Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Revista Brasileira de Cartografia 0560-4613 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> Os 50 anos de divulgação de ciência da Revista Brasileira de Cartografia: historiografia, metas e desafios futuros http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/58705 <p>Editorial vol. 72, Especial de 50 anos, 2020</p> João Vitor Meza Bravo Gabriel do Nascimento Guimarães Copyright (c) 2020-12-31 2020-12-31 72 Editorial Editorial Cartografia e Direito na Formação Territorial e na Configuração da Propriedade no Brasil http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56599 <p class="ResumoAbstract">O diálogo entre Cartografia e Direito permite discutir e avaliar as consequências históricas dos processos de demarcação de terras e de titulação, e do registro de propriedades, no Brasil. Esse diálogo entre áreas do conhecimento orienta o desenvolvimento de pesquisa, com viés interdisciplinar, que busca recuperar, em suas respectivas áreas, o percurso histórico de técnicas e normas. Por isso, o debate produzido e as questões formuladas nesta pesquisa dizem respeito à necessidade de integração entre o mapeamento topográfico sistemático e o cadastro territorial; à ausência do mapeamento topográfico; aos problemas jurídicos de demarcação e titulação de terras públicas e privadas; e ao diagnóstico da situação atual do cadastro territorial e sua relação com o mapeamento topográfico sistemático. Este artigo apresenta, assim, os argumentos com os quais se estabelece um projeto de pesquisa cujo principal objetivo é entender as consequências históricas da ausência de mapeamento topográfico na demarcação e no registro de propriedades no Brasil, e sua relação com o arcabouço normativo vigente. As análises compartilhadas entre os pesquisadores deste grupo de pesquisa denotam as ausências e as contradições que apontam para a necessidade de busca de elementos conceituais, problematizações e questionamentos comuns na identificação e solução dos problemas.</p> Claudia Robbi Sluter Andrea Flávia Tenório Carneiro Andrea Lopes Iescheck Daniele Regina Pontes José Antônio Peres Gediel Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 916 939 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56599 Sistemas Geodésicos de Referência: Rumo ao GGRS/GGRF http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56601 <p>O estabelecimento de Sistemas Geodésicos de Referência globais integrando características geométricas e físicas é um dos desafios atuais da Geodésia, principalmente devido às demandas de diversas áreas do conhecimento de que as informações relacionadas aos Sistemas de Observação da Terra (EOS – <em>Earth Observation Systems</em>), sejam integradas em Redes Geodésicas de Referência (RGRs) com uma acurácia de 10<sup>-9</sup> ou melhor. O surgimento das técnicas de posicionamento espacial trouxe melhora significativa na qualidade posicional e possibilitou a substituição das RGRs clássicas por redes modernas com características globais. Hoje, a questão das coordenadas de caráter geométrico, está bem resolvida com o ITRS/ITRF (<em>International Terrestrial Reference System</em>/<em>International Terrestrial Reference Frame</em>). Todavia, aspectos associados a diversos processos físicos, tais como os reflexos das redistribuições de massa, não são atendidos por referenciais puramente geométricos. A aprovação da resolução para o GGRS/GGRF (<em>Global Geodetic Reference System</em>/<em>Global Geodetic Reference Frame</em>) surge com a visão da integração entre o referencial terrestre, o celeste, um referencial com características físicas para as altitudes e a nova rede global de gravidade absoluta. Esforços têm sido feitos para definição e realização deste referencial global para as altitudes. É uma tarefa complexa em vista das características clássicas dos referenciais verticais, heterogeneidade em termos de qualidade e distribuição espacial de dados necessários, principalmente os relacionados ao campo de gravidade da Terra. Apresentam-se como grandes desafios para o futuro a necessidade de estabelecimento de procedimentos padrão para a integração ao referencial altimétrico global e a precisão necessária para o estabelecimento dos EOS.