http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/issue/feed Revista Brasileira de Cartografia 2020-06-30T14:40:47-03:00 Prof. Dr. João Vitor Meza Bravo revbrcartografia@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Brasileira de Cartografia (RBC) é um periódico "Open Access" publicado regularmente desde 1970, com abrangência nacional e internacional. A RBC tem como missão divulgar avanços nos campos da Cartografia &amp; SIG, Cadastro Territorial, Geodésia, Hidrografia, Fotogrametria e Sensoriamento Remoto.</p> http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48890 Zoneamento Edafoclimático: Metodologia e Aplicação no Cultivo da Maçã em uma Bacia Hidrográfica Brasileira 2020-06-30T14:40:47-03:00 Geise Macedo dos Santos gmsantos5@ucs.br Gisele Cemin gcemin3@ucs.br Taison Anderson Bortolin tabortol@ucs.br Vania Elisabete Schneider veschnei@ucs.br <p class="ResumoAbstract">O planejamento do uso e ocupação do solo é indispensável quando se trata de buscar os melhores resultados tendo em vista a sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Neste contexto, Sistemas de Informação Geográfica são ferramentas que permitem através do mapeamento identificar características físicas e climáticas visando o melhor resultado para um cultivo em particular o que caracteriza o zoneamento edafoclimático. Este artigo objetivou elaborar e aplicar uma metodologia para criar um zoneamento edafoclimático, focado no cultivo da maçã, tendo como unidade de estudo a bacia hidrográfica do rio Socorro, localizada no interior do município de Vacaria, Brasil. Foram considerados como parâmetros climáticos a demanda hídrica e o repouso hibernal e como parâmetros físicos a pedologia, áreas de preservação permanente, uso do solo e declividade, obtendo-se um mapa com a representação de áreas aptas e restritas. Os resultados apontaram cerca de 80% da bacia hidrográfica corresponde a áreas aptas para o cultivo de maçã. A metodologia proposta pode ser aplicada a outras regiões e outros cultivos subsidiando assim a tomada de decisão quanto ao uso e ocupação do solo, sensibilidades e potencialidades.</p> 2020-06-18T09:01:53-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/47003 Serviços Ecossistêmicos e a Agricultura Irrigada na Bacia do Ribeirão Rodeador, Distrito Federal 2020-06-30T14:40:47-03:00 Francielle do Monte Lima francielledomonte@gmail.com Henrique Llacer Roig roig@unb.br Marina Rolim Bilich Neumann marinabilich@unb.br Larissa Ane de Sousa Lima larissa.ane.sl@gmail.com André Luiz Farias de Souza andrelfsouza@gmail.com <p>Durante a crise hídrica enfrentada pelo Distrito Federal em 2016/2017, as discussões sobre conflitos pelo uso da água revelaram o déficit de informações do governo acerca das bacias utilizadas como mananciais para o abastecimento público de água. Este trabalho tem como objetivo avaliar a oferta do serviço ecossistêmico de provisão de alimentos, estimar o consumo de água pela agricultura irrigada e analisar o consumo de água em diferentes cenários considerando a substituição dos sistemas de irrigação na bacia do Ribeirão Rodeador, importante região produtora de olerícolas e frutas no Distrito Federal. Para quantificar a provisão de alimentos, foram utilizados dados de produtividade média das culturas agrícolas e área cultivada obtida pela confecção do mapa de uso e cobertura da bacia. A estimativa do consumo de água pela irrigação foi calculada com dados de área irrigada mapeada e consumo médio de água das culturas agrícolas em diferentes sistemas de irrigação. Foram produzidos três cenários considerando a substituição do sistema de irrigação por aspersão convencional por sistemas de irrigação localizada. O fornecimento de alimentos na bacia foi quantificado em 43.039 t/ano, utilizando 1.683 ha. O consumo de água na irrigação foi estimado em 891 L/s, sendo 1.470 ha irrigados. O aumento de 20% na adoção de sistemas de irrigação localizada proporciona uma economia de 9,3% no consumo de água. O aumento de 40% na irrigação localizada proporciona uma economia de 18,7% e o aumento de 60% na irrigação localizada proporciona uma economia de 28,1% no consumo de água na irrigação.