http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/issue/feed Revista Brasileira de Cartografia 2020-04-01T20:30:26-03:00 Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo revbrcartografia@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47184 Estimativa da Susceptibilidade à Contaminação do Sistema Aquífero Serra Geral em Aratiba - RS por Diferentes Métodos 2020-03-31T14:36:36-03:00 Jean Ricardo Favaretto jeanfavaretto@gmail.com Daniel Gustavo Allasia dallasia@gmail.com José Luiz Silvério da Silva silverioufsm@gmail.com Willian Fernando Borba borbawf@gmail.com Cristiano Niederauer da Rosa cristianonrd@gmail.com Gabriel D'Avila Fernandes enggabrielfernandes@gmail.com <p>O abastecimento de água em zonas urbanas e rurais é um problema enfrentado por diversos países. No sul do Brasil, a cidade de Aratiba, representa a realidade dos municípios de pequeno porte do estado do Rio Grande do Sul, em que são abastecidos, quase por completo, por águas subterrâneas. Esta região apresenta alguns problemas que ameaçam a qualidade de suas águas subterrâneas, como o lançamento de efluentes dejetos de suínos e aves de corte sem tratamento, e o uso indiscriminado de agroquímicos. Neste contexto, essa pesquisa teve por objetivo estimar a susceptibilidade do Sistema Aquífero Serra Geral em escala municipal, por meio dos métodos do Índice de Susceptibilidade e Groundwater hydraulic confinement, Overlaying Strata e Deph to groundwater table. Para isso foram utilizadas informações do uso do solo, profundidade da água subterrânea, material do meio aquífero, recarga e topografia. Os resultados apresentaram que o município, tem um IS variando de baixa (27,09% da área municipal) a elevada (2,29 % da área), com predomínio da classe moderada a baixa (47,24 %). Já o método GOD demostrou uma vulnerabilidade variando de insignificante (13,54 %) a média (86,46 %). As metodologias aplicadas apresentaram resultados semelhantes, indicando que o aquífero apresenta condições naturais de proteção, devido a presença de rochas vulcânicas. Contudo, ressalta-se a importância da preservação ambiental, seja em escala local e/ou regional, assim reduzindo os riscos de impactos ao meio, seja ele subterrâneo ou superficial.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50760 Potencialidade do Uso de Dados Geofísicos Aerolevantados para Aplicações Geodésicas 2020-03-31T14:36:27-03:00 Ruy Melgaço Lucas de Jesus ruyrj2@gmail.com Silvio Rogério Correia de Freitas sfreitas350@gmail.com <p>A nova realização da Rede Vertical de Referência do Brasil (RVRB), em 2018, visando sua modernização, incorporou dados gravimétricos sobre as linhas de nivelamento geométrico. Assim as coordenadas altimétricas são números geopotenciais, parte referida ao <em>Datum</em> Vertical de Imbituba (DVB-I), parte referida ao <em>Datum</em> Vertical de Santana (DVB-S). De forma complementar ao processo de modernização necessita-se a conexão física dos dois segmentos da rede e referenciá-los ao <em>International Height Reference System</em> (IHRS). Porém, a RVRB apresenta ainda limitações técnicas como: distribuição espacial heterogênea; existência de ramais inviabilizando seu ajustamento integral; e observações gravimétricas associadas às linhas de nivelamento insuficientes. Devido à dificuldade de acesso na área de conexão dos segmentos da RVRB, torna-se necessário buscar alternativas para a medição ou predição de valores da gravidade. Nesse contexto, a aerogravimetria, adequadamente realizada, permite a obtenção de dados gravimétricos compatíveis aos requisitos de precisão, resolução e distribuição espacial necessários à Geodesia. Desta forma, buscou-se verificar as potencialidades do uso geodésico de funcionais gravimétricas fornecidas por Levantamento Aerogeofísico realizado nos Estados do Amapá e Pará.&nbsp; Para tanto, através de uma metodologia específica utilizando: valores de gravidade observada na altura de voo; valores de altitudes provenientes de um Modelo Digital de Altitudes (MDA) e funcionais obtidas de um Modelo Global do Geopotencial (MGG). Novos valores foram calculados e comparados com os disponibilizados no banco de dados do levantamento contratado. Concluiu-se que as funcionais do aerolevantamento não são adequadas para aplicações geodésicas, ao passo que as funcionais calculadas com especificações geodésicas no presente trabalho superam estas deficiências.