</p> Regiane Dalazoana Sílvio Rogério Correia de Freitas Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 962 982 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56601 Estado da Arte do Sensoriamento Remoto por Radar: Fundamentos, Sensores, Processamento de Imagens e Aplicações http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56568 <p>Este artigo aborda o estado da arte do sensoriamento remoto por radar e foi elaborado para fazer parte da edição especial de comemoração dos 50 anos desta revista. Neste estudo, é apresentada uma breve introdução sobre os fundamentos do sensoriamento remoto por radar, com destaque para os parâmetros mais importantes de imageamento e da superfície terrestre envolvidos no processo de obtenção de imagens de radar. Ênfase é dada para o comprimento de onda, polarização das ondas eletromagnéticas e geometria de obtenção de imagens (parâmetros de imageamento) e para a umidade de solos e da vegetação, rugosidade do terreno e estrutura da vegetação (parâmetros da superfície terrestre). Em seguida, são apresentados os principais sensores orbitais de radar de abertura sintética que estão atualmente em operação e os principais processamentos digitais de imagens de radar, destacando-se a conversão dos valores digitais para coeficientes de retroespalhamento, os filtros espaciais para redução do ruído <em>speckle</em>, as técnicas de decomposição de imagens e o processamento InSAR. Finalmente, é apresentada uma breve discussão sobre algumas aplicações potenciais, com especial atenção para o monitoramento de derrame de óleo em plataformas continentais, estimativa de biomassa aérea, monitoramento de desmatamento em coberturas florestais tropicais, detecção de áreas de plantio de arroz irrigado e estimativa de umidade de solos.</p> Edson Eyji Sano Eraldo Aparecido Trondoli Matricardi Flávio Fortes Camargo Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1458 1483 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56568 Posicionamento GNSS em Tempo Real: Evolução, Aplicações Práticas e Perspectivas para o Futuro http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56620 <p>O posicionamento em tempo real por meio do emprego dos sinais de satélites foi um avanço nas navegações aérea, marítima e terrestre com o surgimento do GPS (<em>Global Positioning System</em>). Contudo as precisões horizontais e verticais de 100 m e 150&nbsp;m (nível de probabilidade de 95%) alcançadas, estando a SA (<em>Selective Availability</em>) ativada, passaram a não ser satisfatórias para muitas aplicações e os usuários buscaram galgar outros níveis de precisões. Esforços foram investidos no chamado posicionamento diferencial DGPS (<em>Differential</em> GPS), o qual possibilitou obter precisões em torno de dez vezes melhores do que as do posicionamento absoluto.&nbsp; Posteriormente, usando-se a fase da onda portadora, conseguiu-se realizar posicionamento com maior acurácia por meio do método RTK (<em>Real Time Kinematic),</em> atingindo qualidade centimétrica. Na sequência, houve uma evolução para posicionamentos em rede, empregando, por exemplo, o algoritmo de VRS (<em>Virtual Reference Station</em>). Vários erros nas observáveis dos satélites passaram a ser modelados com uma solução de multiestações em tempo real. A partir de 2012, surgiram serviços e produtos que favoreceram o desenvolvimento do RT-PPP (<em>Real-Time Precise Point Positioning</em>) baseado no conceito SSR (<em>State Space Representation</em>). A busca da solução das ambiguidades no RT-PPP deu origem ao PPP-RTK com menor tempo de fixação das ambiguidades e convergência para a solução acurada do posicionamento. Neste artigo apresenta-se como foi a evolução do posicionamento em tempo real, algumas das aplicações no âmbito nacional e as perspectivas &nbsp;desta modalidade de posicionamento para o futuro.