Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Revista Brasileira de Cartografia 0560-4613 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> Fragmentação da Paisagem na Região Metropolitana de Aracaju-SE, Brasil http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46623 <p>O objetivo deste artigo é analisar a fragmentação da paisagem e sua evolução temporal considerando um intervalo de 25 anos (1990 e 2015) para a região metropolitana de Aracaju, Sergipe, Brasil. Como materiais foram utilizadas imagens de satélites LANDSAT 5 e 8. As imagens foram classificadas pelo método supervisionado conforme a seleção de sete classes de uso do solo, sendo elas: Floresta, Mangue, Restinga, Cultivo e/ou Pastagem, Solo Exposto, Adensamento Urbano e Corpos D’Água. A validação das classificações foi feita através da análise da matriz de confusão e do cálculo do índice Kappa. A partir desta classificação, foram calculadas sete métricas à nível de fragmento (área total da classe, porcentagem da classe na paisagem, número de fragmentos por classe, densidade de fragmentos, tamanho médio do fragmento por classe, índice de proximidade médio, distância média até o vizinho mais próximo). Os resultados obtidos indicam que a área de estudo se encontra com transformações estruturais da paisagem desde 1990 e apresenta alto grau de fragmentação das áreas de vegetação natural (Floresta, Mangue e Restinga) sendo sobrepostas por classes relacionadas ao uso antrópico, principalmente no que diz respeito ao uso urbano e às atividades agropastoris.</p> Gabriela Bispo Valenzuela Rodrigo Mikosz Gonçalves Paulo Henrique Gomes de Oliveira Sousa Heithor Alexandre de Araújo Queiroz Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 647 678 10.14393/rbcv71n3-46623 Zoneamento de Risco Climático do Cultivo da Nogueira Pecã (Carya illinoinensis) para o Rio Grande do Sul http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47035 <p>A pesquisa teve como objetivo elaborar o zoneamento de risco climático do cultivo da nogueira pecã (<em>Carya illinoinensis</em>) para o Rio Grande do Sul. Foram coletados dados climatológicos e das fases fenológicas do cultivo, organizados e espacializados por meio da krigagem ordinária e integrados por meio da álgebra de mapas do aplicativo ArcGis 10.2.2. Como resultado destacam-se cinco índices de risco: falta de horas de frio no período de dormência; excesso de precipitação pluviométrica na expansão foliar, na floração e no desenvolvimento dos frutos; temperatura máxima superior a 35ºC na floração e desenvolvimento dos frutos; excesso de umidade relativa do ar na floração; e estiagem no período de crescimento da nogueira. A dinâmica das variáveis climáticas aponta satisfação dos requerimentos climáticos do cultivo da nogueira pecã no Estado. O território apresentou 48,4% da área com risco muito baixo e 51,6% com risco baixo, indicando que o cultivo da nogueira pecã apresenta grande potencial para desenvolvimento no Rio Grande do Sul.</p> <p>&nbsp;</p> Franciele Francisca Marmentini Rovani Cássio Arthur Wollmann Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 679 701 10.14393/rbcv71n3-47035 Mapeamento da Vegetação Nativa do Cerrado na Região de Três Lagoas-MS com o Google Earth Engine http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47461 <p>O Cerrado é um dos biomas existentes no Brasil e o segundo mais extenso da América do Sul. Possui grande importância devido a sua biodiversidade, ecossistema e principalmente por servir como um reservatório, ou “esponja”, que distribui água para os demais biomas, além de ser berço de nascentes de algumas das maiores bacias da América do Sul. No entanto, devido às atividades antrópicas praticadas (com destaque para a pecuária e silvicultura) e a redução da vegetação nativa, este bioma está ameaçado. Considerado como <em>hotspot</em> em biodiversidade, o Cerrado pode não existir em 2050. Com a necessidade de sua preservação, o objetivo desse trabalho consistiu em investigar o uso de algoritmos de aprendizado de máquina para realizar o mapeamento da vegetação nativa existente na região do município de Três Lagoas, utilizando a plataforma em nuvem Google Earth Engine. O processo foi realizado com uma imagem Landsat-8 OLI, datada de 10 de outubro de 2018, e com os algoritmos <em>Random Forest</em> (RF) e <em>Support Vector Machine</em> (SVM). Na validação da classificação, o RF e o SVM apresentaram índices kappa iguais a 0,94 e 0,97, respectivamente. O RF, quando comparado ao SVM, apresentou classificação mais ruidosa. Por fim, verificou-se a existência de vegetação nativa de aproximadamente 2556 km² ao adotar o RF e 2873 km² ao adotar SVM.