Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "openaccess"&nbsp; publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> pt-BR <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> revbrcartografia@gmail.com (Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo) revbrcartografia@gmail.com (Eng. Tulio Alves Santana) sex, 28 jun 2019 09:46:27 -0300 OJS 3.1.2.0 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Mapeamento da Vulnerabilidade de Evacuação em Caso de Desastres Naturais Empregando a Sintaxe Espacial http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/45150 <p>Na ocorrência de Desastres Naturais, uma das formas de diminuir as perdas humanas é a realização da evacuação de pessoas. A evacuação consiste na retirada das pessoas de suas moradias para um lugar considerado seguro, procedimento este que pode ser realizado antes da materialização do desastre ou no momento de sua ocorrência. A pesquisa tem por objetivo propor uma metodologia para o mapeamento da vulnerabilidade de evacuação em caso de desastres naturais. Pretende-se avaliar o quão vulnerável uma comunidade está para a realização de uma evacuação. Considera-se que a evacuação é influenciada por diversos fatores, dentre os possíveis fatores optou-se por selecionar: a qualidade de vida que se encontram os indivíduos (vulnerabilidade social), a quantidade de pessoas a serem evacuadas na área (densidade demográfica) e a qualidade das vias por meio da sua integração (medida pela Sintaxe Espacial). A partir desses três condicionantes, propõem-se a criação de um indicador de vulnerabilidade de evacuação onde cada setor possui um valor entre 0 e 1, onde 1 é o setor com maior vulnerabilidade e 0 o de menor vulnerabilidade. O estudo de caso foi feito no município de Nova Friburgo, tendo por principal resultado a vulnerabilidade de evacuação seguindo um padrão centro-periferia, onde o centro da cidade apresenta as melhores condições de vida, baixa exposição e vias mais integradas.</p> Gustavo Medeiros Pinho, Leonardo Castro Oliveira, Marcos de Meneses Rocha, Ana Paula Borba Gonçalves Barros Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/45150 seg, 24 jun 2019 15:43:45 -0300 Avaliação da acurácia planimétrica das imagens do Google Earth para produção de base cartográfica http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46327 <p>Atualmente, vivenciamos uma expansão de novas tecnologias de mapeamentos e compartilhamento de informações geoespaciais. Uma delas é o Google Earth, na qual usuários têm acesso às informações cartográficas, porém seu uso geralmente é feito sem o conhecimento sobre a qualidade posicional das imagens utilizadas. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo avaliar a acurácia planimétrica do mosaico de imagens do Google Earth para a cidade de Paula Cândido, Minas Gerais. Para avaliar a acurácia posicional, fez-se uso de testes estatísticos seguindo a metodologia proposta por Santos et al. (2016), que sugerem a análise do padrão de distribuição espacial, detecção de <em>outliers</em>, análise de normalidade e análise de tendência dos dados de teste, respeitando os critérios instituídos pelo Decreto n° 89.817/1984 aliada a ET-ADGV e ET-CQDG. Apesar das imagens advindas do Google Earth apresentarem deslocamentos quanto as suas posições consideradas como referências, ou seja, tendência nas discrepâncias posicionais, após a correção das mesmas os resultados obtidos, para o mosaico de imagens, apresentaram uma classificação compatível com a Classe A (PEC-PCD) na escala 1/25.000 e Classe B (PEC-PCD) para a escala 1/10.000.</p> Raiane Rintielle Vaz Menezes, Matheus Henrique Maia Lisboa, Afonso de Paula dos Santos, Jairo dos Santos Dias Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46327 seg, 24 jun 2019 15:44:12 -0300 Correção Altimétrica do ASTER GDEM Através do Método de Superfícies de Compensação de Erros http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46882 <p>O objetivo do presente trabalho é avaliar e comparar a utilização de superfícies de compensação de erro geradas por interpolações determinísticas e geoestatísticas para o aumento da acurácia vertical dos MDEs oriundos do ASTER GDEM para o estado do Rio de Janeiro, utilizando como parâmetro de avaliação as diretrizes do Padrão de Exatidão Cartográfica dos Produtos Cartográficos Digitais (PEC-PCD), estabelecidas pela Norma da Especificação Técnica para Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais de Defesa da Força Terrestre. As superfícies de compensação de erro se mostraram eficientes no aumento da acurácia vertical do MDE ASTER GDEM, consistindo em uma relevante alternativa para a correção altimétrica de MDEs, principalmente quando não se conhece detalhadamente a natureza e magnitude das fontes de erro dos mesmos. Ressalta-se também que a superfície de compensação de erro gerada por interpolação geoestatística foi a que obteve melhores resultados.