Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Revista Brasileira de Cartografia 0560-4613 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> O emprego da Solução do Problema de Valor de Contorno da Geodésia à Vinculação Nacional a um Sistema Vertical de Referência Global: uma Revisão Conceitual http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46667 <p>A necessidade de obtenção de altitudes com significado físico é de grande importância para a engenharia e, de maneira singular, para a Força Terrestre Brasileira; isto porque, historicamente, o Exército Brasileiro atua em impactantes intervenções de engenharia nas mais variadas localidades do território nacional, intervenções estas que dependem diretamente da fidedigna determinação destas altitudes. Neste sentido e para estes fins, há a latente necessidade do estabelecimento de um sistema de referência vertical em nível nacional com forte embasamento físico, plenamente vinculado a um sistema global com as mesmas características e segundo atuais tendências do ramo. Conforme preconizado pela Associação Internacional de Geodésia (IAG), o estado-da-arte de determinações altimétricas e de sistemas verticais de referência tem como norteador a busca pela definição de um Sistema Vertical de Referência Global (<em>International Height Reference System</em> – IHRS). Esta definição deve ser realizada tomando-se como referência uma superfície equipotencial do campo da gravidade, com valor de geopotencial pré-definido, e sendo suas coordenadas verticais primárias definidas com base em uma diferença de geopotencial. Por sua vez, o cálculo deste geopotencial é realizado, modernamente, através da solução do Problema de Valor de Contorno da Geodésia (PVCG) por diferentes abordagens, como as formas escalar livre e fixada, cada uma das quais com vantagens e recomendações. Destarte, o presente trabalho apresenta uma revisão conceitual sobre estas diferentes técnicas para solução do PVCG, evidenciando variantes e limitantes, enfatizando ainda os benefícios auferidos para o Exército Brasileiro.</p> Eurico Nicacio Regiane Dalazoana ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 122 148 10.14393/rbcv71n1-46667 Proposição de um Estimador Pontual para Incerteza Vertical de Levantamentos Hidrográficos http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44096 <p class="p5">Ter o conhecimento da morfologia submersa dos ambientes aquáticos sempre foi um desafio, justamente pelas dificuldades inerentes em caracterizar e explorar as ocorrências não aparentes dessas superfícies. A descrição das características dos oceanos, rios, lagos e outros corpos d'água possibilitam a obtenção de informações batimétricas úteis a diversas áreas, como para a navegação marítima ou fluvial, obras civis, prospecção de recursos minerais, etc. Α partir das informações de profundidade pode-se ter o estabelecimento de práticas voltadas para o planejamento e execução de inúmeras atividades de hidrografia. Os levantamentos hidrográficos, empregados atualmente, são realizados por sistemas acústicos como ecobatímetros monofeixe, multifeixe e sonares interferométricos. Contudo, independente da tecnologia utilizada, os dados coletados sempre conterão incertezas, podendo ser de natureza grosseira, sistemática ou aleatória. Se os dados estiverem eivados de incertezas não aceitáveis a uma dada tolerância definida por norma, tais informações podem não ser acuradas para determinados propósitos. Um dos estimadores geralmente utilizados, o RMSE (<em>Root Mean Square Error</em>) é altamente influenciado pela presença de <em>outliers</em> nas amostras, podendo não ser adequado para descrever a qualidade estatística do conjunto de observações. Desta forma, o objetivo dessa pesquisa é a proposição de um estimador pontual visando quantificar a incerteza vertical de levantamentos batimétricos, denominado Incerteza Robusta, que diferentemente dos estimadores utilizados na maioria das vezes, é resistente a <em>outliers</em> e independe da distribuição de probabilidades da amostra. Para o estabelecimento do intervalo de confiança deste estimador foi usada a técnica <em>Bootstrap</em>. Foram realizados experimentos com dados simulados, bem como o uso de dados reais, referentes a duas áreas de estudo. Α partir dos resultados obtidos, pôde-se verificar o desempenho do estimador proposto, que nitidamente mostrou-se resistente aos possíveis <em>outliers</em> presentes no conjunto de dados. Pôde-se perceber também, que a presença dos <em>outliers</em> nas bases de dados teve pouca influência nas estimativas pontuais de incerteza, mostrando sua eficiência e robustez.