</p> Nayara Vasconcelos Estrabis José Marcato Junior Hemerson Pistori Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 702 725 10.14393/rbcv71n3-47461 Potencialidades do PPP no Software Bernese com Compatibilizações de Sistemas Geodésicos de Referência e de Tempo http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47483 <p>O Software Bernese GNSS (BSW) é um conjunto de pacotes de processamento de observáveis GNSS (<em>Global Navigation Satellite System</em>) de alto desempenho, que proporciona estimativas com alta acurácia, e flexibilidade em suas aplicações. Uma destas funcionalidades é a automatização de <em>scripts</em> que realizam o Posicionamento por Ponto Preciso (PPP). O objetivo deste trabalho é analisar as potencialidades do PPP no BSW. Para alcançar esse propósito foram estimadas as coordenadas de 90 estações da RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS) no BSW e no serviço IBGE-PPP <em>online</em>, referenciadas &nbsp;a atual realização do <a href="http://www.igs.org/"><em>International</em></a> <a href="http://www.igs.org/"><em>GNSS Service</em></a>, o IGS14, na época dos dados. As coordenadas estimadas foram comparadas com as coordenadas de referência das estações (SIRGAS2000, época 2000,40), de três formas distintas: 1. Referenciais e épocas incompatíveis; 2. Compatibilização apenas dos referenciais; e 3. Referenciais e épocas compatíveis. As acurácias das coordenadas reduziram no processo de compatibilização de referenciais. Como esperado, o fator predominante na alteração das coordenadas planimétricas se refere à sua evolução temporal. Ademais, as acurácias planimétricas e altimétricas apresentaram estatísticas descritivas similares ao nível do milímetro, evidenciando a potencialidade do BSW no PPP.&nbsp;</p> Franciele Lúcia Silva Braga William Rodrigo Dal Poz Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 726 755 10.14393/rbcv71n3-47483 Indicador dos Estágios de Sucessão de Fragmentos Florestais do Bioma Mata Atlântica http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48546 <p>Estudos sobre os estágios de sucessão de fragmentos florestais são essenciais para sua preservação e conservação, além de contribuir de forma significativa na gestão e no planejamento voltados à recuperação de sua biodiversidade. No entanto, a avaliação desses estágios demanda elevados custos, pessoal qualificado e tempo, principalmente nos trabalhos em campo. Portanto, pesquisas têm surgido incorporando métodos que utilizam as técnicas de geoprocessamento para avaliações dessa natureza. A pesquisa objetivou estudar os parâmetros que interferem na dinâmica dos fragmentos florestais e as características biofísicas, cujo o intuito foi propor um indicador dos estágios de sucessão de fragmentos florestais do bioma Mata Atlântica. Para isto foi utilizado como base a bacia hidrográfica do rio Murundú-Paiol situada no sudeste do estado de São Paulo. Os métodos se basearam no estudo dos fatores que interferem na dinâmica dos fragmentos florestais (tamanho, efeito antrópico no entorno, altitude, relevo e exposição solar) e índices de vegetação, gerados a partir de técnicas de geoprocessamento. Todos estes fatores foram correlacionados e os fragmentos florestais foram selecionados para avaliação em campo. Dentre todos os parâmetros avaliados, apenas os relacionados à altitude e relevo apresentaram boa correlação com os índices de vegetação, sendo estes os parâmetros integrantes no indicador dos estágios de sucessão. Este indicador exibiu uma acurácia de 85,7% na avaliação, o que permite ser replicado em outros estudos semelhantes, apresentando-se como uma alternativa científica viável e capaz de indicar o provável estágio de sucessão dos fragmentos florestais.