA, na obra CLEPSIDRA, singrando por alguns poemas, tendo como companhia de navegação as águas e os sonhos de GASTON BACHELARD.

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Biografia do Autor

Antônio Roberto Giraldes
Antônio Roberto Giraldes é Bacharel em Letras com Habilitação em Português e Linguística, Licenciado em Língua e Literatura Portuguesas, Mestre e Doutor em Educação na área de Mitohermenêutica e estudos do Imaginário, todos pela Universidade de São Paulo. Leciona há 26 anos no Ensino Médio, Fundamental e Cursos Pré-Vestibulares. Foi responsável pela equipe brasileira na Olimpíada Internacional de Linguística de Ensino Médio, em Manchester, 2013. Foi jurado em duas edições do Poetas de Gaveta (2014 e 2015) da USP de Ribeirão Preto. Possui também publicações na área do Imaginário e

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Publicado
2019-12-17
Como Citar
GIRALDES, A. R. LABIRINTO EM CAMILO PESSANHA: ÁGUA EM IMAGENS. Téssera, v. 2, n. 1, p. 88-105, 17 dez. 2019.