http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/issue/feed Revista Brasileira de Cartografia 2020-09-30T14:43:58-03:00 Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo revbrcartografia@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/53120 O Dia do Cartógrafo, a Reforma do Calendário e a Primeira Medição de Latitude no Brasil 2020-09-30T14:43:55-03:00 Jorge Pimentel Cintra jpcintra@usp.br Alexandre Pimentel Cintra alexcintra10@gmail.com <p class="ResumoAbstract">No presente trabalho analisa-se a definição do dia 6 de maio como sendo o Dia do Cartógrafo e a observação astronômica de latitude que deu origem a essa data, ocorrida em 27 de abril de 1500, no calendário juliano, antes da reforma gregoriana. Para isso, estuda-se tanto essa reforma do calendário como a observação astronômica, relatada na Carta do Mestre João. As contribuições principais foram duas: mostrou-se que o dia 27 de abril corresponde, no calendário juliano, ao dia 7 e não ao 6 de maio e avaliou-se a precisão tanto das tabelas de Abraão Zacuto utilizadas no cálculo como da medição de campo.</p> 2020-09-22T11:38:32-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/52827 Características Técnicas do Cadastro Territorial Temático de Sítios Arqueológicos Brasileiros 2020-09-30T14:43:57-03:00 Guilherme Linheira glinheira@hotmail.com Francisco Henrique de Oliveira chico.udesc@gmail.com <p>Os cadastros territoriais consistem em inventários públicos de dados diretamente relacionados à representação gráfica das parcelas e dos objetos territoriais. De modo complementar à geração do banco de dados do cadastro há a necessidade da caracterização jurídica da feição territorial representada (parcela ou objeto territorial). O objeto territorial é definido como uma porção de terra com condições homogêneas em seus limites, em função de sua finalidade. Portanto, todo elemento natural, artificial ou restritivo por legislação sobre o solo – tais como cursos d’água, áreas de conservação ambiental, e ainda os sítios arqueológicos potencialmente se enquadram como objeto territorial. A identificação e mapeamento destes elementos requisitam um conhecimento específico, mobilizando a participação de instituições especializadas, configurando os chamados cadastros territoriais temáticos. Sendo assim, o presente artigo apresenta como foco de estudo o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA. O CNSA é o sistema cadastral que contém as informações espaciais dos sítios arqueológicos localizados no território brasileiro, apresentando atualmente cerca de 27 mil registros, sendo gerenciado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Neste contexto, o artigo caracteriza e analisa as características técnicas do cadastro temático vinculado aos sítios arqueológicos. Como resultado, destaca-se que o CNSA apresenta fragilidades com relação ao rigor no processo de medição geométrica de seus limites ao não estabelecer critérios mínimos e padronização técnica no referido processo. Dessa forma, gera incertezas e consequentemente inseguranças jurídicas no posterior uso destes dados.</p> 2020-09-22T11:30:09-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50087 O Potencial do Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (Sinter) como Ferramenta de Transparência e Integração de Cadastros 2020-09-30T14:43:54-03:00 Deborah Valandro Souza deborah@ifes.edu.br Diogenes Cortijo Costa dcortijo@fec.unicamp.br Henrique Cândido de Oliveira oliveira@fec.unicamp.br <p>Este estudo busca analisar, a partir das informações já divulgadas sobre o Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais (SINTER<em>), </em>criado em 2016 e administrado pela Receita Federal do Brasil, seu potencial como ferramenta de transparência e como sistema integrador de diferentes bases cadastrais. Metodologicamente o artigo adotou uma revisão bibliográfica exploratória e qualitativa, apresentando um histórico do Cadastro e do registro de imóveis no Brasil, passando por conceitos sobre o Land Administration Domain Model (LADM), modelo desenvolvido pela <em>International Organization for Standardization (ISO),</em> a criação do SINTER, do Cadastro Territorial Multifinalitário (CTM) como instrumento de gestão territorial, finalizando com uma abordagem acerca dos desafios que aguardam o SINTER após sua implementação, que residem principalmente, na realização de um CTM que atenda às diretrizes publicadas pela Portaria nº 511, do Ministério das Cidades.