</p> Claudia Pereira Krueger Paulo Sérgio de Oliveira Junior Silvio Jacks dos Anjos Garnés Daniele Barroca Marra Alves Jorge Felipe Euriques Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1359 1379 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56620 Modelo Linear de Mistura Espectral: Conceitos Teóricos, Algoritmos e Aplicações em Estudos na Amazônia Legal http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56559 <p>Este trabalho apresenta uma revisão sobre o Modelo Linear de Mistura Espectral e suas aplicações na Amazônia Legal. Os estudos sobre mistura espectral iniciaram na década de 1970, motivada pelo problema na estimativa de áreas obtida por interpretação automática. O pixel era classificado ou não baseado na máxima probabilidade desse pixel pertencer a determinada classe, superestimando ou subestimando esta classe de acordo com a decisão tomada. Surgiu então o interesse no estudo da mistura espectral dentro do pixel. A resposta de cada pixel pode ser considerada como uma combinação linear das respostas espectrais de cada componente que está na mistura desse pixel. Dessa forma, conhecendo-se as respostas espectrais dos componentes, podemos obter as proporções desses componentes (imagens fração). Neste trabalho são apresentados os conceitos teóricos que motivaram o desenvolvimento desse modelo, e são descritos os algoritmos (Mínimos Quadrados com Restrição, Mínimos Quadrados Ponderados, Principais Componentes) desenvolvidos na década de 1980. Com a disponibilidade desses algoritmos em softwares de processamento de imagens digitais na década de 1990, aumentou o número de trabalhos que fazem uso dessa técnica no Brasil e no mundo. As imagens fração foram utilizadas para automatizar o Projeto PRODES (Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) que foi o primeiro projeto operacional sistemático de Sensoriamento Remoto orbital. A seguir é apresentada a utilização das imagens fração em estudos realizados na Amazônia brasileira. Além disso, é apresentada uma perspectiva de uso das imagens fração em estudos globais. Em conclusão, o Modelo Linear de Mistura Espectral tem contribuído para o desenvolvimento de várias pesquisas e aplicações de Sensoriamento Remoto devido as suas características de redução de dados e por realçar os alvos de interesse nas imagens.</p> Yosio Edemir Shimabukuro Andeise Cerqueira Dutra Egídio Arai Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1140 1169 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56559 Uso de Plataformas Aéreas Não Tripuladas no Brasil – um Panorama de Dez Anos (2008-2018) de Publicações Acadêmicas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56503 <p>O uso de Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) no Brasil é uma realidade cada vez mais consolidada, incorporando aplicações antes atribuídas aos satélites e aos levantamentos aéreos tradicionais. Segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), já são 75 mil ARPs registrados, sendo 62% para atividades profissionais e/ou acadêmicas. Esse artigo quantifica aspectos sobre o uso de ARP na obtenção de dados de sensoriamento remoto pela pesquisa científica nacional, identificando produtos, serviços gerados, métodos e equipamentos utilizados. Realizou-se uma revisão bibliográfica sistemática por combinação dos termos “monografia, dissertação, teste, rpa, drone, vant, fotogrametria, sensoriamento remoto”. Estabelecido 2008 como o ano base para a busca, encontrou-se trabalhos entre 2010 e 2018. Foram selecionados 64 trabalhos, entre teses de doutorado, dissertações de mestrado e trabalhos de conclusão de curso de graduação, nos quais avaliou-se 11 parâmetros booleanos e outros 11 parâmetros quanti-qualitativos. Há trabalhos de todas as regiões brasileiras: 21 do Sudeste; 19 do Sul; 11 do Centro-Oeste; 11 do Nordeste; e 2 da região Norte. As áreas de Cartografia, Geografia, Engenharia Civil, Engenharia Florestal e Ciências Ambientais concentram mais de 55% das publicações. A geração e verificação de modelos digitais de superfícies e/ou terrenos (MDS/MDT) foi a principal aplicação dos estudos, presente em 39% dos trabalhos; em seguida está a utilização de ARP para mapeamento e classificação da cobertura vegetal, com 22% de presença. A qualidade cartográfica dos diferentes produtos gerados variou entre o PEC-PCD 'Classe B’ na escala 1/10.000 e o 'Classe A' na escala 1/1.000.</p> Fábio Lobo Manuel Eduardo Ferreira Carlos Uchoa João Vitor da Costa Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 785 806 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56503 Evolução e Tendências nas Pesquisas em Administração Territorial e Cadastro http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56586 <p>Ao longo do tempo, as relações entre pessoas e terra, função primordial do cadastro, passaram a exigir novas demandas, fazendo com que os países estruturassem sistemas de administração territorial de cunho não somente técnico-organizacional, mas também voltados para atender a outras necessidades da sociedade, como a redução da desigualdade social e o monitoramento ambiental. A teoria da moderna administração territorial tem tido a sua importância reconhecida, do ponto de vista do desenvolvimento sócio-econômico-ambiental, porém a sua natureza científica ainda é discutida.