Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> Universidade Federal de Uberlândia pt-BR Revista Brasileira de Cartografia 0560-4613 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ol type="a"> <li class="show">Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.pt" target="_blank" rel="noopener">Licença Creative Commons Atribuição</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_blank" rel="noopener"> "O Efeito do Acesso Aberto"</a>).</li> </ol> Homenagem póstuma ao Prof. Dr. Claudio Ivanof Lucarevschi, idealizador, fundador e primeiro editor-chefe da Revista Brasileira de Cartografia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/62315 <p>Editorial</p> Revista Brasileira de Cartografia Copyright (c) 2021-07-12 2021-07-12 73 3 Análise da Morfologia de Modelos Digitais de Superfície Gerados por VANT http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51600 <p class="ResumoAbstract">A utilização dos VANT para captura de dados espaciais não é novidade e vem sendo empregada por usuários civis desde o início do século XXI. Entretanto, a diversidade de plataformas, de equipamentos associados, dos métodos de coleta e de processamento de dados, nos mostra que ainda são necessários estudos para o aprimoramento dos métodos, visando à qualidade e acurácia dos dados espaciais gerados. Percebe-se que são, ainda, incipientes as discussões acerca das distorções morfológicas encontradas nos modelos gerados por VANT e esses erros podem comprometer o uso dos dados para algumas finalidades, como o cadastro territorial. Neste contexto é proposto este estudo que teve como objetivo principal avaliar a qualidade morfológica dos MDS gerados por VANT mediante diferentes técnicas de coletas de imagens aéreas. São comparados os MDS gerados por meio de diferentes técnicas de voo com VANT e um MDS gerado por LiDAR aerotransportado é adotado como parâmetro de comparação. Os resultados são analisados visualmente, por meio de perfis e por meio do cálculo da rugosidade identificada nos modelos, que consiste numa metodologia proposta para este estudo. Os resultados apontam que a correção da altitude do voo, proporcionando a manutenção de uma distância homogênea da aeronave em relação ao solo, apresenta melhores resultados quanto à morfologia dos MDS e, consequentemente, condiciona a qualidade dos produtos derivados, como o ortomosaico e o MDT.</p> Danilo Marques Magalhães Ana Clara Mourão Moura Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 707 722 10.14393/rbcv73n3-51600 Avaliação da Acurácia Posicional do Mosaico Sentinel-2 para Análise de Aplicabilidade na Atualização da Base Cartográfica Contínua na escala 1:100.000 (BC100) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/55208 <p>A disponibilidade de geotecnologias tem estimulado a produção e o consumo de informações espaciais, aumentando a necessidade de validações para garantir a qualidade cartográfica. Este artigo tem como objetivo avaliar a aplicação de imagens do satélite Sentinel-2, que podem ser obtidas sem custos e em forma de mosaico temporal pela plataforma <em>Google Earth Engine</em> (GEE), para atualização da Base Cartográfica Contínua na escala de 1:100.000 (BC100) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi avaliada a acurácia posicional planimétrica, tomando como referência um ortomosaico do IBGE, com resolução espacial de 1 m, utilizou-se o método de feições lineares <em>Buffer</em> Duplo. Foram analisadas as vias da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), <em>campus</em> Seropédica, as quais foram vetorizadas na imagem de referência e no mosaico em teste. Em seguida foram avaliadas as discrepâncias obtidas, considerando o Padrão de Exatidão Cartográfica para Produtos Cartográficos Digitais (PEC-PCD) e o Erro Padrão (EP), para escala 1:100.000, obteve-se como resultado classe A. A aprovação do mosaico temporal formado por <em>pixels</em> de dias diferentes, disponibilizado pelo GEE, motivou a validação dos arquivos brutos e do mosaico obtido pela plataforma <em>Sentinel Hub (EO Browser)</em>, ambos formados por <em>pixels</em> do mesmo dia. Aplicou-se a Análise de Variância (ANOVA) para comparar as discrepâncias entre as imagens e concluiu-se que estatisticamente não há diferenças. Mostrando que para a área de estudo, analisando as vias, as imagens brutas do Sentinel-2, o mosaico temporal GEE e mosaico <em>Sentinel Hub</em> são aplicáveis para a atualização da BC100.