</p> 2020-09-22T11:39:01-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51444 Avaliação Laboratorial da Parametrização de Dados LST em Superfícies Planas 2020-09-30T14:43:58-03:00 Samir de Souza Oliveira Alves samirsoalves@hotmail.com Felipe Andrés Carvajal Rodríguez felipe.carvajalro@gmail.com Lívia Faria Sampaio liviasampaio@ufpr.br Leandro Ítalo Barbosa Medeiros leandro.medeiros@ufpr.br Luis Augusto Koenig Veiga kngveiga@gmail.com Ivandro Klein ivandro.klein@ifsc.edu.br <p class="ResumoAbstract">O uso dos dados derivados dos levantamentos através do Laser Scanner Terrestre (LST) vem sendo investigado nas atividades de monitoramento geodésico de estruturas de engenharia como pontes, barragens e torres de concreto. A complexidade destes sistemas torna necessária a busca por abordagens que minimizem os erros, derivados das observações primárias dos ângulos e distâncias em cada ponto tridimensional, como a parametrização dos dados por elementos geométricos. Neste trabalho é apresentada uma avaliação laboratorial da estabilidade do processo de parametrização das nuvens de pontos por meio do ajustamento de observações em planos. Para a realização do experimento, desenvolveu-se um protótipo contendo uma superfície plana de movimentação controlada, sobre a qual se realizaram pares de varreduras com LST em variadas posições do plano. No processo de avaliação da estabilidade, utilizou-se o teste global do ajustamento entre os pares de varredura. Os resultados demonstraram que a estabilidade da parametrização está condicionada à relação posicional entre o plano e o LST no momento da varredura.</p> 2020-09-22T11:13:57-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/53867 Avaliação de Digitalizadores Tridimensionais de Baixo Custo para Reprodução de Produtos Cartográficos 2020-09-30T14:43:57-03:00 Iane Silva Pereira iane_ed@hotmail.com Juliana Moulin Fosse jumoulin@yahoo.com <p class="ResumoAbstract">Com o intuito de tornar a modelagem tridimensional mais acessível no âmbito da Cartografia e incentivar a sua prática, este trabalho abordou o uso de digitalizadores tridimensionais portáteis e de baixo custo para a geração de produtos cartográficos, para fins de documentação, reprodução ou representação de modelos virtuais. Como esta prática ainda é pouco explorada no Brasil, este trabalho apresenta uma metodologia específica para avaliar o digitalizador tridimensional de melhor custo-benefício. Foram avaliados três digitalizadores tridimensionais: o <em>3D Scanner Pro 1.0</em>, o <em>Scanner 3D Sense</em> e o <em>MakerBot Digitizer Desktop 3D Scanner</em>. Foram modelados seis corpos de prova, que foram impressos por uma impressora 3D e digitalizados pelos três digitalizadores tridimensionais. Foram definidos três parâmetros de avaliação: as especificações técnicas, a experiência do usuário e a análise estatística. Para avaliar as especificações técnicas foram abordadas três variáveis: resolução, mobilidade e custo. Para avaliar a experiência do usuário foram consideradas: facilidade de uso e o tempo de digitalização. E para avaliar a análise estatística foram usadas as medidas das peças digitalizadas, comparadas com suas medidas originais. Os resultados obtidos mostraram um resultado semelhante entre o <em>3D Scanner Pro 1.0</em> e o <em>MakerBot Digitizer Desktop 3D Scanner</em>. Devido ao <em>3D Scanner Pro 1.0</em> ter um custo mais baixo do que o <em>MakerBot Digitizer Desktop 3D Scanner</em>, o mesmo foi escolhido como o digitalizador de melhor custo-benefício. Para complementar o trabalho e verificar a potencialidade prática dessa tecnologia, duas novas feições foram escolhidas, digitalizadas, com o digitalizador escolhido, e impressas, pela impressora 3D. Os resultados se mostraram satisfatório e incentiva o uso dessa tecnologia como meio de geração de produtos cartográficos 3D.