&nbsp;&nbsp; Envolvendo aspectos sociais (história, cultura, economia, meio-ambiente) e de sistemas de informação e tecnologia, as pesquisas sobre os temas exigem a compreensão de conceitos que precisam ser consolidados e bem compreendidos. Nesse sentido, esse trabalho teve como objetivo expor e discutir os conceitos essenciais que precisam ser considerados para o desenvolvimento de projetos de pesquisa nessa área. Também apresenta os questionamentos de pesquisadores sobre o caráter científico da administração territorial, com base nos indicadores utilizados na determinação das áreas de conhecimento científico. Além disso, os resultados de pesquisas sobre metodologias aplicadas em projetos de pesquisa em cadastro e administração territorial, bem como as tendências identificadas nas pesquisas atuais são importantes para a elaboração de futuros projetos. Por fim, com base nesses estudos, foi realizado um levantamento das pesquisas realizadas no Brasil, para apresentação de um panorama geral do que tem sido objeto de produção científica nessa área. Espera-se, assim, que esse trabalho traga contribuições para pesquisas futuras na área da administração territorial.</p> Andrea Flávia Tenório Carneiro Camila Ribeiro Miranda Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 880 897 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56586 Mapeamento da Vegetação da Caatinga a partir de Dados Ópticos de Observação da Terra – Oportunidades e Desafios http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56543 <p class="ResumoAbstract">O bioma Caatinga representa cerca de 10% do território nacional e tem uma população estimada em 28 milhões de habitantes. Sua vegetação arbóreo-arbustiva, adaptada às condições de semiaridez, exerce um papel fundamental na manutenção do balanço hidrológico, na alimentação da matriz energética e na geração de receitas para o país. No entanto, o bioma ainda é um dos que recebe menor atenção da comunidade científica. Diante disso, o presente artigo de revisão visa apresentar elementos que contribuam para a atualização do estado da arte sobre o uso de dados ópticos de observação da Terra na conservação da vegetação da Caatinga, a partir da identificação das iniciativas de mapeamento em diferentes escalas que contemplam o bioma. Para tal, esse estudo fez uma revisão bibliográfica sistemática cujo enfoque principal foi a caracterização dos sensores orbitais imageadores, técnicas de classificação de imagem, legendas de uso e cobertura, estratégias de validação, e o intervalo temporal compreendido por cada iniciativa. Esse detalhamento permitiu avaliar o grau de usabilidade e confiabilidade dos produtos existentes. Assim, esse estudo espera abrir possibilidades para preencher lacunas científicas existentes e que carecem de investigação no que diz respeito ao papel dos dados ópticos de observação da Terra no mapeamento da vegetação da Caatinga e no subsídio de recursos para novas iniciativas, ações de restauração e, consequentemente, aprimoramento de políticas públicas em prol da conservação e uso sustentável dos recursos do bioma.</p> Khalil Ali Ganem Andeise Cerqueira Dutra Marceli Terra de Oliveira Ramon Morais de Freitas Rosana Cristina Grecchi Rita Marcia da Silva Pinto Vieira Egidio Arai Fabrício Brito Silva Cláudia Bloisi Vaz Sampaio Valdete Duarte Yosio Edemir Shimabukuro Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 829 854 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56543 Uma proposta de Cadastro Territorial para o Brasil http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56469 <p class="ResumoAbstract">A <span class="RefernciasChar">implantação de um sistema cadastral deve objetivar o atendimento das necessidades de informações territoriais organizadas, bem como possibilitar a utilização do mesmo na geração de produtos que possam atender as multifinalidades que se apresentam para uma boa gestão municipal. No Brasil cada município procura manter um cadastro para fins