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 CHAMADA ABERTA

>>>>PRORROGADO PRAZO  PARA ENVIO DAS CONTRIBUIÇÕES: 1/10/2021

DOSSIÊ: Arte ocupa: práticas criativas e ocupações no desenho da cidade

Organização: Patricia Osses (UFU) e Henrique Xavier

ARTE OCUPA: práticas criativas e ocupações no desenho da cidade é o tema da chamada para publicação no primeiro semestre de 2022. O dossiê se propõe a reunir reflexões teóricas e, também, ensaios visuais (desenhos, fotos, vídeos etc.) sobre práticas artísticas em sua relação com o espaço urbano. A perspectiva do dossiê tem em vista um escopo que vai das ocupações estudantis situacionistas de maio de 1968 parisiense que proclamavam "Não pedimos nada. Simplesmente tomamos e ocupamos"; até squats artísticos como a Ocupação Ouvidor 63, edifício de 13 andares no centro da cidade de São Paulo (onde coabitam e experimentam em sistema de autogestão mais de 100 artistas de toda a América Latina); passando por práticas de errâncias estético-políticas como as propostas pelo professor, arquiteto e andarilho Francesco Careri que atravessa a cidade desde seus vazios, ruínas e margens. Pensamos em uma grande cartografia coletiva em que vielas periféricas, prédios abandonados/ocupados, centros degradados e demais espaços inflamáveis espalhados pelos territórios brasileiro e estrangeiro, se dão, não apenas como um espaço alternativo de práticas artísticas, mas, ao mesmo tempo, como um fortalecimento e lugar de exercício de noções de cidadania, pertencimento e resistência urbanas.   

Assim, o dossiê ARTE OCUPA receberá trabalhos em torno de questões como:

  1.  A produção da arte a partir de expressões sócio-políticas e lógicas territoriais que se contrapõem ao sistema e à lógica do capital;
  2. Proposições de experiências artísticas de ruptura com o lugar (situações expositivas não convencionais, permanentes ou transitórias, além da deriva ou errância como prática estética) que visem desestabilizar os paradigmas espaciais e urbanos (monumentos, ruas, edifícios), explodindo a lógica subjacente ao espaço da cidade modernamente desenhado e planejado;
  3. Arte pensada em relação ao direito à cidade, o direito à cultura e/ou em direção à produção de uma contra-cultura;
  4.  Práticas artísticas na proposição de outros habitares e da autogestão, inclusive em conjunto com movimentos de ocupação e de moradia social;
  5. Proposições artísticas alterando o entendimento da cidade e da cidadania, agindo na gerência de desejos individuais e coletivos.

O dossiê está aberto não apenas à ótica das artes, mas também à abordagem do tema proposto desde o viés dos estudos do urbanismo, arquitetura, sociologia, antropologia, psicologia, história etc. Convidamos para o envio de trabalhos nos formatos: artigo, ensaio visual e manifesto (texto reivindicatório e propositor de novas organizações em ocupações ou coletivos existentes). As contribuições que estiverem na forma de artigo deverão estar em conformidade com as normas da revista.

As colaborações podem ser em português, espanhol, inglês ou francês e devem ser enviadas até 1 de setembro de 2021 pelo site:

 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/about/submissions

Os textos devem ter de 25.000 a 35.000 caracteres com espaços, incluindo todas as informações adicionais (resumo, palavras-chave, dados do autor, legendas, etc.). Também são aceitas submissões de traduções, curadorias, entrevistas, autorias, resenhas de livros, de exposições.

Artigos de temática livre, entrevistas e resenhas, dentro do campo das Artes Visuais, podem ser submetidos em fluxo contínuo. As normas para elaboração dos artigos estão disponíveis em um template no site.