</p> 2020-06-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/49006 Delineamento Automático de Crateras de Impacto em Imagens HRSC da Superfície de Marte 2020-06-30T14:40:46-03:00 Renan Furlan de Oliveira renanfurlanoliveira@hotmail.com Erivaldo Antonio da Silva silva.erivaldo@gmail.com <p>Crateras de impacto são as estruturas mais estudadas nas ciências planetárias, devido à grande quantidade de informações que podem revelar sobre a história, geologia e processos físicos de um planeta. A necessidade de investigações sobre as crateras está aumentando, já que muitas missões estão sendo lançadas no espaço, adquirindo dados cada vez mais ricos e detalhados. Desenvolver algoritmos que detectem crateras em superfícies planetárias através de imagens tem sido o foco de pesquisas no mundo todo. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa é desenvolver uma metodologia para detectar e delinear, automaticamente e simultaneamente, crateras de impacto na superfície marciana. A abordagem baseia-se nos fundamentos da morfologia matemática e consiste em três etapas: (i) pré-processamento e filtragem para a remoção de ruídos e realce de bordas, (ii) segmentação pela transformação <em>watershed</em> e estratégias da dinâmica dos contornos para a detecção e delineamento das crateras, e iii) pós-processamento para o refinamento da detecção. O conjunto de dados utilizado foi constituído por crateras representadas a partir de imagens de alta resolução espacial da superfície de Marte. Especificamente, imagens da <em>High Resolution Stereo Camera</em> (HRSC) com resolução espacial de 12,5 m/pixel. As taxas globais de detecção verdadeira foram de 83,5%, enquanto as taxas de detecção falsa foram de 13,1%, considerando-se cerca de 1000 crateras com raio entre 500 e 1000 metros. Pode-se concluir que a abordagem proposta se apresentou de forma eficiente e, portanto, contribui para a solução de um problema atual no contexto da detecção e extração de crateras em superfícies planetárias.</p> 2020-06-22T10:41:02-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48726 Detecção de Áreas Queimadas na Amazônia Brasileira usando Índices Espectrais e GEOBIA 2020-06-30T14:40:45-03:00 Thales Vaz Penha thalesvazpenha@gmail.com Thales Sehn Körting thales.korting@inpe.br Leila Maria Garcia Fonseca leila.fonseca@inpe.br Celso Henrique Leite Silva Júnior celso.junior@inpe.br Mikhaela Aloísia Jessie Santos Pletsch mikhaela.pletsch@inpe.br Liana Oighenstein Anderson liana.anderson@cemaden.gov.br Fabiano Morelli fabiano.morelli@inpe.br <p>O mapeamento refinado de áreas queimadas (AQ) na Amazônia brasileira ainda é um desafio. A principal dificuldade na detecção de AQ para grandes áreas é a presença de nuvens e corpos hídricos. A utilização de diferentes fontes de dados de imagens de sensoriamento remoto de média resolução espacial pode fornecer uma maior disponibilidade de imagens livres de nuvens, além de reduzir as incertezas associadas aos dados de resolução espacial grosseira (&gt;250m), os quais podem subestimar ou superestimar AQ e dificultar a detecção de AQ pequenas (&lt;0,1km²). Neste estudo, propomos uma metodologia inovadora baseada no uso de índices espectrais e análise de imagem baseada em objetos geográficos (GEOBIA), usando imagens de média resolução espacial para melhorar a detecção de AQ em áreas teste na Amazônia. Primeiramente, avaliamos o desempenho de nove índices espectrais em duas áreas de estudo obtidos a partir de cenas do Landsat-8 OLI e Sentinel-2A MSI para identificar o índice mais adequado para a detecção de AQ. Em seguida, refinamos esses dados através do modelo baseado em GEOBIA. Os resultados mostraram que o Índice de Área queimada (BAI) foi o mais adequado para o mapeamento de AQ (índice M&gt;1,5) para ambos os sensores. Nosso modelo permitiu detectar mais de 80% das AQs pequenas (&lt;1 km²) e também apresentou altos valores de coeficiente Dice (~0,70) com baixos erros de omissão e comissão (0,22 e 0,32, respectivamente). Essa abordagem integrada correspondeu a uma contribuição inédita para a detecção de AQs na região amazônica e para o aprimoramento da geração de produtos operacionais.