fiscais, sendo as demais informações territoriais e jurídicas relativas as parcelas dispersas ou inexistentes. Na área rural a União vem realizando um cadastro com um conjunto de procedimentos legais e normativos para a realização do cadastro rural. Para a elaboração desta proposta foram elencadas premissas relativas aos aspectos jurídicos, técnicos e econômicos. O arranjo relativo aos objetos territoriais e as matrículas esclarecem e facilitam a adoção destas propostas para solucionar os problemas hoje enfrentados nos cadastros e já prevendo a adoção dos multipropósitos cadastrais. A estruturação deste cadastro passa por uma rede de referência, as precisões requeridas, as formas de levantamento, a cartografia cadastral, os produtos gerados e quem será o ente federativo responsável pela condução do processo. A implantação e a manutenção do cadastro são apresentadas em forma de fluxograma indicando claramente como o sistema irá funcionar. Ainda, destaca-se que todo o escopo da presente proposta se encontra em perfeita consonância com as premissas das novas versões das normas brasileiras que estão em processo de revisão e também procura viabilizar de maneira eficiente, econômica e tecnicamente segura para que seja possível a implantação e manutenção dos dados atualizados ao dia nos cadastros do Brasil.</span></p> <p class="ResumoAbstract" style="margin-left: 0cm;">&nbsp;</p> Cesar Rogério Cabral Markus Hasenack Rovane Marcos de França Adolfo Lino de Araújo Flávio Boscatto Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 745 764 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56469 Posicionamento multi-GNSS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56580 <p>Os GNSS (<em>Global Navigation Satellite Systems</em>) têm ganhado bastante visibilidade nas últimas duas décadas, sendo atualmente aplicados em diversas atividades, as quais vão muito além do posicionamento e navegação; algumas delas requerem alta acurácia (centimétrica a milimétrica), como o monitoramento de estruturas e a agricultura de precisão. Para atender a estas necessidades, diferentes métodos de posicionamento foram desenvolvidos, como o posicionamento por ponto (simples e preciso) e o posicionamento relativo. Mais recentemente, surgiu a possibilidade do posicionamento em tempo real com uso de redes, tanto para o posicionamento por ponto quanto para o relativo. O lançamento de novas constelações globais de satélites tem permitido a integração dos diferentes sistemas que, quando bem-sucedida, oferece melhorias para o posicionamento quanto à disponibilidade de satélites, à geometria entre o receptor e o satélite, à solução das ambiguidades e o desempenho deste quando comparado ao uso isolado dos sistemas. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo apresentar uma revisão e o estado da arte das principais características dos quatro sistemas globais e dos diferentes métodos de posicionamento, dando destaque para a integração multi-GNSS, tendências e desafios em cada um deles. São também apresentados resultados comparando o posicionamento GPS ao posicionamento multi-GNSS com as quatro constelações e uso de uma máscara de elevação de 25°, simulando um ambiente obstruído. Com relação à acurácia do posicionamento, que leva em consideração o erro e desvio-padrão na estimativa da posição, a integração dos sistemas trouxe uma melhoria de até 44%.</p> Paulo de Tarso Setti Júnior Crislaine Menezes da Silva Paulo Sérgio de Oliveira Júnior Daniele Barroca Marra Alves João Francisco Galera Monico Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1200 1224 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56580 Mapeamento da Vegetação do Cerrado – Uma Revisão das Iniciativas de Sensoriamento Remoto http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56591 <p>O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, sendo reconhecido como a savana mais biodiversa do mundo. Após 1970, as dinâmicas de uso e cobertura da terra do bioma têm sido marcadas por atividades agropecuárias extensivas, resultando em taxas de desmatamento historicamente superiores às do bioma Amazônia. Esse cenário reforça a necessidade de investigar a metodologia das iniciativas de mapeamento da vegetação do Cerrado, a fim de identificar as lacunas e desafios ainda existentes para o avanço científico do conhecimento no âmbito do