</p> Italo Oliveira Ferreira Paulo C. Emiliano Afonso de Paula dos Santos Nilcilene das Graças Medeiros Julio C. de Oliveira ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 1 30 10.14393/rbcv71n1-44096 Pontos de Referência para Navegação por Motoristas com Deficiência na Visão de Cores http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44157 <p>O objetivo deste estudo é identificar pontos de referência que sejam potenciais para navegação em automóvel, considerando motoristas que possuem Deficiência na Visão de Cores - DVC. Os Sistemas de Navegação e Guia de Rota em Automóvel (SINGRA) exibem semáforos e viadutos, os quais estão entre os elementos de contexto ambiental mais utilizados pelos motoristas com Visão Normal de Cores - VNC. Um estudo empírico investigou a demanda por informação de guia de rota junto a um grupo de motoristas que possuem DVC por meio de duas técnicas de externalização de informações, esboço cartográfico e anotações verbais. Os dados coletados junto aos motoristas com DVC foram comparados entre as diferentes técnicas, e os dados coletados por meio dos esboços cartográficos originados deste estudo foram comparados com os dados coletados em um estudo anterior, o qual utilizou motoristas com VNC. Dos pontos de referência que apresentaram maior frequência de uso entre os participantes, alguns são mais importantes para guia de rota do que outros. A técnica de anotação verbal complementou a do esboço cartográfico, sugerindo que a aplicação de somente uma não permitiria encontrar resultados mais conclusivos. Viaduto e hospital foram os mais utilizados, seguido de parque e semáforo. Os atributos que definiram a qualidade dos pontos de referência são apresentados do mais valorado ao menos valorado. Os semáforos, viadutos e parques deveriam ser incluídos nos SINGRA para apoiar a tarefa de manutenção em rota de motoristas com DVC. Novos pontos de referência podem emergir de acordo com as características de cada ambiente urbano.</p> Edmur Azevedo Pugliesi Aline Moretti Ana Paula Marques Ramos Vilma Mayumi Tachibana ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 31 53 10.14393/rbcv71n1-44157 Redução de Ruídos Speckle no Mapeamento de Estruturas Lineares Submarinas em Imagens de Sonar de Abertura Sintética http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44202 <p>A utilização do sonar de abertura sintética no levantamento hidrográfico com veículo autônomo subaquático tem possibilitado o mapeamento de pequenos objetos em grandes profundidades. As imagens de sonar obtidas a partir desse levantamento podem ser de alta resolução espacial devido à tecnologia de abertura sintética e à aproximação do veículo com o alvo de interesse. Apesar disso, as imagens são altamente prejudicadas por um ruído multiplicativo granular, chamado ruído <em>speckle</em>, que dificulta a implementação de métodos de identificação dos objetos de modo automatizado. O objetivo desse trabalho foi avaliar quantitativa e qualitativamente a redução do ruído <em>speckle</em>, bem como o aumento do contraste de feições de estruturas lineares submarinas, dutos e cabos, associadas ao transporte de óleo e gás em imagens do sonar de abertura sintética com uso de técnicas de realce de imagem. Foram utilizadas duas imagens adquiridas pelo <em>High</em> <em>Resolution</em> <em>Interferometric</em> <em>Synthetic</em> <em>Aperture</em> <em>Sonar</em> 1030 da Kongsberg, com resolução espacial de 4x4 cm e resolução radiométrica de 8 bits. Α partir dos resultados, pôde-se verificar que os ruídos <em>speckle</em> tiveram redução significativa de 14,4% e 6,9%, e ganho discreto de 0,2% e 1,2% para cada imagem, respectivamente, no realce das feições lineares referentes às áreas de estudo. Dessa forma, concluiu-se que o uso de funções de realce de imagens, não somente o uso de uma função e sim o uso de um conjunto de técnicas devidamente ordenadas, é uma opção considerável na redução dos ruídos <em>speckle</em> e na melhora da definição dos objetos de interesse em imagens sonar de abertura sintética, permitindo, assim, processamentos semiautomatizados mais rápidos e eficazes de extração de feições.</p> Victor Hugo Fernandes Nilcilene das Graças Medeiros Dalto Domingos Rodrigues Arthur Ayres Neto Júlio César de Oliveira ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 54 74 10.14393/rbcv71n1-44202 Modelagem dos Efeitos Geodinâmicos que afetam as Medições Maregráficas e GNSS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46124 <p>Os estudos dos diferentes tipos de marés têm se tornado mais importantes por sua aplicação na determinação precisa da órbita de satélites artificiais e na manutenção das coordenadas precisas de estações <em>Global Navigation Satellite System</em> (GNSS). Esta pesquisa fornece a modelagem de algumas componentes geodinâmicas que influenciam diretamente na solidez das estações GNSS e maregráficas, além de inserir erros na determinação precisa do Nível Médio do Mar (NMM). Utilizando-se da abordagem do Posicionamento por Ponto Preciso (PPP) para verificação do deslocamento da crosta e da modelagem da maré terrestre e carga oceânica, o objetivo deste trabalho é analisar e quantificar cada uma das forças geodinâmicas que atuam no marégrafo e na estação GNSS RBMC-NEIA. Os modelos analisados para a carga oceânica e maré terrestre, bem como o deslocamento da crosta, condizem com a influência geodinâmica aplicada à estação e ao marégrafo, onde verifica-se que os mesmos possuem pouca movimentação vertical e o NMM mantém baixa variação, aumentando de forma gradual ao longo do tempo.