</p> Raphael e Silva Girão, Raúl Sánchez Vicens, Pedro José Farias Fernandes Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46882 seg, 24 jun 2019 15:44:36 -0300 Determinação de dimensões mínimas para simbologia de cartas topográficas urbanas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47260 <p>O objetivo deste artigo é definir critérios para o estabelecimento de dimensões mínimas para a padronização da simbologia de cartas topográficas urbanas. Este trabalho faz parte de uma de pesquisa cuja finalidade é propor e validar métodos para a produção de cartas topográficas por generalização cartográfica automatizada no Brasil. Para automatizar este processo é necessário o conhecimento de dimensões mínimas de tamanho e distância para definir e identificar problemas de representação. As cartas topográficas no Estado do Paraná são produzidas na escala 1:2.000 e, quando há necessidade, cartas em escalas menores podem ser produzidas pela redução de escala e pela seleção de feições. Como consequência, tem-se produtos cartográficos com problemas de representação. A aplicação da generalização cartográfica pode assegurar a legibilidade dessas cartas.&nbsp; Há uma proposta de padronização da simbologia para as cartas topográficas na escala 1.2.000, de áreas urbanas do estado do Paraná, porém não há recomendações de como abordar a simbologia quando a produção ocorre por generalização cartográfica. Para isso foi necessário desenvolver testes de percepção visual de tamanhos mínimos para símbolos coloridos condizentes com a simbologia proposta para feições de edificações, limites de propriedade e vias urbanas. Os resultados mostram que não há valores mínimos universais para tamanho e distância na cartografia topográfica, pois a percepção visual é influenciada pelas diferentes cores dos símbolos.</p> Mônica Cristina Castro, Claudia Robbi Sluter Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47260 seg, 24 jun 2019 18:04:37 -0300 Avaliação em Massa de Imóveis Rurais Através da Regressão Clássica e da Geoestatística http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47458 <p>A concepção do Imposto Territorial Rural - ITR está enraizada em métodos subjetivos que tornam esse tributo ineficiente e incoerente com seus propósitos originais. Visando fundamentar a base tributável do imposto e tornar o processo de cálculo mais transparente, este trabalho teve por objetivo verificar se a avaliação em massa de imóveis rurais pode ser utilizada como base para o cálculo do ITR. Baseando-se nas metodologias avaliatórias preconizadas pela NBR 14.653:3, utilizando os dados e mapas do Projeto de Irrigação e Drenagem da Cana-de-Açúcar - PROJIR na Região Norte Fluminense – RJ, aplicou-se a regressão múltipla em conjunto com a geoestatística na elaboração da Planta de Valores Genéricos – PVG em uma área rural. Para analisar o desempenho da avaliação foram utilizadas métricas recomendadas pela <em>International Association of Assessing Officers</em> - IAAO, as quais indicaram que, na regressão múltipla, o valor obtido da mediana das razões de avaliação (0,98) enquadrou-se no intervalo estabelecido pela norma (0,90 a 1,10), enquanto que o Coeficiente de Dispersão - COD (24,60%) e o <em>Price Related Differential</em> - PRD (1,23) mostraram-se superiores aos estabelecidos (20% e 1,03, respectivamente). Isto indica que, para a região do PROJIR, seria necessária uma quantidade maior de amostras para alcançar os intervalos estipulados pela norma. De acordo com os resultados obtidos nos testes estatísticos da regressão múltipla, e a dependência espacial comprovada pela análise dos semivariogramas, conclui-se que a utilização da regressão múltipla em conjunto com a krigagem ordinária, na avaliação em massa de imóveis rurais, é viável para fins de impostos e outras aplicações.