Sensoriamento Remoto (SR). Para tal, o presente artigo de revisão identificou 15 iniciativas que mapearam a vegetação do bioma em diferentes escalas, períodos e níveis de detalhamento de legenda. O primeiro foi o projeto Radam/RadamBrasil, ainda na década de 1970. No entanto, foi a partir dos anos 2000 que o Cerrado começou a ter mais visibilidade, com o surgimento de iniciativas maiores e mais direcionadas para o bioma (PROBIO, Conservação Internacional). Recentemente, novas iniciativas (MapBiomas, PRODES) têm se destacado por incorporarem metodologias diferenciadas que acompanharam a evolução computacional das técnicas de Sensoriamento Remoto. O levantamento realizado neste artigo identificou que a discriminação dos diferentes tipos de cobertura vegetal do bioma ainda é um dos principais desafios a serem vencidos, principalmente em relação às fitofisionomias não florestais, além de classes de uso espectralmente semelhantes, como a pastagem. Este trabalho visa agregar detalhes das principais iniciativas de mapeamento da vegetação do Cerrado, suas metodologias, desafios encontrados, tais como a dificuldade de discriminação de seus tipos de vegetação e maiores discussões e promessas futuras no campo do SR.</p> Marceli Terra de Oliveira Henrique Luis Godinho Cassol Khalil Ali Ganem Andeise Cerqueira Dutra Juan Doblas Prieto Egidio Arai Yosio Edemir Shimabukuro Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1250 1274 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56591 O Ensino de Cartografia para Pessoas Cegas: Transformações Metodológicas, Tecnológicas e Perspectivas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56466 <p>Neste artigo de revisão apresenta-se o estado da arte da Cartografia Tátil a partir de seus avanços e desafios. Primeiro, mostra-se o recorte histórico em nível internacional e nacional com ênfase nas publicações datadas dos séculos XX e XXI. Depois, discorre-se sobre o aporte teórico e metodológico que indica a propensão de se tratar os temas Geografia e Cartografia na Educação a partir de investigações que têm como base principal as teorias de Piaget ou Vigotski. Como desafios de pesquisas a serem enfrentados, elencam-se a padronização da linguagem Cartográfica Tátil, consenso na produção e impressão de mapas táteis, mas, principalmente, a metodologia para o ensino do mapa para alunos cegos. As discussões finais, que direcionam a indicação das contribuições, são pautadas em experiências com alunos cegos e mostram a importância da iniciação cartográfica da criança cega a partir da sua iniciação ao desenho, ainda na fase pré-escolar, com a mediação de linguagens e exploração do ambiente próximo, tendo como referencial seu próprio corpo.</p> Sílvia Elena Ventorini Maria Isabel Castreghini de Freitas Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1400 1428 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56466 Intersectando Geoestatística com Modelagem da Demanda por Transportes: um Levantamento Bibliográfico http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56467 <p class="ResumoAbstract">O planejamento de transportes depende da modelagem de variáveis que, em função de usualmente exigirem recursos elevados para a sua coleta, dispõem de uma amostragem limitada. Entretanto, uma vez que apresentam dependência espacial, a utilização da Geoestatística na modelagem da demanda por transportes se mostrou bastante conveniente, já que esse ferramental permite a obtenção de estimativas em locais não amostrados. Nesse contexto, a linha de pesquisa voltada a aplicações da Geoestatística na previsão da demanda por transportes se dá no âmbito de três das quatro etapas do modelo sequencial de planejamento (geração de viagens, escolha modal e alocação de fluxo), abrangendo trabalhos que podem ser divididos conforme o suporte, ou escala geográfica adotada, e tipo de modelo utilizado. Dessa forma, no intuito de estabelecer o estado da arte dessa linha de pesquisa, o presente trabalho propôs o levantamento e discussão de estudos no âmbito de zonas de tráfego, áreas regulares, segmentos viários, estações de metrô, pontos de parada, trechos de linha de ônibus e domicílios/indivíduos, os quais se valeram dos interpoladores geoestatísticos Krigagem Simples, Ordinária, Indicativa, Universal e Espaço-temporal, além de Simulação Sequencial Gaussiana. A análise detalhada dos trabalhos permitiu a identificação de lacunas de pesquisa nas etapas de validação dos modelos, comparação com outras abordagens espaciais e não espaciais, utilização de distâncias em rede, aplicações da Krigagem Universal (KU) a variáveis de escolha modal e seleção de preditores para a KU. Atenção especial deverá ser dada à Simulação Sequencial Gaussiana e à Krigagem Espaço-temporal, modelos que devem ditar a evolução da linha de pesquisa nos próximos anos.