</p> Fabio Luiz Albarici Gabriel do Nascimento Guimarães Jorge Luiz Alves Trabanco Marcelo Santos ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 75 98 10.14393/rbcv71n1-46124 Desempenho do Descritor Máxima Diferença na Classificação de Plantações de Eucalipto no Estado do Rio de Janeiro http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/46143 <p>O crescimento da área plantada de eucaliptos no Brasil vem sendo constatado por dados censitários, e a utilização de dados de sensoriamento remoto contribui para entender onde, quando e como este processo de crescimento acontece. Este trabalho tem como objetivo analisar o desempenho de indicadores espectrais de dados LANDSAT, na classificação de coberturas de eucalipto em diferentes estágios de crescimento, utilizando como área piloto o estado do Rio de Janeiro. Foram utilizados descritores de máxima diferença espectral e NDVI, extraídos de imagens do sensor OLI/LANDSAT8, numa classificação orientada à objetos (GEOBIA). A matriz de confusão utilizando pontos de validação, indicou uma exatidão total de 83,6% e um índice <em>kappa</em> de 0,807. O classificador apresentou um erro de comissão de 17%, principalmente com coberturas homogêneas de florestas e cultivos. O erro de omissão de 9% está distribuído principalmente em áreas de encostas, atribuindo um melhor desempenho para o classificador nas áreas planas.</p> Debora da Paz Gomes Brandão Ferraz Raul Sanchez Vicens ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 99 121 10.14393/rbcv71n1-46143 Integração entre Estratégias Multiclasses e diferentes Funções Kernel em Máquinas de Vetores Suporte para Classificação de Imagens de Sensoriamento Remoto http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47208 <p>Dentre diferentes métodos de classificação de imagens, Máquina de Vetores Suporte (Support Vector Machine – SVM) tem sido amplamente utilizado em diferentes aplicações em Sensoriamento Remoto. Além de sua excelente formulação matemática, a possibilidade de emprego de diferentes funções kernel e estratégias multiclasses tornam o método SVM ainda mais atrativo. Enquanto as funções kernel possibilitam aumentar a capacidade de distinção entre dados não linearmente separáveis, as estratégias multiclasses estendem a formulação original do método SVM a fim de lidar com problemas de classificação envolvendo além de duas classes. A escolha envolvendo uma função kernel e uma estratégia multiclasses em particular implica diretamente sobre a acurácia da classificação. Este trabalho propõe duas arquiteturas para treinamento do método SVM com finalidade de diminuir o grau de liberdade que surge diante das diferentes combinações possíveis entre função kernel e estratégia multiclasses. Três estudos de caso, envolvendo classificação de uso e cobertura do solo a partir de imagens adquiridas por diferentes sensores, são realizados a fim de verificar o potencial das arquiteturas formalizadas em comparação as abordagens usuais.</p> Luccas Zambon Maselli Rogério Galante Negri ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 149 175 10.14393/rbcv71n1-47208 Modelo Digital de Elevação de Baixo Custo para Unidades de Conservação Marinhas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47309 <p>Modelos Digitais de Elevação (MDE) são essenciais para a compreensão dos diferentes terrenos, pois representam a adequadamente a geomorfologia original, e através de processamentos, permitem interpretações transdisciplinares de grande valia para a gestão de áreas de preservação. Os mapeamentos topográficos e batimétricos existentes para o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras não atendem às necessidades de gestão devido à sua escala, apresentando cotas altimétricas dispersas e pouco detalhe. Por se tratar de uma Unidade de Conservação de proteção integral, ambiente sensível, o mapeamento por sensoriamento remoto é uma ótima ferramenta de levantamento sem interferência direta. O MDE batimétrico foi elaborado a partir do levantamento de campo realizado em barco inflável, numa malha amostral com espaçamento máximo de 50 metros entre linhas, com profundidades obtidas por ecobatímetro comercial acoplado a GPS, corrigidas para a variação de maré, e posterior modelagem da superfície contínua pelo interpolador Topo to Raster. Para o MDE topográfico, foram comparados três levantamentos: SRTM 30 m, ASTER GDEM e por estereofotogrametria, que foram comparados em relação as suas altitudes em 23 pontos de controle, e em suas aparências. O interpolador Topo to Raster gerou um erro médio quadrático submétrico (0,98 m). O MDE por estereofotogrametria captou melhor as amplitudes altimétricas, a sinuosidade do relevo e se mostrou mais próximo da geomorfologia original. O MDE final, corresponde a fusão do MDE batimétrico com o MDE topográfico estereofotogramétrico, e este trabalho apresenta uma metodologia de baixo custo e de ampla aplicação para geração de MDE em áreas marinhas protegidas.