</p> Priscila Almeida Oliveira Priscila de Lima Silva Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 736 750 10.14393/rbcv73n3-55208 Análise da Variabilidade Espaço-temporal da Topografia do Nível "Médio" do Mar a partir de Dados de Altimetria por Satélites e Estações da Rede Maregráfica Permanente para Geodésia http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59583 <p>A técnica comumente aplicada para mensurar as variações locais do Nível “Médio” do Mar (NMM) e consequentemente da Topografia do Nível “Médio” do Mar (TNMM), têm sido a partir de uma abordagem geodésica, em que marégrafos são instalados na costa oceânica. No entanto, devido as dificuldades na manutenção de longas séries temporais, seja pela falta de recursos financeiros para instalação ou dificuldades técnicas para a instalação de marégrafos ou réguas linimétricas, vê-se como alternativa o emprego de dados por satélites altimétricos (ALTSAT). Diante disso, o presente estudo tem como objetivo propor uma metodologia para analisar as variações mensais da TNMM a partir de dados (ALTSAT) e de maregrafia, para este propósito, foi utilizada a missão CryoSat-2 (CS2) e os dados de maregrafia das estações EMFOR, EMSAL e EMIMB, todas pertencentes à Rede de Monitoramento Permanente para Geodésia (RMPG) no período de fevereiro de 2011 a setembro de 2019.&nbsp; Os resultados demostraram que a metodologia proposta é viável e pode ser empregada como complemento em dados maregráficos. Numa análise comparativa das variações locais da TNMM, verifica-se, no geral, que houve uma variação mais acentuada nos dados de maregrafia ao serem comparados com a ALTSAT, tal comportamento foi visível em todas as estações utilizadas, exceto em EMIMB, que apresentou maiores variações mensais na técnica de ALTSAT. Apesar do exposto, os resultados foram satisfatórios, explicitando uma discrepância anual entre as técnicas em todas as estações maregráficas na casa dos milímetros.</p> Larissa Messias Souza Ítalo Oliveira Ferreira Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 751 770 10.14393/rbcv73n3-59583 Análise Comparativa das Normas de Controle de Qualidade Posicional de Produtos Cartográficos do Brasil, do INCRA e da ASPRS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/59581 <p>No decorrer dos últimos anos têm ocorrido um significativo aumento de aplicações com Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAs) na área da Cartografia, o que torna necessário o conhecimento da qualidade obtida em tais aplicações. Diante disso, instituições de diversos países têm desenvolvido normas com a finalidade de avaliar a qualidade dos produtos geoespaciais. Além disso, desenvolveram também outras normas com a finalidade de englobar padrões de acurácia de posicionamento para ortoimagens digitais. Neste sentido, o objetivo deste artigo foi comparar três normas que abordam o controle de qualidade posicional aplicáveis à RPA: (i) ET-CQDG (Decreto n° 89.817); (ii) a norma de Execução do INCRA n° 2 de 2018 e; (iii) a norma da ASP RS. No experimento prático, realizou-se o processo de avaliação da acurácia posicional de uma ortofoto obtida por RPA na região de Janaúba-MG. A ortofoto foi classificada na classe A para a escala de 1:1000 para a norma ET-CQDG. Já para a ASPRS ao nível de confiança de 95% o produto apresentou uma acurácia posicional de 0,428 metros e, de acordo com a norma do INCRA, os pontos obtidos por RPA podem ser utilizados para o georreferenciamento considerando todos tipos de limites. Através dos resultados obtidos, foi possível inferir que as normas necessitam de uma melhoria em suas metodologias, para que todo esse processo seja feito de forma clara e objetiva para o produtor e o usuário.