</p> 2020-09-22T11:32:46-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/52845 Estimativa e Propagação de Valores de DCB C1C-C2W de um Receptor GPS com Vistas a Correção de Ordem Superior do Efeito Ionosférico 2020-09-30T14:43:53-03:00 Fabiane Piovesan de Moraes Cordeiro fapimo45@gmail.com Tiago Lima Rodrigues engtlrodrigues@yahoo.com.br Luiz Danilo Damasceno Ferreira luizdaniloferreira@gmail.com <p>Quando se almeja maior acurácia no posicionamento GNSS, é imprescindível a correção dos efeitos de ordem superior da refração ionosférica. O erro associado à ionosfera é diretamente proporcional ao conteúdo total de elétrons (<em>Total Electron Content</em> – TEC) presentes na atmosfera e inversamente proporcional à frequência do sinal. Ao usar a combinação linear livre de geometria com as observações advindas dos códigos, o cálculo do TEC é influenciado pelo erro sistemático conhecido como tendência diferencial devido ao atraso do código (<em>Differential Code Bias</em> – DCB). Esta pesquisa tem como principal objetivo a determinação do DCB C1C-C2W de um receptor GPS, utilizando a técnica da Simples Diferença, para utilização no cálculo do TEC e na correção dos efeitos de ordem superior da refração ionosférica diretamente em campo. Os experimentos foram realizados no contexto do PPP (Posicionamento por Ponto Preciso). Experimentos adicionais considerando a propagação dos valores de DCB por três e quatro semanas foram conduzidos. Isso, a fim de verificar a possibilidade de diminuir a frequência de idas a campo para o cálculo dos valores de DCB. Os resultados obtidos considerando-se a correção de ordem superior da refração ionosférica mostram uma melhorana ordem do milímetro na direção leste-oeste e na direção normal ao elipsoide, quando comparados com o processamento considerando apenas as correções de primeira ordem. Para a componente norte-sul, a melhora apresentou-se na ordem do centímetro. Quando utilizados os DCBs propagados, os resultados apresentaram uma acurácia média no PPP de 0,2 cm para latitude, 1,4 cm para longitude e 1,5 cm para altitude.</p> 2020-09-22T12:42:18-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51286 Determinação dos Parâmetros de Desalinhamento Angular Usando uma Abordagem Ponto-a-Plano com Apoio de Campo Derivado de Nuvem LiDAR 2020-09-30T14:43:49-03:00 Jose Roberto Pedrosa cartopedrosa@gmail.com Daniel Rodrigues dos Santos danielsantos@ufpr.br <p class="ResumoAbstract">A orientação direta de imagens é uma tarefa essencial para a extração de produtos fotogramétricos com alto grau de confiabilidade. Contudo, para se obter produtos cartográficos com acurácia e precisão posicional desejados é necessário realizar a calibração completa do sistema de mapeamento que envolve a determinação dos parâmetros de orientação interior da câmera e a estimativa dos parâmetros de montagem do sistema. Os parâmetros de montagem são representados pelo braço do sistema, que corresponde ao deslocamento linear entre a origem do sistema referencial INS e o centro perspectivo da câmera, e os parâmetros de orientação relativa, que representam o desalinhamento angular entre o sistema referencial do INS e o sistema referencial fotogramétrico. Este artigo apresenta um método para estimativa dos parâmetros de desalinhamento angular do sistema usando uma abordagem ponto-a-plano e apoio de campo extraído de dados LiDAR. O método proposto foi testado em um sub-bloco composto de seis imagens aéreas, sendo três na direção nordeste, e três na direção sudoeste. Os resultados obtidos mostraram que a abordagem desenvolvida estima, efetivamente, os parâmetros de desalinhamento angular propiciando acurácia posicional na determinação de pontos no espaço objeto.</p> 2020-09-22T13:12:35-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/53365 Cartografia Geomorfológica Aplicada à Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Brejão, Município de Nova Ponte (MG): Indicativos da Evolução do Relevo e Contribuições ao Planejamento 2020-09-30T14:43:52-03:00 Bruno Ferreira da Silva brunof_silva1998@hotmail.com Alan Silveira alan.silveira@ufu.br Marília Inês Mendes Barbosa mariliabarbosa@ufu.br <p>Este trabalho consistiu na investigação das características geomorfológicas da bacia hidrográfica do Ribeirão do Brejão, no município de Nova Ponte (MG), posicionada nos Planaltos e Chapadas da borda nordeste da Bacia Sedimentar do Paraná. Parte-se do pressuposto que o uso de técnicas da cartografia geomorfológica de detalhe contribuem com informações ao planejamento territorial/ambiental e com indicativos da evolução do relevo. Os elementos geomorfológicos que compõem a bacia foram mapeados por meio de fotointerpretação no <em>software</em> ArcGIS que possibilitou a elaboração da carta Geomorfológica na escala 1:25.000. Ainda, foi proposto a confecção da carta de Energia do Relevo que possibilita zonear as áreas mais suscetíveis