</p> Jhone Caetano de Araujo José Carlos Sícoli Seoane Orlando Nelson Grillo Elisa Elena de Souza Santos Fernando Coreixas de Moraes ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 176 206 10.14393/rbcv71n1-47309 Comparação entre diferentes métodos de interpolação zonal para estimativa populacional: estudo de caso das áreas urbanas do Distrito Federal http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47613 <p>Os dados acerca das características da população, normalmente divulgados pelo censo, são de suma importância, pois subsidiam inúmeros estudos sociais, econômicos e ambientais. Estes dados são agregados de maneira arbitrária, considerando a informação homogênea em um determinado espaço.&nbsp; Uma alternativa para contornar esse problema e gerar informação com qualidade espacial mais precisa é a utilização do mapeamento dasimétrico. O mapa dasimétrico utiliza dados auxiliares para refinar a representação da distribuição espacial da variável analisada. No decorrer das últimas décadas essa se tornou uma técnica bastante utilizada e diversos trabalhos foram realizados com diferentes abordagens metodológicas. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar o desempenho de três diferentes abordagens do mapeamento dasimétrico para a estimativa da população urbana do Distrito Federal. Para tanto, utilizou-se os modelos dasimétricos por ponderação de área (MD1), utilizando densidade relativa subjetiva (MD2) e o método dasimétrico inteligente (MDI) com a densidade relativa amostrada pelo método do centroide (MD3). Para a geração dos mapas foram utilizados dados do censo com o valor populacional em nível de subdistrito. O mapa de uso e cobertura utilizado possui resolução de 1m e foi modificado a partir do mapeamento de tipos de estruturas urbanas (UST) do DF, o qual classifica a área urbana em relação a sua homogeneidade considerando aspectos de funcionalidade, material de cobertura e características físicas. Para a avaliação dos métodos gerados utilizou-se métodos estatísticos e gráficos, utilizando como comparação a informação da população em nível de setores censitários. De acordo com as análises aplicadas o modelo que demonstrou o melhor desempenho foi o MD3, sendo esta técnica aplicada para o nível de informação de setores censitários como mapa final de estimativa da distribuição espacial da população urbana do DF.</p> Kássia Batista de Castro Henrique Llacer Roig Marina Rolim Bilich Neumann ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 207 232 10.14393/rbcv71n1-2146 Influência da Forma das Encostas na Suscetibilidade à Erosão na Bacia Hidrográfica do Rio Claro (Santa Rita do Passa Quatro, SP) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47616 <p>A erosão é conhecida como um fenômeno que gera graves consequências ao ambiente, se tornou uma preocupação global e foco de muitos estudos que buscam prevenir ou controlar seus efeitos.&nbsp; A bacia hidrográfica do Rio Claro, situada na região nordeste do estado de São Paulo é constituída predominantemente de materiais inconsolidados de textura arenosa e compreende uma área de 251,91km². Este trabalho investigou, na escala 1:50.000, a influência das formas das encostas na suscetibilidade à erosão acelerada dessa bacia, a partir de dois métodos análise: Processo Analítico Hierárquico (AHP) e o Método da Soma Ponderada (Weighted Sum - WS). Com base em um banco de dados ambientais pré-existente, foram gerados mapas e cartas intermediários e temáticos. Os resultados mostram alta concentração de registros de erosões ativas de grande porte nas áreas com declividades entre 2% e 10%, compreendendo 1.55 km² relevo composto por colinas médias côncavas e convexas, e presença de materiais inconsolidados derivados das Formações Quaternárias e Terciárias. Tais processos se concentram em áreas classificadas como baixa e muito baixa suscetibilidade a erosão, segundo as duas técnicas utilizadas. Além da influência da textura arenosa e baixa compacidade dos solos, a concentração dos processos erosivos é controlada principalmente pela forma das encostas. Em termos percentuais, ocorrem mais processos erosivos nas áreas de colinas de perfil divergente côncavo, enquanto as maiores densidades de processos erosivos se localizam em áreas de colinas divergentes convexas e, secundariamente, nas colinas divergentes retilíneas.