</p> Lígia da Silva Barbosa Larissa Messias Souza Marcelo José Pereira Cunha Afonso de Paula Santos Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 771 786 10.14393/rbcv73n3-59581 O Efeito da Carga Hidrológica e sua Influência no Deslocamento e nas Velocidades de Estações GNSS na Bacia Amazônica Brasileira http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57734 <p>Fenômenos geodinâmicos e de deformação crustal alteram as posições de pontos na superfície terrestre. Alguns destes, como a carga hidrológica (<em>water storage</em> e <em>hidrological load</em>), tem expressividade em regiões específicas, como a Amazônica, consistindo-se como uma característica local. Seu efeito se manifesta como deformações viscoelásticas temporais na superfície terrestre e não são considerados na modelagem do PPP (Posicionamento por Ponto Preciso). Nesse sentido, o presente trabalho objetiva investigar a influência da carga hidrológica no deslocamento de nove estações da RBMC (AMBC, AMCO, AMHA, AMMU, AMTE, AMUA, ITAM, NAUS e PAIT) situadas na Bacia Amazônica, utilizando séries temporais posicionais geradas no IBGE-PPP. As séries de componentes verticais (Δ<em>u</em>) apresentaram maiores amplitudes, quando comparadas às séries de componentes norte (Δ<em>n</em>) e este (Δ<em>e</em>). A estação NAUS apresentou maior amplitude média para série Δ<em>u</em> (0,073 m) e amplitude máxima em 2012 (0,084 m), justificável pela maior cheia histórica. As séries Δ<em>n</em> apresentaram resultados similares à série Δ<em>u</em>, porém com amplitudes menores. A estação NAUS obteve amplitude máxima (0,023 m) em 2012 e 2015 para série Δ<em>n</em>, justificável pelas cheias, e amplitude média de 0,020 m. Em relação às séries Δ<em>e</em>, maior amplitude média (0,016 m) foi obtida por AMBC. Comprovado o efeito da carga hidrológica nas componentes posicionais, comparou-se as velocidades derivadas das séries e do VEMOS2009, em que V<em>n</em>, V<em>e</em> e V<em>u</em> apresentaram discrepâncias variando entre -0,0001 e 0,0014 m; -0,0021 e 0,0017; e -0,0027 e 0,0084 respectivamente.</p> Lécio Alves Nascimento William Rodrigo Dal Poz Krisley Xavier Soares Freitas Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 787 806 10.14393/rbcv73n3-57734 WebMapa: Desenvolvimento de Mapas Web por um Complemento QGIS http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57625 <p>Este trabalho descreve o processo de construção e validação de um (a) <em>plugin </em>/ ferramenta em Sistema de Informações Geográficas (SIG), utilizado para desenvolvimento de mapas <em>Web</em> / <em>online</em>. O <em>plugin,</em> denominado WebMapa, ainda em desenvolvimento, permite ao usuário adicionar elementos cartográficos às páginas da <em>Web</em>, tornando-os interativos e funcionais. O <em>plugin</em> WebMapa foi construído no <em>softwar</em>e QGIS, utilizando a linguagem de programação <em>python</em>. O sistema foi desenvolvido como um mecanismo de busca que permite aos usuários escolherem informações e elementos de mapas, bem como simbolizá-los. As escolhas possíveis são os seguintes elementos de mapas: base cartográfica (ex.: OpenStreetMap, Google Maps), bússola, escala, localização do usuário no mapa, edição em tela, cálculo de rota entre pontos de partida e chegada. O resultado do processamento do<em> plugin</em> WebMapa foi construído como um <em>Web site</em> disponível no formato de saída <em>.html</em> (HTML - <em>Hypertext Markup Language</em> / Linguagem de marcação de hipertexto). Desta forma, o sistema se torna multiplataforma, uma vez que pode ser acessado como um web site em qualquer tipo de navegador Web independente do sistema operacional.</p> Fabricio Rosa Amorim Marcio Augusto Reolon Schmidt Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 842 854 10.14393/rbcv73n3-57625 Percepção dos Usuários Quanto à Avaliação Indireta da Qualidade de Conjuntos de Dados Geoespaciais http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57640 <p class="ResumoAbstract"><span style="color: black;">A crescente disseminação de conjuntos de dados geoespaciais (CDG) por meio de serviços Web viabilizou o acesso a conteúdo cuja existência era, na maioria das vezes, desconhecida ou restrita a profissionais especializados. Com a implementação de serviços de catálogos Web (Catalog Services for Web – CSW), os metadados são preenchidos e disponibilizados de forma estruturada, facilitando a consulta por parte dos usuários aos repositórios de Infraestruturas de Dados Espaciais (IDE) e o acesso aos CDG disponibilizados. Elementos de metadados relacionados à qualidade podem auxiliar os usuários a decidir quanto à adequação do CDG à sua aplicação, seja por meio da avaliação direta dos relatórios de elementos de qualidade ou por meio de avaliação indireta baseada em outros elementos, que depende da experiência do usuário e do domínio de aplicação dos dados. Consequentemente, a avaliação da qualidade deixa de avaliar valores objetivos e definidos para considerar conceitos propensos a algum nível de subjetividade no preenchimento. O objetivo deste trabalho é identificar quais elementos de metadados remetem ao conceito de qualidade de dados geoespaciais, podendo ser usados para subsidiar o processo de avaliação indireta de qualidade. Foram avaliados os elementos Objetivo, Declaração da Linhagem, Etapas de Produção, Insumos e Nome da Organização, empregando o processo analítico hierárquico (AHP) sobre respostas de usuários com diferentes perfis. Resultados preliminares destacam a importância dos elementos de metadados Etapas de Produção, Insumos e Objetivo.