aos processos morfodinâmicos. Uma análise integrada destes documentos cartográficos permitiu uma caracterização detalhada dos elementos topográficos, assim como os tipos de vertentes e topos, a ação dos cursos d’água e o modelado antrópico, que corroboram com uma interpretação na dinâmica natural e a interferência antrópica na bacia. Em campo, identificou-se a ocorrência de feições erosivas e represamentos destinados à irrigação que possibilitaram interpretar um avanço de feições denudativas no sentido da Alta Bacia, porção com menor potencial morfogenético, porém, que apresenta elevada interferência antrópica. Ainda, evidenciaram-se rupturas topográficas que apresentam perfis de alteração com a presença de <em>stone lines</em> que pavimentam os basaltos da Formação Serra Geral, permitindo inferir uma condição paleoclimática associada a processos pretéritos de aplainamento.&nbsp;</p> 2020-09-22T13:00:18-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48413 Acurácia de Produtos Fotogramétricos Gerados com Aeronave Remotamente Pilotada em Relevo Acidentado 2020-09-30T14:43:50-03:00 Henrique Lopes Siqueira henriquesiqueira.eng@gmail.com José Marcato Junior jrmarcato@gmail.com Edson Takashi Matsubara edsontm@facom.ufms.br Reinaldo Almeida Colares reinaldo@horusgeo.com.br Fabio Martins Santos fabio@horusgeo.com.br <p>Apesar da popularização do uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA) como ferramentas para produção de produtos fotogramétricos e cartográficos digitais, pouco se fala a respeito da acurácia de tais produtos no contexto de terrenos acidentados, onde a diferença abrupta de altitudes gera uma maior complexidade na modelagem do relevo e consequentemente na geração das ortofotos. O objetivo desse trabalho é apresentar a avaliação e classificação baseado no PEC-PCD (Padrão de Exatidão Cartográfica para Produtos Cartográficos Digitais) de ortofotomosaicos e modelos digitais de superfície (DSM) gerados para uma mesma área de mineração. Para esse estudo utilizamos imagens RGB (não métrica) com GSD (<em>Ground Sample Distance</em>) estimado de 2,45 cm, e sobreposição de 80%/80%, captadas por RPA do tipo multirotor em dois voos idênticos realizados em datas distintas, para cada voo foram utilizados 15 alvos pré-sinalizados dos quais foram coletadas as coordenadas X, Y e Z com auxilio de equipamento GNSS RTK. Cinco experimentos foram realizados, variando o número de GCP (<em>Ground Control Points</em>) e mantendo o número de CP (<em>Check Points</em>). Os produtos (ortofotomosaicos e DSM) gerados com as diferentes configurações de GCP, foram avaliados com base no PEC-PCD e, analisando os resultados obtidos foi possível constatar a variação de escala na qual os produtos se enquadram, esse fato foi atribuído à quantidade e disposição (geometria) dos GCP. De forma geral, os produtos gerados com 6 e 8 GCP apresentaram níveis de acurácia semelhantes entre si e foram classificados como Classe A para a escala 1:1000.</p> 2020-09-22T13:08:38-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/53684 Uso de Dados de Radar Meteorológico em Modelo Hidrológico SCS-CN para a Estimativa de Escoamento Superficial 2020-09-30T14:43:51-03:00 Bárbara Hass Miguel babs.hass@gmail.com Camilo Daleles Rennó camilo@dpi.inpe.br <p>O objetivo do presente trabalho foi avaliar a viabilidade do uso de estimativas de chuva a partir de dados do radar meteorológico do Instituto de Pesquisas Meteorológicas de Bauru (IPMet/UNESP) na implementação do modelo hidrológico distribuído simplificado <em>Soil Conservation Service – Curve Number</em> (SCS-CN), a fim de se analisar o escoamento superficial de eventos de precipitação na bacia hidrográfica do Rio Jacaré-Guaçu, localizada na região centro-leste do estado de São Paulo. Nesse trabalho, as estimativas de chuva a partir de dados do radar meteorológico do IPMet foram calibradas com dados de 18 estações pluviométricas, contudo, a área de estudo apresenta apenas uma estação fluviométrica em operação, localizada no exutório da bacia. Foram escolhidos dois eventos ocorridos em janeiro e fevereiro de 2013, de acordo com a propagação do escoamento superficial extraído a partir da aplicação de um filtro digital de separação de escoamento. Os resultados foram satisfatórios em relação a propagação do escoamento superficial gerada pelo modelo hidrológico SCS-CN. Entretanto, é preciso ressaltar que alguns fatores de incerteza foram levados em consideração no processo de implementação do modelo hidrológico. Um desses fatores é que a falta de calibração de parâmetros do modelo SCS-CN, como os valores tabelados da CN, pode ter produzido alguns valores espúrios de chuva efetiva e, consequentemente, isso pode ter interferido nos valores de propagação do escoamento superficial.