</p> <p>&nbsp;</p> Lais Thuany Cardoso Theodoro, Marlene Salete Uberti , Mauro Antonio Homem Antunes , Paula Debiasi Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47458 seg, 24 jun 2019 15:45:29 -0300 Dois aspectos sobre o ajustamento pela norma L1 de redes de nivelamento http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47697 <p>O ajustamento pela norma L1 corresponde à minimização da soma dos resíduos ponderados. Diferentemente do Método dos Mínimos Quadrados, ele é robusto, ou seja, insensível a <em>outliers</em>. Em redes geodésicas, a principal aplicação da norma L1 refere-se à identificação de <em>outliers</em>. Não há uma expressão analítica geral para sua solução. Programação Linear é a estratégia usual, mas isso demanda observações decorrelacionadas. No contexto dos Mínimos Quadrados, sabe-se que a aplicação da fatoração de Cholesky decorrelaciona observações sem modificar os resultados do ajustamento. Porém, não há demonstração matemática de que o mesmo vale para a norma L1. Além disso, outro aspecto sobre a norma L1 é que pesos iguais podem garantir a máxima robustez na prática. Assim, se espera que também provenha maior efetividade na identificação de <em>outliers</em>. Este trabalho apresentou contribuições com relação a dois aspectos do ajuste pela norma L1 de redes de nivelamento: a validade da fatoração de Cholesky para decorrelacionamento de observações e a efetividade de identificação de <em>outliers </em>com um modelo estocástico de pesos iguais para as observações. Dois experimentos foram conduzidos em redes de nivelamento simuladas pelo método de Monte Carlo. No primeiro, verificamos que a aplicação da fatoração como previamente realizada na literatura parece inadequada e necessita de maior investigação. No segundo experimento, comparações foram feitas entre ajustamentos pela norma L1 com pesos iguais e com pesos inversamente proporcionais ao comprimento das linhas de nivelamento. Os resultados mostram que a primeira abordagem foi mais efetiva para identificação de <em>outliers</em>. Assim, essa é uma alternativa interessante para o modelo estocástico no ajuste da norma L1. Além de proporcionar um melhor desempenho na identificação de <em>outliers</em>, a necessidade de decorrelacionamento das observações torna-se irrelevante se pesos iguais forem adotados.</p> Stefano Sampaio Suraci, Leonardo Castro de Oliveira, Ivandro Klein Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47697 seg, 24 jun 2019 15:45:47 -0300 Geoprocessamento aplicado à identificação de áreas aptas para a implantação de unidades de conservação no Vale do Taquari, RS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48357 <p>Estudos e abordagens integradas para o planejamento ambiental e a redução dos impactos na natureza são fundamentais em função da complexidade do meio ambiente, da intervenção antrópica pouco organizada e da crescente utilização de recursos naturais. O uso de geotecnologias facilita e agiliza o trabalho de diagnóstico ambiental para definir áreas mais apropriadas para a conservação. Este estudo tem como objetivo determinar as áreas mais indicadas para a implantação de unidades de conservação (UCs) no Vale do Taquari, RS, Brasil, utilizando ferramentas de geoprocessamento. Utilizando-se a base de remanescentes da Mata Atlântica, extraiu-se os fragmentos vegetais com área igual ou maior que 100 ha. Com base nesses fragmentos foi realizada a definição das variáveis de entrada, o reescalonamento e a determinação dos pesos de cada variável, utilizando-se uma técnica de escolha baseada na lógica da comparação pareada denominada AHP (<em>Processo Analítico Hierárquico</em>). O resultado foi um mapa de ordenamento contendo os fragmentos com maior aptidão para implantação de UCs. No total, foram extraídos 235 fragmentos de vegetação e as variáveis analisadas em cada fragmento com seus respectivos pesos foram: o tamanho dos fragmentos (0,28), densidade de florestas (0,23), declividade média (0,08), índice de forma (0,16), distância média das rodovias (0,06) e das áreas urbanas (0,05), e densidade de nascentes (0,14). A multiplicação dos pesos com suas respectivas variáveis reescalonadas resultou em um mapa com aptidão de 0 a 100. A área que apresentou a maior aptidão foi o fragmento conhecido regionalmente como Morro Gaúcho. Pode-se concluir que a metodologia adotada ofereceu resultados consistentes, podendo ser utilizada para pré-selecionar futuras áreas de conservação.