</span></p> Taís Virgínia Gottardo Ivanildo Barbosa Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 855 869 10.14393/rbcv73n3-57640 Modelagem Geométrica de Fachadas usando Nuvens de Pontos LiDAR http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57808 <p>LiDAR se mostrou valioso na análise do meio urbano, pois permite a captura de informações tridimensionais para detectar e modelar edifícios. O desenvolvimento do LiDAR móvel terrestre abriu novas possibilidades para a modelagem 3D em áreas urbanas. Neste artigo é apresentada uma metodologia semiautomática que visa calcular modelos tridimensionais de edifícios a partir de nuvens de pontos obtidas com LiDAR terrestres móveis. Para tanto, a nuvem de pontos é segmentada em blocos de planos uniformes analisando a variação da densidade de pontos ao longo das principais direções da fachada. Isso permite segmentar a nuvem de pontos em regiões planas que posteriormente são combinadas para construir o modelo 3D, mesmo quando a fachada possui diferentes planos paralelos. O principal diferencial da metodologia é a utilização dos histogramas de frequência para segmentar a nuvem de pontos e detectar as bordas da fachada, garantindo economia de tempo em relação aos métodos tradicionais.</p> Luís Antônio Soares e Sousa Jorge Antônio Silva Centeno Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 870 884 10.14393/rbcv73n3-57808 Avaliação do Desempenho dos Métodos ICP, CPD e SVR para Registro Automático de Nuvens de Pontos Relativas a Telhados Extraídas de Dados LiDAR Aerotransportados http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57838 <p>A partir dos anos 2000, houve um aumento na aquisição de dados <em>LiDAR</em> (<em>Light Detection and Ranging</em>) em áreas urbanas, o que possibilitou diversos estudos e aplicações nas mais variadas áreas, verificando-se um crescimento dos acervos históricos. Com isso, são necessários métodos de processamento robustos para manipulação desses dados. Os métodos de registro de dados laser inserem-se nesse contexto, essenciais para promover a utilização de dados oriundos de distintos equipamentos e datas. Este estudo consiste em avaliar o desempenho de três métodos de registro: <em>Iterative Closest Point</em> (ICP), <em>Coherent Point Drift</em> (CPD) e <em>Support Vector Registration</em> (SVR). A metodologia contempla o pré-processamento dos dados <em>LiDAR</em> para a extração de três telhados de edifícios com características distintas, localizados no <em>campus</em> da UFPR, em Curitiba – PR. Foram utilizados dados do sensor Optech ALTM Pegasus HD 500, com frequência de 300 kHz e altura de voo de 1.600 m, densidade média de 1,71 pontos por m² e IFOV de 25°. Os métodos foram implementados na linguagem Python. Como resultados, foram obtidos os registros, dos quais foram extraídas suas acurácias e tempos de processamento. Os resultados evidenciaram que os métodos CPD e SVR são ótimas alternativas para superar as limitações do ICP, ressaltando-se o desempenho do CPD e a eficiência computacional do SVR, sendo que este último é particularmente adequado para lidar com dados ruidosos.