&nbsp;&nbsp;</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51660 Avaliação do Sistema de Código de Cores “See Color” em Mapa Tátil 2020-04-01T20:30:26-03:00 Niédja Sodré de Araújo niedja.geo@gmail.com Fabrício Rosa Amorim fabricioamorimeac@hotmail.com Sandra Regina Marchi marchi.sandra@gmail.com Andrea Faria Andrade afariandrade@gmail.com Luciene Stamato Delazari luciene@ufpr.br Marcio Augusto Reolon Schmidt marcio.schmidt@gmail.com <p>Os mapas táteis são produtos cartográficos que comunicam informações de natureza geográfica para pessoas com deficiência visual. A maioria das variáveis gráficas visuais pode ser representada em alto relevo, com exceção da variável cor. Contudo, o uso de códigos de cores em mapa tátil pode ser uma alternativa para incluir a capacidade cognitiva das pessoas cegas sobre as cores. Assim, este trabalho visou avaliar a eficiência e eficácia do sistema de código de cores <em>See Color</em> em dois mapas isarítmicos representando temperatura. Em um experimento, avaliaram-se os desempenhos na leitura e na interpretação de dois esquemas de cores para dados ordenados utilizando o <em>See Color</em>.&nbsp; Seis voluntários deficientes visuais participaram da avaliação, sendo: três cegos congênitos e três com cegueira adquirida. A princípio, o sistema <em>See Color</em> apresentou-se viável para comunicar a informação temática com código de cores em relevo para usuários cegos adquiridos. Diferentes esquemas de cores podem alterar o desempenho na comunicação cartográfica e a representação de cores claras ou escuras pelo <em>See Color</em> requer mais atenção do usuário, porque as cores terciárias incluem mais detalhes, requerendo mais atenção do usuário. Os leitores com cegueira adquirida apresentaram melhor desempenho na leitura dos mapas, quando comparados aos cegos congênitos. Assim, sugere-se o aprofundamento dos estudos sobre usabilidade do sistema em mapas táteis, considerando outros tipos de deficiência visual, materiais táteis, métodos de implementação e experiência dos usuários com mapas.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49082 Análise do GNSS PPP multi-constelações com uso dos sistemas GPS, GLONASS e Galileo 2020-03-31T14:36:34-03:00 Raiane Rintielle Vaz Menezes rintielle@gmail.com William Rodrigo Dal Poz william.dalpoz@ufv.br <p>Dentre os sistemas que compõem o GNSS, estão completamente funcionais o GPS e o GLONASS. Além disso, encontram-se em desenvolvimento o Galileo e o BeiDou, sendo que o Galileo dispõe de 17 satélites operantes. Desta forma, o objetivo deste trabalho é investigar o desempenho de combinações multi-constelações envolvendo GPS, GLONASS e Galileo em quatro estações da RBMC, utilizando o método de posicionamento PPP. Para alcançar esse propósito, foram realizadas avaliações das acurácias planimétricas e altimétricas de estações multi-constelações, pertencentes à RBMC, abrangendo os 30 dias do mês de abril de 2018. Os dados foram editados no freeware GFZRNX a fim de obter arquivos com intervalos de 60 e 180 minutos de rastreio, contendo apenas dados GPS, GPS e GLONASS, GPS e Galileo e, a combinação dos três sistemas. Os dados foram processados a partir do <em>software</em> científico Bernese, versão 5.2. Os resultados mais acurados, tanto na planimetria quanto na altimetria, foram proporcionados pela tradicional integração GPS/GLONASS. Em segundo lugar, a combinação GPS/GLONASS/Galileo mostrou-se promissora, evidenciando sua interoperabilidade no método de posicionamento PPP.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50970 Análise da distribuição espacial de indicadores sociais e demográficos: uma abordagem baseada em mineração de dados 2020-03-31T14:36:26-03:00 Tiago Prudencio Silvano tiagoprudencio16@gmail.com Bryan Maia Correa bryan.maia.c7@gmail.com Ivanildo Barbosa ivanildo@ime.eb.br <p>Os dados censitários levantados periodicamente permitem retratar o perfil da população em termos étnicos, sociais e econômicos. Com isso, é possível diagnosticar dimensões do desenvolvimento humano que demandam a atuação prioritária do poder público, assim como as similaridades e heterogeneidades entre as diferentes regiões do País. Este trabalho analisa a distribuição espacial em grupos de municípios brasileiros, classificados com base na similaridade de