</p> Amanda Trindade Amorim Jocy Ana Paixão de Sousa Roberto Wagner Lourenço Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 756 780 10.14393/rbcv71n3-48546 Desenvolvimento de Interface para Automação da Coleta de Temperatura Baseada em Redes Multiestação Aplicada ao Monitoramento de Estruturas Empregando-se Estações Totais http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48782 <p>O monitoramento geodésico de estruturas através de técnicas como irradiação tridimensional ou trilateração envolve as coletas de temperatura, pressão e umidade para cálculos referentes à correção de primeira-velocidade na medida da distância. Tradicionalmente, estas medidas são realizadas de forma pontual, junto ao equipamento de medida. Neste trabalho é apresentado o desenvolvimento de uma interface computacional para o uso integrado com a estação total em tempo real, que permite a coleta de valores de temperatura através de uma rede externa sem fio, composta por cinco sensores de temperatura, além &nbsp;do cálculo da correção de primeira velocidade, o qual é aplicado às distâncias medidas durante o levantamento. Para validar a aplicação do sistema proposto (<em>software</em> de interface mais os sensores de temperatura), os resultados de um experimento desenvolvido durante o monitoramento geodésico de uma barragem foram analisados. No processo de medição, foram obtidos diferentes valores de temperatura em cada sensor que compõe a rede, conforme a sua localização espacial na área de estudo, indicando que o uso do sistema proposto permite uma melhor e mais representativa estimativa da temperatura a ser utilizada no cálculo da correção e em tempo real. Resultados para o estudo de caso mostram variações de milímetros na correção, quando esta é comparada com o tradicional processo de mensurar os parâmetros ambientas somente na posição do instrumento de medida.</p> Felipe Andrés Carvajal Rodríguez Luis Augusto Koenig Veiga Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 781 805 10.14393/rbcv71n3-48782 Qualidade do Posicionamento em Aplicativos VGI Obtido por Sensores de Localização em Smartphones http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49478 <p>O artigo apresenta a avaliação da qualidade do posicionamento obtido por sensores de localização acoplados em smartphones, abordando o seu desempenho para a coleta de Informações Geográficas Voluntárias (VGI). Os experimentos foram realizados na forma de estudo de caso, em que as coordenadas coletadas em um aplicativo VGI (Hidromapp) foram comparadas com seus respectivos homólogos de referência. As amostras foram coletadas em condições distintas, utilizando 05 smartphones com características e configurações diferentes. Com base nas discrepâncias, a acurácia posicional foi calculada para cada uma das amostras através do indicador estatístico RMSE, incluindo a análise de diferentes fatores observados no experimento. Em seguida, a qualidade do posicionamento foi avaliada na perspectiva da destinação final dos dados (fitness-for-purpose), sendo observado se a acurácia posicional calculada atende aos propósitos do aplicativo Hidromapp. Foi identificado que smartphones possibilitam a realização de levantamentos com acurácia posicional planimétrica entre 5m e 20m (faixa segura observada), dependendo das condições de levantamento, e das características e configurações dos dispositivos utilizados. Para o aplicativo Hidromapp, que visa fornecer dados observados de suporte para modelos hidrodinâmicos e simulação de inundações, o desempenho dos smartphones foi considerado satisfatório de acordo com o parecer dos pesquisadores consultados.