Sociedade & Natureza http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza <p align="justify">A Revista SOCIEDADE &amp; NATUREZA, sendo veículo de registro e divulgação científica, tem como objetivos: publicar trabalhos inéditos de revisão crítica sobre tema pertinente à Geografia e áreas afins ou resultado de pesquisa de natureza empírica, experimental ou conceitual; fomentar o intercâmbio de experiência em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres; defender e respeitar os princípios do pluralismo de idéias filosóficas, políticas e científicas. <br>Não há custos para os autores quanto ao envio e publicação de artigos (article processing charges (APCs) / article submission charges).&nbsp;</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Sociedade & Natureza 0103-1570 <p align="justify"><strong>Direitos</strong> <strong>Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem em revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais.</strong></p> Perfil Geoecológico do Parque Nacional da Serra do Gandarela, Minas Gerais, Brasil http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza/article/view/57012 <p>Este trabalho apresenta uma leitura geossistêmica do Parque Nacional da Serra do Gandarela. Esta unidade de conservação está inserida no contexto do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, onde afloram unidades litoestratigráficas dos supergrupos Rio das Velhas e Minas, de idade pré-cambriana. Para realizar esta leitura foi elaborado um perfil geoecológico. Este método consiste na representação cartográfica de transectos sobre a área de interesse, o que favorece a realização de leituras horizontais ao longo de cada elemento representado e, também, leituras verticais, onde podem ser interpretadas correlações entre os diversos elementos presentes. Os compartimentos dos domínios morfoestruturais elaborados para o Projeto APA Sul da Região Metropolitana de Belo Horizonte foram utilizados como unidades de análise para interpretação deste perfil geoecológico. O perfil geoecológico construído permitiu uma compreensão mais holística da área de estudo, o que poderá contribuir para a gestão desta unidade de conservação.</p> Darcy José dos Santos Úrsula Ruchkys Luiz Eduardo Panisset Travassos Copyright (c) 2021 Darcy José dos Santos, Úrsula Ruchkys, Luiz Eduardo Panisset Travassos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-02-02 2021-02-02 33 10.14393/SN-v33-2021-57012 Classificação do uso e cobertura da terra utilizando imagens SAR/Sentinel 1 no Distrito Federal http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza/article/view/55954 <p>Os desafios sociais e ambientais estão diretamente relacionados à<br>concentração populacional existente nos ambientes urbanos, que<br>contribuem em mais de 75% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.<br>Assim, é essencial a detecção da dinâmica do uso e cobertura da terra<br>visando à elaboração e efetivação de políticas públicas. Os sistemas<br>SAR, especialmente as técnicas de interferometria, vêm apresentando<br>ótimos resultados frente a esse desafio, uma vez que não possuem<br>influência direta da atmosfera. Limitados estudos foram realizados<br>utilizando-se a coerência interferométrica proveniente do satélite<br>Sentinel-1 em ambiente urbano. Nesse sentido o objetivo desse estudo<br>foi classificar o uso e cobertura da terra de parte do Distrito Federal<br>tendo por base diferentes dimensionalidades considerando as medidas<br>de intensidade e de coerência interferométrica relativas ao ano de 2018.<br>Os resultados mensurados a partir das métricas Kappa e F1 indicam<br>que a inserção de uma série temporal de coerências interferométricas<br>melhora o desempenho da classificação, de 0,50 a 0,75 (Kappa) e de 0,54<br>a 0,79 (F1), fato que ficou evidente na melhora de desempenho das<br>classes temáticas relacionadas à cobertura vegetal. Ademais, também<br>constata-se que a identificação dos objetos urbanos é melhor<br>representada pela utilização apenas das intensidades (VV e VH) no<br>processo classificatório</p> Felipe Lima Ramos Barbosa Renato Fontes Guimarães Osmar Abílio de Carvalho Júnior Roberto Arnaldo Trancoso Gomes Copyright (c) 2021 Felipe Lima Ramos Barbosa, Renato Fontes Guimarães, Osmar Abílio de Carvalho Júnior, Roberto Arnaldo Trancoso Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-02-02 2021-02-02 33 10.14393/SN-v33-2021-55954 Cenários ambientais prospectivos para a gestão da paisagem costeira urbana em Aracaju/SE http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza/article/view/56305 <p>A construção de cenários ambientais tem sido um instrumento valoroso para fins de planejamento e gestão. Dado a velocidade com a qual tem se processado as mudanças no espaço geográfico, a utilização de uma ferramenta capaz de prognosticar situações futuras a partir de conjunturas hodiernas, pode ser uma importante aliada no estabelecimento de cenários que compatibilizem uso e conservação na zona costeira. À vista disso, o presente estudo tem por escopo a construção de cenários ambientais prospectivos para os bairros costeiros do município de Aracaju/SE. Utilizou-se uma abordagem