indicadores como a porcentagem de alfabetizados por faixa etária, composição ética e os componentes do índice de desenvolvimento humano municipal – IDHM. Além de comparar a dependência espacial dentro de cada grupo com a dependência espacial observada em todos os municípios, foram extraídos modelos baseados em árvores de decisão para indicar as regras de formação de cada grupo. Os resultados explicitam a dependência espacial existente em alguns indicadores levantados pelo censo demográfico pelo aumento do índice I de Moran nos grupos quando comparados com o conjunto original. A metodologia proposta pode ser adaptada para outras aplicações especializadas.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47025 Coastal Vulnerability Index revisto: estudo de caso para Maricá, RJ, Brasil 2020-03-31T14:36:37-03:00 Paulo Renato Gomes Osilieri pauloosilieri@id.uff.br José Carlos Sícoli Seoane cainho.geo@gmail.com Fábio Ferreira Dias fabiofgeo@yahoo.com.br <p>A costa brasileira tem mais de 7000 quilômetros de extensão com muitos ecossistemas diferentes. Entre eles, estão as praias, dominadas pelo alto dinamismo causado pela ação dos agentes oceanográficos (marés, ondas e correntes). A ocupação humana do litoral para moradia e o uso econômico (portos, turismo, pesca), aumentam a possibilidade de danificar esse ecossistema. Os estudos de vulnerabilidade costeira são uma ferramenta importante para o gerenciamento dessas áreas, prevendo como um ambiente pode lidar ou se recuperar de eventos extremos, por exemplo, o aumento do nível do mar. Este estudo visa melhorar a avaliação da vulnerabilidade das áreas costeiras, contribuindo para uma gestão costeira mais eficiente, responsável e sustentável. Para testar o conceito, foi utilizada uma área no litoral de Maricá, município do Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Este litoral é composto por uma longa praia arenosa limitada por costões rochosos. Um índice de vulnerabilidade foi calculado a partir da análise dentro de um SIG dos dados de geomorfologia, declividade costeira, migração da linha de costa, amplitude das marés, altura máxima das ondas, avaliação do cenário de mudança do nível do mar, altura das dunas e variáveis ​​de densidade urbana para os vários setores costeiros. Foi constatado que 34,69% do litoral possui vulnerabilidade muito alta, 34,03% alta, 25,33% moderada e 5,95% baixa. &nbsp;Os resultados obtidos contribuem para o planejamento e gestão da área de estudo, fornecendo uma ferramenta para a análise ambiental local, e estabelece um ranking de prioridades para a ação pública, baseado nos diferentes níveis de vulnerabilidade encontrados no litoral de Maricá.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48545 Reforma Agrária no Brasil: Classificação Baseado em Objeto e Reflectância Acumulada no Monitoramento e Fiscalização da Terra 2020-03-31T14:36:35-03:00 Ramon Chaves de Araújo tati_almeida@unb.br Tati de Almeida tati_almeida@unb.br Rejane Ennes Cicerelli rejaneig@unb.br Suzan Pequeno Rodrigues suzanpequeno@unb.br <p class="ResumoAbstract">A automatização do monitoramento e fiscalização do uso e cobertura do solo em projetos de assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) utilizando sensoriamento remoto e técnicas de geoprocessamento podem otimizar, reduzir custos e qualificar as atividades de produtores rurais. Assim, esse trabalho apresenta uma proposta de uso de classificação orientada ao objeto em imagens do satélite Sentinel-2A 1C, a partir da reflectância acumulada e mineração de dados em projetos de assentamento no Bioma Cerrado. Foram empregados softwares livres e gratuitos: QGIS na classificação das imagens Sentinel-2A; InterImage na segmentação das imagens, definição e exportação dos atributos de cada segmento que basearam a classificação e Weka na mineração de dados dos atributos. As classificações com técnica da reflectância acumulada tiveram melhores índices de acurácia (exatidão global e índice Kappa), mas a melhora se deu nas classes relativas à vegetação natural do Bioma Cerrado, não ocorrendo nas classes de Culturas Diversas e Silvicultura. Os programas utilizados executaram de forma satisfatória todos os procedimentos propostos para a consecução dos objetivos do trabalho, demonstrando sua aplicabilidade no monitoramento do projeto de assentamento.