</p> Gabriel Araujo Oliveira José Almir Cirilo Patrícia Lustosa Brito Elias Nasr Naim Elias Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 806 831 10.14393/rbcv71n3-49478 Extração Automática de Contornos de Edificações a partir de Dados LiDAR Aerotransportado http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46515 <p>Este artigo tem o objetivo de avaliar a qualidade da extração automática de contornos de edificações a partir de dados LiDAR aerotransportado visando verificar se os erros obtidos nas áreas de edificações são compatíveis com os critérios estabelecidos pela Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Nesse contexto, duas abordagens são comparadas: uma presente no <em>software LAStools</em> (<em>lasboundary</em>) e um variante do algoritmo α-shape, cujo parâmetro α é estimado de modo adaptativo para cada edificação. As abordagens foram aplicadas em dois conjuntos de dados, um com densidade média de 5,8&nbsp;pontos/m² e outro com 12,5&nbsp;pontos/m². A partir dos experimentos foi possível determinar a qualidade obtida em cada caso, considerando diferentes indicadores: <em>F-score</em>, erro relativo em área, e a métrica <em>PoLiS</em>. Os resultados indicam que para a maior parte dos casos ambas abordagens apresentaram acurácia compatível com a Lei mencionada. De modo geral, o método variante do algoritmo α-shape forneceu melhores resultados, quando comparado ao uso da ferramenta <em>lasboundary</em>, na maior parte dos experimentos, indicando que a determinação dinâmica do parâmetro α contribui para a qualidade final da extração, principalmente em edificações mais complexas. Por fim, o uso da nuvem de pontos com maior densidade resultou em maior acurácia na extração de polígonos das edificações.</p> André Caceres Carrilho Renato César dos Santos Guilherme Gomes Pessoa Mauricio Galo Copyright (c) 2019-09-25 2019-09-25 71 3 832 855 10.14393/rbcv71n3-46515 Avaliação de Dados Hiperespectrais como Preditores para Biomassa de Campos Nativos http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44114 <p>O Bioma Pampa representa 63% do território do Rio Grande do Sul – Brasil. Em função da contínua incorporação de monoculturas de espécies exóticas, cultivos agrícolas e a práticas por vezes inadequadas de produção pecuária, os campos nativos estão rapidamente sendo degradados, fragmentados e descaracterizados. Buscando colaborar no desenvolvimento de novas estratégias de manejo e monitoramento adequado dos campos nativos, com vistas à minimização de esforços para coletas de campo, esta pesquisa objetivou caracterizar e quantificar a relação entre dados hiperespectrais coletados por espectrorradiômetro como preditores de biomassa campestre em duas alternativas de manejo pastoril com o auxílio de dados de campo. A área de estudo são parcelas pastoreadas por bovinos em duas alternativas de manejo (375 e 750 graus dia - GD) de onde foram adquiridas curvas espectrais de reflectância com espectrorradiômetro ao longo do intervalo de 350-2500 nm de comprimento de onda (CO). Foram calculados 10 índices de vegetação e utilizados juntamente com 11 intervalos de CO nas análises de regressão. Os dados espectrais simularam os CO utilizados nas bandas do sensor MSI do satélite Sentinel 2, disponíveis gratuitamente desde 2015. Os resultados mostraram excelentes correlações entre as variáveis e verificou-se que nas regiões espectrais do Azul, Red edge e os índices NDLI e DMCI diferiram estatisticamente entre as alternativas de manejo. As regiões espectrais do Azul, NIR e SWIR foram significativamente maiores no tratamento 750 GD. O modelo mais preciso para estimar biomassa envolveu os índices EVI e CAI com R²<sub>ajustado</sub> = 0.72 e RMSE = 0.10.</p> Marildo Guerini Filho Tatiana Mora Kuplich Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 856 877 10.14393/rbcv71n3-44114 Planejamento do Traçado de Diretrizes de Linha de Transmissão de Energia Elétrica Baseado em Otimização Multicritério e SIG http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46892 <p>Neste trabalho é apresentada uma análise da aplicação da modelagem espacial multicriterial (MEM) para a definição do traçado automático de diretrizes de linhas de transmissão de energia elétrica (LTEE). A MEM é baseada na utilização de dados geográficos associados ao método de análise multicritério <em>Analytic Hierarchy Process</em> (AHP). Para avaliar a eficiência da MEM foi realizado dois estudos de caso (localizados no estado do Paraná): LTEE que liga a Subestação (SE) de Sarandi à SE de Londrina e a LTEE que conecta a SE de Figueira à SE de Ponta Grossa Norte. Os resultados obtidos mostraram que o processo é aplicável na etapa de planejamento de novos traçados de LTEE, auxiliando os analistas na agregação dos diferentes critérios em um único problema de otimização, minimizando a complexidade da etapa de planejamento e auxiliando na atividade de tomada de decisão.