</p> 2020-09-22T13:03:02-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/52830 Sensibilidade do NDVI para a Identificação do Regime de Fluxo em Rios de Primeira Ordem: Estudo de Caso no Sudoeste do Paraná 2020-09-30T14:43:56-03:00 Fabiano André Marion marion.unioeste@gmail.com Tony Vinicius Moreira Sampaio tony2sampaio@gmail.com Fabio Marcelo Breunig fabiobreunig@gmail.com <p>O mapeamento da rede de drenagem frequentemente apresenta problemas na classificação de seu regime de fluxo e na estimativa da extensão dos rios de primeira ordem, sobretudo em áreas florestadas. Entretanto, a vegetação associada aos rios pode dar indícios sobre o tipo de fluxo presente, a partir da análise dos índices de vegetação, entre os quais, o NDVI (<em>Normalized Difference Vegetation Index</em>) é o mais utilizado mundialmente. O objetivo deste trabalho foi de avaliar o potencial de aplicação do NDVI da vegetação associada a rios de primeira ordem para diferenciar a drenagem perene da intermitente. A área de estudo apresenta floresta estacional semidecidual e abrange parte dos municípios de Francisco Beltrão, Renascença e Marmeleiro, no sudoeste do estado do Paraná. Foram identificados em campo 20 rios de primeira ordem perenes e 20 intermitentes, com vegetação nativa arbórea associada. Uma vez identificados na base cartográfica, foram gerados <em>buffers</em> de 0-15 m e 15-30 m, a partir do canal de drenagem. Estes <em>buffers</em> foram utilizados para obtenção dos valores de NDVI calculados a partir de imagens <em>RapidEye</em> referente as datas de 8/1/2018 (T1) e 10/9/2018 (T2). Foi verificada a diferença de NDVI entre os dois períodos (Δ-NDVI) em cada <em>buffer</em>. Para verificar se as diferenças foram significativas, foi aplicado o teste de Mann-Witney. Observou-se que os valores de NDVI acompanharam as características climáticas, apresentando valores próximos a 0,9 em T1 e que, em alguns casos, os valores decaíram até 0,6 em T2. Os valores de Δ-NDVI ao longo dos rios intermitentes foram maiores, comprovando o pressuposto inicial, contudo as diferenças não foram estatisticamente significativas.</p> 2020-09-22T11:36:11-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48706 Inundação Costeira por Elevação do Nível do Mar em Imbé e Tramandaí - RS 2020-09-30T14:43:54-03:00 Ana Fatima da Silva ana.oceano@gmail.com Elírio Ernestino Toldo Junior toldo@ufrgs.br Arnold Van Rooijen arnold.vanrooijen@research.uwa.edu.au Cláudia Franca Abreu claudia.francadeabreu@research.uwa.edu.au Jorge Luiz Rodrigues Filho jorlrf@gmail.com Ronaldo dos Santos Rocha ronaldo.rocha@ufrgs.br Robson dos Santos Aquino robgeo@ig.com.br <p>Uma das consequências da elevação do nível do mar é predispor a população e o ecossistema à inundação costeira. A vulnerabilidade pode causar distintos impactos dependendo da cota do terreno e da extensão da área ocupada. Imbé e Tramandaí localizados no litoral norte do RS são dois municípios que apresentam cotas baixas e áreas densamente ocupadas.&nbsp; Através de levantamentos topográficos do terreno foi conduzida uma modelagem digital para determinação das cotas de inundação. Foram considerados sete cenários de elevação do nível do mar, a partir de um conjunto de eventos marinhos extremos registrados na área de estudo, resultantes da soma das variáveis oscilação mareal e sub-mareal. Também, foram somadas as oscilações da onda por galgamento. Além das condições de mar atual foram incorporada nesta análise as projeções futuras da variação do nível do mar de acordo com o IPCC. A menor cota de subida do nível foi de 2,07 m e a maior de 4,33 m. Os mapas gerados possibilitaram a descrição da vulnerabilidade à subida do nível do mar, bem como reconhecer os locais com maior inundação. A análise dos resultados permitiu observar que a extensão das áreas vulneráveis tende a aumentar e que os planos de gestão costeira dos municípios devem abordar a questão de inundação para que se possa mitigar as consequências deste processo.</p> 2020-09-22T11:40:20-03:00 Copyright (c) 2020