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50477 Dados de sensoriamento remoto de múltiplas fontes eleva a exatidão de classificação de florestas naturais e plantadas 2020-03-31T14:36:28-03:00 Gustavo Fluminense Carneiro gustavofluminense@gmail.com Matheus Pinheiro Ferreira matheus@ime.eb.br Carlos Frederico de Sá Volotão volotao@ime.eb.br <p class="ResumoAbstract">É um desafio mapear a distribuição espacial de florestas naturais e plantadas com base em imagens de satélite, devido à alta correlação entre elas. Esta investigação visa aumentar a precisão nas classificações de florestas naturais e plantações de eucalipto, combinando dados de sensoriamento remoto de várias fontes. Definimos quatro classes de vegetação: floresta natural (NF), floresta de eucalipto plantada (PF), agricultura (A) e pastagem (P), e amostramos 410.251 pixels de 100 polígonos de cada classe. Os experimentos de classificação foram realizados usando um algoritmo florestal aleatório com imagens de Landsat-8, Sentinel-1 e SRTM. Foram consideradas quatro características de textura (energia, contraste, correlação e entropia) e NDVI. Utilizamos o escore F1, a precisão geral e as métricas de desacordo total, para avaliar o desempenho da classificação e a distância de Jeffries – Matusita (JM) para medir a separabilidade espectral. A precisão geral apenas para as bandas Landsat-8 foi de 88,29%. Uma combinação de bandas Landsat-8 e Sentinel-1 resultou em um aumento de precisão geral de 3% e essa combinação de bandas também melhorou o escore F1 de NF, PF, P e A em 2,22%, 2,9%, 3,71% e 8,01% , respectivamente. O desacordo total diminuiu de 11,71% para 8,71%. O aumento da separabilidade estatística corrobora essa melhora e é observado principalmente entre NF-PF (11,98%) e A-P (45,12%). Concluímos que a combinação de dados de sensoriamento remoto óptico e por radar aumentou a precisão da classificação de florestas naturais e plantadas e pode servir de base para o mapeamento semi-automático em larga escala dos recursos florestais.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49504 Dispersão e fragmentação urbana: uma análise espacial com base na distribuição da população 2020-03-31T14:36:33-03:00 José Diego Gobbo Alves jdgobboalves@gmail.com Alvaro de Oliveira D'Antona adantona@unicamp.br <p class="ResumoAbstract">Pesquisas sobre a dispersão e a fragmentação urbana consideram indicadores não-espaciais como a densidade demográfica e a centralidade econômica em suas análises. De forma alternativa, o propósito do artigo é apresentar uma metodologia baseada em métricas da distribuição espacial da população em uma grade estatística regular, potencializando o uso de dados demográficos. Em um Sistema de Informação Geográfica, foram calculados indicadores com dados do Censo Demográfico de 2010 para os 23 municípios da Aglomeração Urbana de Piracicaba (AUP), estado de São Paulo, de tal modo a avaliar a forma urbana, a extensão e a fragmentação da mancha urbana em cada município. Os resultados mostram que os municípios apresentam características como fragmentação e espraiamento em intensidades diferentes, e que a distribuição espacial observada na AUP se orienta conforme vetores de ocupação territorial, como as rodovias. Detectaram-se correlações positivas e fortes entre volume da população, dimensões e formas da mancha urbana. O caso da AUP indica que a metodologia é propícia para a leitura espacial dos fenômenos considerados e para estudos comparativos. Com dados de fácil acesso, a técnica oferece boa resolução espacial, podendo ser replicada para outros recortes. Os resultados permitem dialogar com a produção bibliográfica sobre a dispersão urbana, seja pela explicitação do seu componente espacial, seja pela possibilidade de interação com outros indicadores não-espaciais.