</p> Fabiano Peixoto Freiman Daniel Rodrigues dos Santos Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 878 905 10.14393/rbcv71n3-46892 Desenvolvimento e Perspectivas da Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos Brasileira http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46316 <p>O conceito de Infraestrutura de Dados Espaciais Marinhos (IDEM) tem conquistado espaço ao redor do globo representando o desenvolvimento da dimensão marinha em uma Infraestrutura de Dados Espaciais (IDE). Consiste basicamente, num conjunto de ações coordenadas envolvendo tecnologias, padrões, dados espaciais e pessoas interessadas na gerência e uso compartilhado de recursos e informações em prol do bem comum. Estas seguem apoiadas por diretivas nacionais e internacionais, em destaque aquelas emanadas no Brasil, pelo Plano de Ação para Implantação da INDE (CONCAR, 2010) e pela Norma de Acesso aos Dados e às Informações Abertas da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN, 2018), bem como as orientações advindas da Organização Hidrográfica Internacional (OHI). As IDEM’s têm se mostrado uma eficiente ferramenta de gerenciamento das atividades humanas no tocante a utilização racional e de disponibilidade duradoura dos recursos ambientais, integrando assim iniciativas com vistas ao chamado “uso inteligente dos oceanos”. Assim, com base numa revisão bibliográfica e no uso de alguns exemplos, apresenta-se o relacionamento harmônico entre IDE’s e IDEM’s em escalas nacionais e regionais, destacando alguns dos potenciais benefícios e desafios de sua implantação e disponibilização para a comunidade marítima brasileira.</p> Christopher Florentino Vitor Bravo Pimentel Arthur Ayres Neto Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 619 646 10.14393/rbcv71n3-46316 Planejamento de Rede de Monitoramento de Estruturas Empregando-se LST (Laser Scanner Terrestre) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48308 <p>Neste trabalho, são apresentados os procedimentos realizados no projeto de uma rede de monitoramento geodésico de uma barragem, empregando-se Laser Scanner Terrestre (LST).&nbsp; A premissa de que o modelo final do objeto tridimensional monitorado é gerado através da concatenação de diversas nuvens de pontos, obtidas a partir de várias estações de observação, norteou a definição de alguns critérios considerados no planejamento da coleta de dados em campo com LST. A definição desses critérios se deu a partir de testes realizados com o Laser Scanner FARO FOCUS 3D 120, em 9 diferentes cenários. Nos quais foi analisada a influência que alguns parâmetros, como a resolução da nuvem de pontos e a distância do LST em relação ao objeto, podem exercer no resultado final do monitoramento. Desta forma foi possível propor três diferentes hipóteses para a rede, baseadas nesses critérios. Em um modelo digital 3D da barragem da Usina Hidrelétrica (UHE) Mauá, local para o qual foi realizado o estudo, simulou-se amostras de dados para cada uma das três hipóteses. Estes dados foram utilizados nas equações de propagação de erros, gerando as incertezas esperadas para os pontos objeto de cada cena. A análise incluiu também as incertezas posicionais em função do diâmetro do feixe laser. Por fim, foi eleita a rede que melhor atendeu as expectativas do monitoramento do ponto de vista das precisões e da funcionalidade de coleta de dados em campo.</p> Évelin Moreira Gonçalves Luis A. Koenig Veiga Copyright (c) 2019 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2019-09-25 2019-09-25 71 3 906 933 10.14393/rbcv71n3-48308