</p> Samuel de França Marques Cira Souza Pitombo Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1004 1027 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56467 A Evolução do Ensino de Topografia e Áreas Afins na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56477 <p class="ResumoAbstract">A determinação da posição relativa de pontos e a representação gráfica da superfície terrestre entre outros conhecimentos de Topografia e ciências afins está presente em diferentes momentos do exercício profissional de engenheiros civis e de outras modalidades. Na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) o ensino da área acontece desde a fundação da Escola no final do Século XIX. Ao longo desse período de mais de um século de ensino de Topografia e ciências afins na EPUSP ocorreram diversas alterações que impulsionaram mudanças na estrutura da Escola e da Universidade, na Educação Superior e no contexto social e político gerando novas necessidades e demandas da sociedade, exigindo que engenheiros e profissionais da área da Topografia se adaptassem às novas demandas e possibilidades. Frente a essas evoluções surgiu a Geomática que engloba a Topografia e áreas afins na era da tecnologia e da informática. Para o ensino da Geomática há o constante desafio da adequação e adaptação às evoluções e mudanças. Desta forma, o objetivo deste trabalho é apresentar e discutir a evolução do ensino de Topografia na EPUSP frente às mudanças e evoluções científicas, metodológicas e tecnológicas. Em um momento em que as mudanças e inovações no mundo ocorrem em ritmo cada vez mais acelerado, há a necessidade da discussão sobre o ensino e a utilização das tecnologias e adaptação às mudanças e evoluções pautada e embasada pelo ensino fundamentado na valorização dos conceitos permanentes, frentes à tecnologia em constante mudança.</p> Jhonnes Alberto Vaz Jorge Pimentel Cintra Flavio Guilherme Vaz de Almeida Filho Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1051 1068 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56477 Métodos de Classificação e Análise de Trajetórias de Uso e Cobertura da Terra na Amazônia: Implicações para Estudos de Regeneração Florestal http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56535 <p class="ResumoAbstract">A análise de processos de regeneração florestal provê informações que permitem estimar serviços ecossistêmicos como a fixação de carbono atmosférico, a recuperação da fertilidade dos solos, a manutenção do ciclo hidrológico e da biodiversidade, entre outros. Esses estudos demandam informações usualmente contidas em trajetórias de uso e cobertura da terra com resolução temporal anual, em intervalos de tempos longos. Comumente, esses dados são obtidos a partir do processamento de séries temporais de imagens de sensoriamento remoto. O objetivo deste artigo de revisão é identificar e descrever os principais métodos utilizados para classificar e analisar trajetórias de uso e cobertura da terra a partir de dados de sensoriamento remoto orbital. Esses métodos foram então discutidos em função de sua aplicabilidade na região Amazônica para análise de regeneração florestal. Observou-se que a análise de trajetórias de uso e cobertura da terra na Amazônia não é trivial. Métodos tradicionais de detecção de mudanças resultam em trajetórias inválidas ou compreendem vários passos de classificação. Pelo grande volume de dados analisados, muitas vezes a informação da trajetória é simplificada ao ponto de se tornar uma análise que envolve apenas um ou dois tempos observados, perdendo-se informações importantes para a análise de regeneração florestal, como a persistência da vegetação secundária ou o tempo de uso antes do abandono, por exemplo. Dentre as principais limitações observadas, destaca-se a baixa disponibilidade de dados, sejam imagens livres de nuvens ou dados de referência.