</p> 2020-06-22T10:47:24-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50059 Calibração da Plataforma de um Sistema de Visão Omnidirecional composto por uma Câmara e um Espelho Cônico 2020-06-30T14:40:44-03:00 José Marcato Junior jose.marcato@ufms.br Thales Shoiti Akiyama akiyama.thales@gmail.com Antonio Maria Garcia Tommaselli a.tommaselli@unesp.br Marcus Vinícius Antunes de Moraes antunesdemoraes@gmail.com Vanessa Jordão Marcato Fernandes vanessamarcato@yahoo.com.br <p>Os sistemas de visão omnidirecional permitem um campo de imageamento de 360° e são aplicados em diversas áreas do conhecimento, incluindo a Fotogrametria à curta distância. Para obter medidas confiáveis, objetivo da Fotogrametria, exige-se a calibração do sistema, em que os parâmetros dos modelos matemáticos são estimados. A calibração do sistema é dividida em calibração interna e da plataforma. O objetivo principal desse trabalho consiste em realizar a calibração da plataforma de um sistema de visão omnidirecional composto por uma câmara e um espelho cônico. Na calibração da plataforma foram estimados os parâmetros que relacionam o sistema de imageamento com o sistema de georreferenciamento direto, composto por receptor GNSS (Global Navigation Satellite System – Sistema global de navegação por satélite) e IMU (Inertial Measurement Unity – Unidade de Medida Inercial). Estimaram-se os ângulos de desalinhamento (boresight) da IMU com relação ao referencial do cone e os deslocamentos (lever arm) do vértice do cone ao centro da antena GNSS. A incerteza na estimativa do lever arm é, no mínimo, 10 vezes menor que a precisão obtida com o receptor GNSS no modo cinemático, o que indica uma qualidade adequada para o valor estimado. Com relação aos ângulos de desalinhamento, a REQM (Raiz do Erro Quadrático Médio) foi maior para o ângulo de rotação</p> 2020-06-22T10:50:47-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/52637 Análise do Desempenho de ETR no Monitoramento Dinâmico de Estrutura Metálica por Leitura Contínua de Direções 2020-06-30T14:40:43-03:00 Leandro Ítalo Barbosa de Medeiros leandro.medeiros@ufpr.br Pedro Luís Faggion pedro.faggion@gmail.com Samir de Souza Oliveira Alves samirsoalves@hotmail.com <p>As obras de infraestrutura estão sujeitas às ações de forças estáticas, geralmente relacionadas ao peso do próprio corpo estrutural, e a forças dinâmicas, oriundas da ação de agentes externos à estrutura, como o vento e outras cargas móveis. O monitoramento dinâmico de estruturas é realizado, comumente, com utilização de instrumentais não geodésicos, como acelerômetros e extensômetros. Contudo, este artigo apresenta uma alternativa de técnica geodésica para o monitoramento dinâmico de estruturas por meio da análise do desempenho de uma estação total robotizada (ETR) utilizando Leitura Contínua de Direções (LCD), uma metodologia capaz de aumentar a taxa amostral do equipamento para cerca de 20 Hz, além de eliminar a latência entre as medições lineares e angulares. Os experimentos foram realizados em um ponto materializado sobre a passarela que liga os campi Centro Politécnico e Botânico da Universidade Federal do Paraná. Os dados oriundos da ETR foram comparados aos obtidos com levantamento Global Navigation Satellite System (GNSS) no modo relativo cinemático contínuo com frequência de 20 Hz.</p> 2020-06-22T10:53:52-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51894 Proposta de Categorização dos Componentes da Carta Topográfica a partir da Semiótica Peirceana 2020-06-30T14:40:41-03:00 Estevão Pastori Garbin epgarbin@gmail.com Fernando Luiz de Paula Santil flpsantil@gmail.com <p>As cartas topográficas são produtos essenciais para o conhecimento do território e, embora seus requisitos técnicos para confecção sejam bem estabelecidos, a análise de seus signos costuma estar baseada em uma distinção dos componentes altimétricos e planimétricos. O objetivo deste trabalho é propor uma releitura destes recursos representativos da carta topográfica do levantamento sistemático brasileiro a partir da Semiótica de Charles Sanders Peirce, com o propósito de demonstrar que uma categorização semiótica pode revelar os tipos de relações entre os componentes da carta topográfica baseados nas funções do signo, além de servir como um caminho para o descobrimento de hipóteses de novas relações sígnicas nestes produtos. Apresenta-se como resultado que estas funções semióticas permitem classificar tais signos em categorias denominadas indexadoras e qualificadoras, revelando sob uma perspectiva lógica como um determinado fenômeno é georreferenciado.