</p> Thamiris Cristina Costa Basilio Jaqueline Tomiê Fujimoto Thiago Lopes Gustavo Augusto Mendonça Asciutti Reinaldo Lorandi José Augusto de Lollo ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 233 252 10.14393/rbcv71n1-2172 Recursos de Geoprocessamento Aplicados à Análise da Declividade da Malha Cicloviária da Cidade de São Paulo http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47617 <p>A enorme frota de veículos motorizados provoca impactos ambientais, congestionamentos e afeta a mobilidade urbana e a qualidade de vida. Nesse contexto, a mobilidade urbana sustentável sugere utilizar modos não motorizados para alterar tal realidade. Como exemplo tem-se as bicicletas, versáteis e não poluentes. O estímulo para seu uso centra-se em medidas governamentais, onde se insere a oferta de infraestrutura e de condições físicas adequadas, por exemplo a declividade. A literatura técnica recomenda que inclinações superiores a 5% sejam evitadas, pois exigem grande esforço físico dos ciclistas em subidas e podem levar, em descidas, à velocidades elevadas. Objetivando pesquisar a realidade de uma rede cicloviária quanto às suas inclinações, estudou-se a da cidade de São Paulo. Usando recursos de geoprocessamento, duas estratégias foram aplicadas: a primeira centrada na interseção das bases de dados vetoriais da malha cicloviária paulistana com carta de declividade; e a segunda na geração de um modelo digital de elevação a partir de curvas de nível e posterior atribuição de informações altimétricas para as vias da malha. Os resultados obtidos da primeira estratégia apontaram que 47% da malha paulistana é composta por trechos com <em>greides</em> superiores a 5%. A análise a partir das curvas de nível revelou que 17,9% da malha contêm trechos com inclinações maiores que 5%. Concluiu-se que a malha cicloviária paulistana possui grande parte de suas vias com declividades adequadas, as quais não oferecem maiores empecilhos ao uso das vias.</p> João Vitor Penteado Simeão Gustavo Garcia Manzato Eliane Viviani ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 253 273 10.14393/rbcv71n1-2208 Estimation of rainfall erosivity by mapping at the watershed of macta (Algeria) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47619 <p>Abstract The aim of the present study is to estimate rainfall erosivity in the Macta watershed of western Algeria. Mapping using GIS (geographical information system) allowed better visualization of the erosivity. Five indices of erosivity were tested on a rainfall series of 42 stations over a period of 41 years. The indices used were the Arnoldus index, the Arnoldus modified Fournier index (MFI), the Rango-Arnoldus index, the Leprun index and the Val et al. index. Rainfall of between 300 and 400 mm occurs in 24 stations (57% of the watershed) where the respective values of the Arnoldus, MFI and Rango-Arnoldus erosivity range from 86.54 to 123.93 MJ Mw/ha.year, 47.47 to 75.33 and 16.11 to 36.13, respectively. Monthly rainfall variability has an important role in the concentration of erosivity. Erosion values (MFI) at the watershed range from 19.22 to 126.78, which indicates a low erosivity potential. Rainfall of less than 300 mm recorded in 15 rain gauges (36%) has respective erosivity values ranging from 39.78 MJ Mw / ha.year, 19.22 and 3.34 to 109.73, 50.27 and 17.80. The erosivity index depends not just on the annual rainfall but also on the intra-annual rainfall pattern. The ratio of the MFI index to the Rango-Arnoldus R index will be closer to unity when rainfall is higher. The lower the rainfall, the more the ratio increases in favour of MFI index. The same indices are very close when the annual rainfall reaches and exceeds 500 mm. Our study has shown the importance of inter-annual variability and its influence on rainfall erosivity. The same index of erosivity can have different values for the same amount of annual rainfall, which means that it is the inter-annual variability of rainfall that leads to a high erosivity index. The method of calculating erosivity described by Paez proved effective, as it overcomes the constraint related to the unavailability of rainfall intensity data, especially in semi-arid areas. The present study could serve as a strategic support for socio-environmental decisions and could also complement any study, taking into account the different factors of water erosion. Our results can thus be taken as extra support to any study and decision on hydro-environmental development within the Macta watershed.</p> Djazia Bouderbala Zahira Souidi Abderrahmane Hamimed Baghdad Bouamar ##submission.copyrightStatement## 2019-03-29 2019-03-29 71 1 274 294 10.14393/rbcv71n1-2218