</p> Mariane Souza Reis Maria Isabel Sobral Escada Sidnei João Siqueira Sant'Anna Luciano Vieira Dutra Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1087 1113 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56535 50 anos de sinergia entre Geodésia Espacial e Meteorologia: do erro no posicionamento GNSS a aplicações de previsão de precipitação de curtíssimo prazo http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56767 <p>A atmosfera neutra (ou troposfera) causa refração nos sinais de radiofrequência, que resulta em erros nas medidas do <em>Global Navigation Satellite Systems</em> (GNSS) empregadas no posicionamento geodésico. Já para a Meteorologia esse efeito pode representar medidas importantes da concentração dos constituintes atmosféricos, principalmente em regiões onde não se pode realizar sondagem atmosférica convencional, por meio de radiossondas acopladas a balões. Duas técnicas GNSS podem ser empregadas para isso. A primeira utiliza receptores em estações terrestres que fornecem estimativas do conteúdo integrado verticalmente de umidade na atmosfera neutra (<em>Precipitable Water Vapor</em> - PWV). A segunda, com receptores localizados em plataformas espaciais, com os quais obtém perfis atmosféricos de pressão, temperatura e umidade, na técnica conhecida como Rádio-ocultação GNSS. Essas medidas têm um potencial significativo para aplicações em previsões de curtíssimo prazo (30 minutos) de eventos extremos de precipitação (&gt;35 mm). O objetivo principal deste artigo é realizar uma revisão do estado da arte da sinergia entre a Geodésia e a Meteorologia na modelagem da atmosfera neutra (neutrosfera), seu efeito no posicionamento GNSS e na estimativa dos constituintes atmosféricos e suas aplicações. Além disso, apresenta os aprimoramentos e novos desafios desenvolvidos na modelagem do atraso para o posicionamento de alta acurácia.</p> Tayná Aparecida Ferreira Gouveia João Francisco Galera Monico Daniele Barroca Marra Alves Luiz Fernando Sapucci Felipe Geremia Nievinski Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1509 1535 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56767 Cartas Náuticas com Modelos SEP: Evolução Histórica, e Perspectivas para Hidrografia Brasileira http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56616 <p>Os avanços das técnicas GNSS de alta precisão permitiram a diminuição das incertezas verticais dos levantamentos batimétricos, com uma melhor determinação do <em>heave</em>, do calado dinâmico e redução dos erros cotidais. Contudo, é necessário a determinação de um modelo de separação (SEP) entre o <em>Datum</em> da Carta Náutica (DCN) e o elipsoide de referência. Neste artigo será apresentada uma evolução histórica sobre o desenvolvimento de modelos SEP no mundo através de sete países: Estados Unidos, Canadá, Holanda, Arábia Saudita, Colômbia, Inglaterra e Brasil. O resultado das estratégias adotadas por países estrangeiros mostra incertezas de modelos SEP variando de 6,6 cm a 22,6 cm em relação ao ITRF. No caso do Brasil, é descrito um estudo pioneiro para o SEP da Baía de Guanabara, onde foi encontrada uma diferença média de 2,5 cm com um desvio padrão de 5,1 cm entre a superfície gerada com método de redução tradicional e por maré-GPS. Para uma cobertura nacional, é apresentado o projeto Alt-Bat, que prevê a utilização do geoide como referência vertical para os modelos hidrodinâmicos. Quanto às perspectivas, percebe-se um ciclo virtuoso para o desenvolvimento portuário: o investimento em dados ambientais, fornece uma maior acurácia de modelos SEP e menor incerteza dos levantamentos, propiciando maior calado, possibilidade do aumento no fluxo de cargas em portos e mais recursos para investimento. Por fim são apresentados os desafios a serem superados para a Hidrografia brasileira visando a determinação do DCN com uma acurácia de 10 cm em relação ao ITRF. Os modelos SEP são fundamentais para a integração de informações provenientes de diferentes referenciais verticais proporcionando uma navegação segura e gestão de processos costeiros.</p> Felipe Rodrigues Santana Claudia Pereira Krueger Tulio Alves Santana Guilherme Antonio Gomes Nascimento Aluízio Maciel Oliveira Junior Copyright (c) 2020 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2020-12-30 2020-12-30 72 1299 1328 10.14393/rbcv72nespecial50anos-56616