qualitativa a partir das seguintes etapas: estabelecimento da questão central, identificação das forças motrizes, delimitação das incertezas críticas, determinação dos cenários lógicos e elaboração dos cenários. Foram delineados três cenários: o cenário atual, embasado na avaliação do estado ambiental da paisagem, na analise da espacialização da ocupação e na delimitação das forças motrizes atuantes; o cenário tendencial (pessimista), cujo principal condicionante é a expansão urbana desordenada combinada à supressão das unidades geoecológicas; e o cenário recomendado (otimista), construído em função da compatibilização entre uso/ocupação e capacidade de suporte da paisagem. As análises realizadas apontaram que no cenário atual há instabilidade em parte das unidades naturais, advinda da expansão urbana desordenada, fruto da atuação conjunta entre atores públicos e privados. Diante dessa conjuntura, espera-se no cenário tendencial um agravamento da instabilidade da paisagem, com ruptura da capacidade de suporte e surgimento de situações de riscos. Visando ao planejamento, construiu-se um cenário recomendado o qual busca compatibilizar o crescimento urbano com a preservação das unidades naturais mais suscetíveis, e respeito a capacidade de suporte da paisagem e aos instrumentos legais. Deduz-se, pois, que a cenarização pode ser utilizada não apenas para prever uma situação futura, mas no sentido de impedir que um cenário calamitoso seja repetido.</p> Luana Santos Oliveira Mota Rosemeri Melo e Souza Copyright (c) 2021 Luana Santos Oliveira Mota, Rosemeri Melo e Souza https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-02-01 2021-02-01 33 10.14393/SN-v33-2021-56305 A(s) natureza(s) da APA Macaé de Cima (Rio de Janeiro - Brasil): percepções, dilemas e conflitos http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza/article/view/56556 <p>A criação e gestão de unidades de conservação (UC) envolvem uma problemática complexa, uma vez que integra tensões e conflitos desde a institucionalização dessas áreas pelo estado até a implementação do ordenamento do território propriamente dito. Isso porque, muitas vezes, múltiplos interesses se contrapõem, subsistindo diferentes significados sobre a natureza que se quer proteger. Nesse contexto, o objetivo desse artigo foi elaborar uma (re)construção histórica da criação e implementação da APA Estadual Macaé de Cima e analisar qual(is) e como a(s) “natureza”(s) vem sendo protegida(s) nesta UC, localizada na região serrana do estado do Rio de Janeiro (Brasil). Para tal, foram sistematizadas informações relativas às ações de gestão e investigadas as diferentes percepções sobre natureza, dentre diferentes atores: gestores, conselheiros, proprietários e agricultores. A metodologia envolveu uma fase de campo com a realização de entrevistas, pautadas em procedimentos éticos, entre 2013 e 2019. Os resultados indicaram três visões de natureza que, por vezes, se mesclam entre si: a natureza contemplativa/bucólica, a natureza utilitária e a natureza científica.</p> Guilherme Hissa Villas Boas Cristiane Passos de Mattos Copyright (c) 2021 Guilherme Hissa Villas Boas, Cristiane Passos de Mattos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-02-01 2021-02-01 33 10.14393/SN-v33-2021-56556 Nova economia e Território: um estudo das tecnologias da informação http://www.seer.ufu.br:80/index.php/sociedadenatureza/article/view/56230 <p>A discussão apresentada aqui está relacionada ao território e às atividades econômicas. Nesse contexto, a globalização produziu uma nova economia na qual a competitividade precisa da informação, do conhecimento, das tecnologias, e o território precisa de conteúdos que propiciem esses elementos. O trabalho tem foco nas tecnologias de informação (TI), que são tecnologias importantes para formação do mundo global e para as transformações em todos os âmbitos da sociedade. Existe um esforço para definir melhor esta atividade, que já nasce digital e flexibiliza tempos e espaço, construindo sua geografia. Assim, busca-se localizar as atividades de TI e descortinar as características deste território em que ela está fixada. O recorte de análise é o Rio Grande do Sul, e a classificação da TI parte da Classificação Nacional de Atividades Econômicas-CNAE, e se utiliza de dados da Relação Anual de Informação Social-RAIS e, com isto, obtêm-se dados absolutos das empresas e dos empregados no Estado. É uma pesquisa baseada em dados quantitativos, na qual se utilizam informações de bancos de dados nacionais para estruturar as conclusões, <em>softwares</em> estatísticos auxiliam as análises e a pesquisa está apoiada em cartografias, gráficos e tabelas, elaboradas pela própria pesquisa. Como resultados, temos a concentração geográfica dessas atividades, e os territórios em que elas se instalam são carregados de ciência e tecnologia, infraestrutura e capital. O que anuncia desigualdades territoriais e uma hegemonização de processos no mundo, no qual as metrópoles parecem ser as ganhadoras.</p> Giovana Mendes de Oliveira Copyright (c) 2021 Giovana Mendes de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2021-02-01 2021-02-01 33 10.14393/SN-v33-2021-56230