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/index

 

CHAMADA ENCERRADA >>>>DOSSIÊ: Circuitos experimentais e alternativos de produção, instauração e circulação da imagem e do objeto artístico -Organização: Almerinda Lopes (UFES) e Marco Pasqualini de Andrade (UFU)

Após o conflito mundial da II Grande Guerra, no século XX, as principais potências mundiais passariam a disputar, a qualquer preço, a hegemonia pelo poder: político e econômico. A exacerbação da produção industrial e o aumento o consumismo, promoveram tanto rápida mudança nos hábitos e questionamento dos valores do passado, como grandes transformações sociais, econômicas e políticas, em todo o mundo. Nesse novo contexto, diminuíram também as distâncias entre os continentes com o desenvolvimento de meios de transportes e das novas tecnologias de informações de comunicação, aproximando povos e culturas, nas palavras de Marshall McLuhan, numa verdadeira “aldeia global”. Essa nova realidade, se por um lado gerava euforia, por outro também acarretava dúvidas e contestação, em todas as áreas, questionando-se, inclusive, a própria função da arte, seu caráter utópico e elitista, que a distanciavam da vida. Nesse cenário de questionamentos e transformações, surgiam também movimentos pela paz, por liberdade democrática, pela ampliação dos direitos civis, igualdade de gênero, quebra dos tabus sexuais, oposição ao poder patriarcal. Essas e outras reivindicações ganharam força entre jovens intelectuais, ativistas universitários, nas pautas dos movimentos hippie e feminista, culminando na contracultura.  

Em meio a essa onda de contestação e rebeldia surgia o fenômeno da “desmaterialização” do objeto artístico (na conceituação de Lucy Lippard), que produziu a hibridização das linguagens, gerando mudanças na morfologia, na estética, na materialidade e nos próprios conceitos de arte e de artista. A questão central da arte deslocava-se da pureza, da “aparência” ou da “configuração visual”, para a ideia ou o conceito, muitas vezes de natureza político-crítica, em especial nos países latino-americanos que passavam por ditaduras. Essas mudanças modificariam também os modos de produção e de circulação das imagens e dos objetos artísticos. Assim, se concordarmos com Peter Osborne (2006), quando observa “que depois de Duchamp e, por sua natureza, toda a arte é conceitual”, talvez se possa relacionar a tal assertiva ao amplo espectro de novas proposições alternativas e experimentais, surgidas mais intensamente a partir da metade da década de 1960.

Convidamos, assim, aos pesquisadores o desafio de ampliar a discussão sobre as transformações e os novos estatutos contemporâneos da imagem nas artes visuais (fotografia, cinema, vídeo, holografia, processos digitais, entre outros), bem como os modos de sua inserção e circulação, em espaços alternativos, galerias, exposições efêmeras e portáteis, bem como pelo correio, internet e redes sociais.

 

Esta chamada está aberta para publicação no volume 2 do segundo semestre de 2021.

As colaborações podem ser em português, espanhol, inglês ou francês e devem ser enviadas até 1 de junho de 2021 pelo site:

 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/about/submissions

Os textos devem ter de 25.000 a 35.000 caracteres com espaços, incluindo todas as informações adicionais (resumo, palavras-chave, dados do autor, legendas, etc.). Também são aceitas submissões de traduções, curadorias, entrevistas, autorias, resenhas de livros, de exposições.

Artigos de temática livre, entrevistas e resenhas, dentro do campo das Artes Visuais, podem ser submetidos em fluxo contínuo. As normas para elaboração dos artigos estão disponíveis em um template no site.

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/index

 

 

 

 

CHAMADA ENCERRADA  | Narrativas artísticas: ramificações, contaminações e apagamentos

>>>>PRAZO PRORROGADO PARA ENVIO DAS CONTRIBUIÇÕES: 15/03/2021

en. | fr.: 

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/libraryFiles/downloadPublic/329

A chamada para publicação do próximo número da revista Estado da Arte, prevista para o primeiro semestre de 2021, tem como tema as narrativas artísticas, sendo elas ficcionais, documentais ou de natureza híbrida, visando abordar obras, ações e projetos artísticos, que almejam contar histórias. Atualmente, as Artes Visuais se destacam pela variedade e pela originalidade de seus métodos e procedimentos que, em muitas ocasiões, podem ser considerados interdisciplinares. Essa constatação é uma motivação maior para interrogar a narrativa e a construção de significados no campo das poéticas visuais. Se a definição de narrativa na literatura nos leva a pensar a ação de contar ou a exposição de uma série de eventos que constituem um relato, cabe examinar de que forma ela se consolida no campo da visualidade.