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50434 Estimativas do Nível do Mar na América do Sul a partir de Registros Maregráficos e Coordenadas SIRGAS-CON 2020-03-31T14:36:29-03:00 Lucas Gonzales Lima Pereira Calado calado.lucaslima@gmail.com Silvio Jacks dos Anjos Garnés silviogarnes@gmail.com Karoline Paes Jamur karoljamur@gmail.com <p>Neste estudo, avaliou-se a taxa relativa do nível do mar em 20 estações maregráficas, com dados mensais do <em>Permanet Service for Mean Sea Level </em>(PSMSL), na América do Sul. Para a estimativa do movimento vertical crustal foram utilizadas 12 estações do <em>Global Navigation Satellite System </em>(GNSS) da rede de monitoramento contínuo do Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS-CON), que ficam nas proximidades do marégrafo a uma distância máxima de 10km. Com o conhecimento da variação vertical, foi possível obter a taxa absoluta do nível do mar para 12 estações maregráficas. A análise estatística se procedeu pela regressão linear (linha de tendência) e regressão polinomial quadrática (aceleração). Assim, na América do Sul, a taxa de variação média do nível absoluto do mar resultou em 0,98 mm/ano ± 0,93 mm/ano, para um período médio de 1950 a 2018.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51447 Análise de técnicas de detecção de mudança para mapeamento de desastres com uso de dados de sensoriamento remoto 2020-03-31T14:36:24-03:00 Lucas Valerio de Oliveira lucasvalerio@live.com Rogério Galante Negri rogerio.negri@unesp.br Leonardo Bacelar Lima Santos santoslbl@gmail.com <p>Nos anos recentes, o Brasil tem sofrido uma série de desastres ambientais, que por sua vez afetam a sociedade, economia e biodiversidade em níveis imensuráveis. O uso de dados obtidos por sensoriamento remoto surge como fonte de informação indispensável na realização de análises sobre os impactos causados pelos desastres ambientais. Dentre diferentes métodos propostos na literatura para o processamento e extração de informação das imagens de sensoriamento remoto, encontram-se as técnicas de detecção de mudança. De modo geral, tais técnicas permitem a obtenção de mapas capazes de expressar as alterações ocorridas na cobertura do solo de uma dada região e período. O uso destas técnicas aponta potencial quanto a geração de insumos para análises relacionadas aos impactos causados por desastres ambientais. Neste contexto, este estudo apresenta a aplicação e comparação entre diferentes métodos de detecção de mudança sobre áreas afetadas por recentes desastres ambientais no Brasil. Os métodos abordados neste trabalho são restritos ao conceito não supervisionado, os quais não exigem informações a priori sobre os dados. Foram realizadas três aplicações, relacionadas aos colapsos ocorridos nas barragens de Mariana e Brumadinho, no estado de Minas Gerais, e queimadas no estado do Mato Grosso, com uso de dados obtidos pelos satélites Landsat-8 e Sentinel-1 e 2. Os resultados obtidos evidenciam que tais técnicas, desde que parametrizadas adequadamente e fazendo uso de atributos favoráveis, são capazes de realizar mapeamentos sobre alterações derivadas dos eventos de desastres.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50229 30 anos de Medições Gravimétricas Absolutas no Brasil 2020-03-31T14:36:31-03:00 Gabriel do Nascimento Guimarães gabriel@ufu.br Denizar Blitzkow dblitzko@usp.br Ana Cristina Oliveira Cancoro de Matos acocmatos@gmail.com Carlos Alberto Corrêa Castro Junior correaecastrojr@gmail.com Mariana Eiko Borba Inoue marieiko.borba24@hotmail.com <p class="ResumoAbstract">O Sistema Geodésico Brasileiro é composto por estações de referência que reúnem informações acerca da componente altimétrica, planimétrica (geocêntrica em uma definição contemporânea) e gravimétrica. Essa última componente, que nesta década alcançou maior evidência em função dos acontecimentos que a envolve, exerce um precípuo papel em áreas como a Geodésia, a Geologia e a Geofísica. Destacam-se os novos valores de altitudes de referência, baseados em números geopotenciais, apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em julho de 2018, bem como os esforços que estão sendo despendidos para a implantação de um Sistema Internacional de Referência para Altitudes. Face ao exposto, o objetivo deste trabalho é mostrar o que o país possui em termos de medições gravimétricas absolutas, levantadas desde 1989 com a implantação da Rede Nacional de Estações Gravimétricas Absolutas. Um destaque evidenciando a remedição da referida rede, bem como os atuais esforços gravimétricos no país é apresentado. Além disso, realiza-se uma revisão sobre os métodos de medições absolutas, bem como os gravímetros empregados nesses 30 anos. Por fim, traça-se uma relação entre a distribuição de estações absolutas no país com as estações que comporão o Sistema Internacional de Referência para Altitudes.</p> 2020-03-30T00:00:00-03:00 Copyright (c)