&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Paulo Roberto da Silva Ruiz Cláudia Maria de Almeida Marcos Benedito Schimalski Edson Aparecido Mitishita Veraldo Liesenberg Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 885 910 10.14393/rbcv73n3-57838 O Papel das Covariâncias na Análise de Deformação Aplicada ao Monitoramento Geodésico de Estruturas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/57873 <p class="ResumoAbstract">Nos últimos anos, houve acidentes de grandes proporções devido ao rompimento de barragens no Brasil, o que motivou o aumento das pesquisas relacionadas à análise de deformações aplicadas ao monitoramento geodésico de estruturas. Na análise dos resultados obtidos, são consideradas as coordenadas isoladas dos pontos monitorados ou ainda resultantes posicionais para a verificação de possíveis deslocamentos, porém, devem ser consideradas também as covariâncias entre essas coordenadas. Entretanto, a negligência no uso das covariâncias das coordenadas dos pontos monitorados pode resultar tanto em falsos positivos quanto em falsos negativos em relação ao cenário real, isto é, multivariado. Desta forma, este trabalho apresenta exemplos simulados e com dados reais que demonstram a importância das covariâncias na análise de deformação aplicada ao monitoramento geodésico de estruturas. Os diversos exemplos analisados demonstraram a ocorrência tanto de falsos positivos quanto de falsos negativos do teste de congruência univariado em relação ao teste de congruência multivariado. Desta forma, visando a tomada de decisões, recomenda-se a aplicação da análise de deformação em um contexto multivariado.</p> Ana Luiza Bandeira Ivandro Klein Luis Augusto Koenig Veiga Copyright (c) 2021 https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-06-30 2021-06-30 73 3 723 735 10.14393/rbcv73n3-57873 A Impressão 3D no Âmbito das Representações Cartográficas http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56659 <p>A tecnologia de impressão 3D vem revolucionando muitas práticas de projeto com a possibilidade de geração de protótipos ou peças perfeitamente funcionais nas mais diversas áreas do conhecimento, tal como a Cartografia. Diferentes tipos de produtos cartográficos confeccionados por esses métodos produtivos podem ser encontrados na literatura. Todavia, ainda pouco é explorada a questão científica de como é este processo de produção cartográfica 3D, tampouco discutida sobre esta nova forma de abordagem de produtos cartográficos tangíveis. Neste sentido, o presente artigo apresenta os conceitos de impressão 3D aplicados à Cartografia e exemplos teórico-conceituais sobre o emprego da modelagem tridimensional aliada à manufatura aditiva na geração de produtos cartográficos. São apresentadas as vantagens da impressão 3D, tais como a visualização, o tempo de produção, uso de diferentes materiais para variados produtos, que antes eram de difícil produção, além da possibilidade de geração de novas formas de representação. São destacados elementos que ainda necessitam de maiores pesquisas, tais como a simbolização, a generalização aplicada aos modelos geométricos tridimensionais, o uso de cores na impressão 3D e de textos e toponímias.</p> Alan José Salomão Graça Juliana Moulin Fosse Luís Augusto Koenig Veiga Mosar Faria Botelho Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 809 826 10.14393/rbcv73n3-56659 Níveis de Referência Hidrográfico: uma Abordagem Descritiva http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/56990 <p>A execução de um Levantamento Hidrográfico (LH) é um processo contínuo, desde o reconhecimento até à aprovação dos resultados nos quais todas as partes envolvidas efetuam um trabalho minucioso. Para tal, é importante ser detentor de conhecimento específico das normas, metodologias e tecnologias utilizadas na hidrografia. Contudo, principalmente no Brasil, o conhecimento, a prática e a literatura acerca de levantamentos hidrográficos ainda atingem menores proporções do que se espera de um país com dimensões continentais e extenso em litoral. A IHO (<em>International Hydrographic Organization</em>) especifica que, para um LH é necessário relacionar todas as profundidades medidas, independentemente do estágio da maré ou do nível da água no momento da sondagem, a um nível de referência hidrográfico comum. Dentro deste contexto, o objetivo deste trabalho é apresentar os principais conceitos relacionados aos níveis de referência considerados nos estudos e levantamentos hidrográficos em áreas costeiras e oceânicas. Realizou-se um levantamento bibliográfico a partir de literaturas, principalmente internacionais, de apoio relacionadas a levantamentos hidrográficos, sua caracterização e metodologias, os quais serviram de apoio aos conceitos aqui apresentados.</p> Raiane Rintielle Vaz Menezes Larissa Messias de Souza Ítalo Oliveira Ferreira Copyright (c) https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ 2021-07-08 2021-07-08 73 3 827 841 10.14393/rbcv73n3-56990