AS ESTRUTURAS NARRATIVAS LABIRÍNTICAS EM LEMINKSI E EM BORGES

  • Rodrigo de Freitas Faqueri IFSP
Palavras-chave: estruturas narrativas, mito, metamorfose, labirinto

Resumo

Esta pesquisa visa estudar as estruturas narrativas existentes nos corpora Metaformose: uma viagem pelo imaginário grego (1994), de Paulo Leminski e El jardín de senderos que se bifurcan (2005 [1941]), de Jorge Luis Borges. Tanto Borges quanto Leminski foram escolhidos por motivos equânimes, pois estes dois autores, representantes de suas literaturas nacionais, proporcionam, nas obras selecionadas, uma narrativa engendrada a partir do jogo com as palavras e seus significados, fornecendo ao leitor um caminho construído por veredas labirínticas. Dessa maneira, a análise será elaborada por meio da ideia que se fundamenta na existência da relação dialógica proporcionadora de um processo metamórfico nesses textos a fim de se construir caminhos que constantemente possibilitam a abertura de novas interpretações e (res)significações para cada elemento textual apresentado. No texto de Leminski, através dos olhos do narrador e da personagem Narciso, observam-se diversas narrativas da mitologia greco-romana que são retomadas e mostradas ao leitor de tal forma que surge o novo, porém sempre em contínuo diálogo com a fonte escolhida como original. Já Borges une personagens, narrador e até o editor fictício da narrativa em seu enredo para concatenar todos os caminhos abertos e fornecidos ao leitor. Um espaço que se torna labiríntico assim como o homem destinado ao infinito proporcionado por essa visão literária do mundo.

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Referências

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TODOROV, T. As estruturas narrativas. Trad. Moysés Baumstein. São Paulo: Perspectiva, 1969.

Publicado
2019-12-17
Como Citar
DE FREITAS FAQUERI, R. AS ESTRUTURAS NARRATIVAS LABIRÍNTICAS EM LEMINKSI E EM BORGES. Téssera, v. 2, n. 1, p. 191-205, 17 dez. 2019.