</p> Cleberton Diego Bianchini, Guilherme Garcia de Oliveira Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48357 seg, 24 jun 2019 18:06:56 -0300 Seleção de pontos-objeto visando o monitoramento de estruturas a partir da propagação de erros por simulação http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47891 <p>Erros são inerentes ao processo de medida. Na prática, uma série de procedimentos são efetuados de forma a ter maior controle sobre estes erros.Trabalhos que envolvem levantamentos de campo visando o monitoramento de estruturas também apresentam incertezas associadas à instrumentação utilizada, tipo de mensurações e geometria da rede de monitoramento, esta última em função da localização da estação ocupada com o equipamento de medida em relação aos pontos que serão monitorados (pontos-objeto). Neste trabalho, são realizadas simulações visando prever o comportamento dos erros propagadas em um levantamento, considerando a utilização do método de estação livre (EL) para orientação da estação total (ET) e do método de irradiação tridimensional para o monitoramento de grandes estruturas civis, como barragens. Busca-se a modelagem e representação tridimensional dos erros propagados sobre a estrutura, de maneira a dar suporte aos técnicos de segurança de barragens na escolha e seleção de pontos-objeto de forma que, ao mesmo tempo que atendam à localização espacial requerida pela equipe de monitoramento civil, também apresente os menores valores propagados de variância. Com a metodologia da EL e irradiação tridimensional foram realizadas simulações em uma área teste considerando diferentes posições para implantação dos pontos de apoio para orientação da ET, e diferentes posições para a ET utilizada no levantamento. Os resultados da pesquisa permitiram observar o quanto a geometria referente à posição da ET influencia nos erros que supostamente serão obtidos em um levantamento. Além disso, os erros propagados foram representados tridimensionalmente no modelo da estrutura avaliada.</p> Lívia Faria Sampaio, Regiane Dalazoana, Luis Augusto Koenig Veiga Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47891 qui, 27 jun 2019 14:06:05 -0300 Métodos Distância de Hausdorff e Influência do Vértice a partir da densificação de feições lineares http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44126 <p>A utilização de feições lineares para controle de qualidade cartográfica é benéfica devido ao fato destas representarem a maioria dos dados em uma base cartográfica e apresentarem boa cobertura espacial. Entretanto, a aplicação de alguns métodos de controle de qualidade utilizando feições lineares a partir do cálculo de discrepâncias posicionais entre linhas homólogas pode não traduzir resultados coerentes, principalmente os métodos que se baseiam nas distâncias entre os vértices de linhas homólogas. Este trabalho visa avaliar as discrepâncias resultantes dos métodos Distância de <em>Hausdorff</em> e Influência do Vértice a partir do uso de feições lineares de hidrografia numérica e linhas de cumeada, extraídas de dois Modelos Digitais de Superfície. Para esta análise, adicionaram-se vértices ao longo das feições lineares extraídas (densificação de vértices) e compararam-se os resultados com as feições originais. Notou-se que para o método Distância de <em>Hausdorff</em>, as discrepâncias utilizando linhas densificadas foram menores que as discrepâncias obtidas utilizando-se as feições originais: a média e o RMS da amostra utilizando feições foram 19,9 m e 20,7 m e, para as feições densificadas, foram 18,6 m e 19,5 m respectivamente. Já para o método Influência do Vértice, os valores apresentaram diferenças mínimas: a média e o RMS utilizando feições originais foram 16,8 m e 17,8 m e, para as feições densificadas, foram 16,7 m e 17,7 m respectivamente. Este resultado está diretamente relacionado com o desenvolvimento matemático dos próprios métodos sendo recomendada a densificação das feições lineares ao se aplicar os métodos citados.</p> Youlia Kamei Saito, Lucas Jose Ferreira Viana, Sidmar Rodrigo da Silva, Iann Gomes Rodriques da Fonseca, Afonso de Paula dos Santos Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44126 qui, 27 jun 2019 14:06:52 -0300 Desambiguação dos Termos Mapeamento Topográfico em Grandes Escalas e Mapeamento Cadastral no Brasil http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44528 <p>Os municípios são prestadores de serviços diretos à população, por excelência. No Brasil, a competência para produção do mapeamento topográfico em grandes escalas (maiores do que 1:25.000), necessário ao planejamento urbano e ao Cadastro Técnico Multifinalítário nas cidades, é compartilhada entre a União, os estados e os municípios. Com base em iniciativas de integração de dados geoespaciais, como a INDE e o SINTER, há uma crescente necessidade de normas e padrões que permitam a interoperabilidade entre as bases produzidas por atores diversos. No entanto, entre os produtores e usuários de dados cartográficos urbanos, não há consenso