Entre as intenções dessa publicação estão o mapeamento dos modos de narrar específicos da arte contemporânea; a identificação do potencial descritivo e diegético dessas narrativas; a análise das funções, estruturas e formatos. Interessa-nos refletir sobre trabalhos que, em suas diversas apresentações e ocorrências, pontuam a ambivalência documental e ficcional, provocando, como consequência, questionamentos sobre termos adjacentes à exemplo da factualidade, da aparência, da superficialidade, da verdade, da falsidade, da evidência, da (des)informação, dentre outros. Em que medida as obras de arte instalativas, performáticas ou imagéticas constituem estruturas e relatos que transitam entre ficção e documentação? Quais características poderiam qualificá-las como narrativas documentais ou ficcionais? Considerando que as narrativas audio visuais implicam uma articulação dos elementos espaço temporais, pergunta-se se e como se dá a relação espaço-temporal nas imagens estáticas e qual é seu potencial narrativo? Compreendendo o princípio da narrativa literária é possível pensar os princípios das narrativas visuais como próprios e ‘não predicativos’? Podemos evocar o silêncio, a interrupção e a ramificação como ‘elementos ofensivos’ à narração? Quais paralelos podem ser estabelecidos entre narração e interpretação?

Finalmente, e com base nas especificidades das narrativas artísticas, analisaremos os caminhos teórico-metodológicos próprios às poéticas contemporâneas. Pretende-se que o dossiê reúna artigos que desenvolvam ou elaborem algumas dessas perspectivas, propondo diálogos temáticos tais como: Narrativas artísticas; Ficções artísticas; ‘Docuficções'; Autoficções; Contaminações entre artes visuais e literatura, entre artes visuais e cinema; Imagem e Linguagem natural; Imagem, tempo e movimento.

Organizadores da Chamada | Section editors

Prof. Dr. Fabio Fonseca GPPI- IARTE-UFU
Prof(a) Dr(a). Nikoleta Kerinska GPPI- IARTE-UFU
Priscila Rampin GEPPA-IDA-UNB

Esta chamada refere-se ao número 3 e está aberta para publicação no primeiro semestre de 2021. 

As colaborações podem ser em português, espanhol, inglês ou francês e devem ser enviadas até o dia 01/03/2021 pelo site: 

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/about/submissions 

Os textos devem ter de 25.000 a 35.000 caracteres com espaços, incluindo todas as informações adicionais (resumo, palavras-chave, dados do autor, legendas, etc.). Também são aceitas submissões de traduções, entrevistas, resenhas de livros ou de exposições, além de ensaios visuais. 

Artigos de temática livre, entrevistas e resenhas, dentro do campo das Artes Visuais, podem ser submetidos em fluxo contínuo. As normas para elaboração dos artigos estão disponíveis em um template no site. 

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/index 

O ensaio visual deve ser apresentado em formato pdf. O total de páginas pode variar entre 10 e 20. O arquivo deverá conter: as imagens, o título em português e em outro idioma (inglês, francês ou espanhol), uma breve descrição ou resumo do trabalho e legenda.  

Os(as) autores(as) devem submeter dois arquivos, um contendo o texto e um segundo arquivo contendo os dados para identificação, contato e uma biografia resumida. 

Editores | Publishers 

Profa. Dra. Ana Helena da Silva Delfino Duarte NUPPE- IARTE-UFU 

Profa. Dra. Beatriz Basile da Silva Rauscher GPPI- IARTE-UFU
Prof. Dr. Marco Antonio Pasqualini de Andrade NUPAV- IARTE-UFU 

Contato | email: revistaestadodaarte20@gmail.com 

ESTADO DA ARTE Revista de Artes Visuais - Instituto de Artes - Universidade Federal de Uberlândia

http://www.seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/index