em relação ao uso dos termos mapeamento topográfico em grandes escalas e mapeamento cadastral. No Brasil, estes dois termos são historicamente utilizados como sinônimos, colaborando para que iniciativas e esforços para normatizá-los e atualizá-los não tenham sido profícuos. O objetivo deste artigo, através de revisão da literatura, é comparar as definições de mapeamento topográfico em grandes escalas e mapeamento cadastral com o intuito de clarificar o entendimento e o uso destes dois termos no país. São examinadas as definições clássicas e as adotadas pelas agências nacionais de mapeamento, além daquelas encontradas na legislação, especificações e normas nacionais. Adicionalmente é feita uma discussão sobre a mesclagem dos termos no país. Como resultados, são apresentadas sugestões de definições para cada um dos termos. Com a desambiguação dos termos, espera-se contribuir para a estruturação e consolidação das normas para um mapeamento topográfico em grandes escalas padronizado e atualizado no Brasil com a participação dos diversos atores envolvidos.</p> Adriana Alexandria Machado, Silvana Philippi Camboim Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44528 seg, 24 jun 2019 15:43:23 -0300 As pesquisas sobre o Uso dos Mapas com foco nas Tarefas de Leitura, Uso e Produção de Geoinformação http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47425 <p>Neste artigo fez-se uma revisão conceitual e epistemológica acerca das pesquisas sobre o uso dos mapas, com foco nas tarefas de leitura de mapas. Nesse sentido, buscou-se discutir as conexões teóricas necessárias à fundação desta temática enquanto um campo de pesquisa da Cartografia. Com efeito, demonstrou-se a importância desta linha de pesquisa para o estabelecimento da Cartografia enquanto uma ciência. Para tanto, esta revisão ancorou-se na perspectiva funcional do estudo das “Tarefas de Leitura de Mapas” (TLMs), pois foram tais elementos que permitiram que os pesquisadores em Cartografia estudassem a maneira como os mapas eram usados, afim de melhorar o processo de comunicação. Com esta conexão, foi possível explicar o desenvolvimento epistemológico e conceitual da Cartografia, estabelecendo-se uma cronologia adequada ao entendimento dos conceitos fundamentais das pesquisas sobre o uso dos mapas. Abordou-se, ainda, as mudanças nessa linha de pesquisa, ocasionadas pela evolução tecnológica ocorrida nas duas últimas décadas. Propõe-se no final desta revisão uma expressão mais condizente com o contexto tecnológico atual - “tarefas de uso e geração de geoinformação” - como termo complementar ao antigo modo de interagir com mapas, delimitado pela expressão “tarefas de leitura de mapas”.</p> João Vitor Meza Bravo, Claudia Robbi Sluter Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47425 qui, 27 jun 2019 14:05:04 -0300 Implementação de um sistema on-line para processamento de dados GNSS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48184 <p>O processamento de dados do Global Navigation Satellite System (GNSS) realizado por softwares científicos é uma necessidade crescente nos estudos da Geodésia Espacial. Porém, o manuseio destes, em geral, nem sempre é uma tarefa fácil. Com isso, um sistema que auxilie no processamento é importante para a eficiência das pesquisas de toda comunidade de usuários. Este trabalho aborda a implementação e a validação de um sistema on-line para processamento e análise de dados GNSS, que possibilite o compartilhamento do uso do software Bernese GNSS. O sistema denominado GNSS-UFV está disponível no endereço http://gnss.ufv.br. Este sistema está preparado para recepcionar, auxiliar e gerenciar as solicitações de processamento de dados GNSS nos métodos Posicionamento por Ponto Preciso (PPP) e Relativo no software Bernese GNSS, e posteriormente encaminhar e armazenar os resultados dos processamentos. O PPP do GNSS-UFV foi testado e comparado com o serviço IBGE-PPP. A média das acurácias das resultantes planimétricas foram iguais para os dois sistemas, 0,013m, já a acurácia média nas componentes altimétricas foi de 0,020m para o IBGE-PPP e 0,018m para o GNSS-UFV. O método Relativo do GNSS-UFV foi comparado com o serviço AUSPOS, onde a média das acurácias das resultantes planimétricas foram de 0,009m e 0,010m e a média das acurácias das componentes altimétricas foram de 0,021m e 0,026m para o AUSPOS e GNSS-UFV, respectivamente.</p> Gabriel Diniz de Oliveira, William Rodrigo Dal Poz, Marília Sanglard Almeida Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48184 seg, 24 jun 2019 15:46:12 -0300