</p> 2020-06-22T11:04:04-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/51511 Otimização de Rotas de Ônibus baseada em Demanda obtida por Dados de Posicionamento GNSS 2020-06-30T14:40:41-03:00 Henrique Candido de Oliveira henrique.cartografia@gmail.com Rafael Lino dos Santos rafael.linoeac@gmail.com Luciano Aparecido Barbosa luciano.barbosa@ifsuldeminas.edu.br Diogenes Cortijo Costa dcortijo@unicamp.br Ricardo Antunes Barbosa ricardob@unicamp.br Rafael Pereira de Sousa rafaelps@unicamp.br <p>O crescimento urbano na perspectiva de território e população se tornou uma das maiores preocupações deste século. Em função deste fenômeno, órgãos de planejamento e gestão de transporte público do país buscam ofertar um serviço de qualidade baseado em um sistema otimizado da rede de transporte. Entender a demanda de passageiros constitui-se como uma tarefa fundamental deste processo. Assim, o método proposto neste trabalho prevê a determinação da demanda de volume de passageiros de forma automatizada a partir de dados de posicionamento GNSS (Global Navigation Satellite System) fornecidos por uma plataforma IoT (Internet of Things). O trabalho tem por objetivo identificar variações de demanda de passageiros, a partir do uso de mapas de densidade, e otimizar rotas do serviço de transporte público, tendo a Universidade Estadual de Campinas como área de estudo. Experimentos foram realizados a partir de uma das rotas que compreendem o sistema de transporte da Universidade. Os resultados foram satisfatórios, pois apresentaram uma redução de 1,43 km em relação ao percurso realizado pela rota original, representando um impacto financeiro inicial de aproximadamente 18% de redução do custo total anual com a contratação de serviço de transporte. Portanto, o método apresenta-se como uma alternativa viável para obtenção de dados fundamentais para tarefa de roteirização para as linhas de ônibus do campus, podendo ser replicado para os demais trajetos que compõem o sistema de transporte público da Universidade.</p> 2020-06-22T11:16:45-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/53233 Investigação da Variação Volumétrica de Reservatório de Abastecimento de Água Mediante o Emprego de Diferentes Espaçamentos entre as Linhas Regulares de Sondagem 2020-06-30T14:40:39-03:00 Sérgio da Conceição Alves sergioalvesjq@gmail.com Cláudia Pereira Krueger cpkrueger64@gmail.com <p>O Levantamento Batimétrico (LB) tem como objetivo a determinação e a representação gráfica do relevo topográfico de áreas submersas. O detalhamento dessas superfícies é uma inferência da disposição dos dados batimétricos e da precisão de aquisição destes dentro dos limites especificados para cada equipamento sonar de feixe único. Por conseguinte, a precisão dos Modelo Digitais de Elevação (MDEs) está relacionada a esses preceitos e, consequentemente, infere na precisão volumétrica de reservação. Durante o LB, realizado no pré-reservatório do Passaúna, localizado na região metropolitana de Curitiba-PR, planejou-se o espaçamento entre as Linhas Regulares de Sondagem (LRS) de 15 metros, este, no entanto, foi aumentando de 15 em 15 m até, conforme as orientações vigentes para esses ambientes, alcançar o espaçamento de 300 metros. E para cada conjunto de dados, determinou-se o MDE utilizando os interpoladores Kriging (KRG) e Inverse Distance Weighted (IDW). Em seguida, determinou-se os resíduos a partir da comparação entre as profundidades sondadas, obtidas nas linhas de verificação, com as profundidades interpoladas, advindas dos MDEs, onde obteve-se um Root Mean Square médio de 0,180 m nos MDEs com as LRS espaçadas de 15 até 105 metros gerados com os dados posicionadas com o WS3910 e interpoladas com o IDW. A partir da comparação entre os volumes advindos dos MDEs com o modelo computado com os dados batimétricos com as LRS espaçadas em 15m, obteve-se uma diferença volumétrica abaixo de -4,76% nos MDEs com LRS espaçadas de 30 metros até 180 metros.</p> 2020-06-22T11:23:26-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/48360 O Cadastro Territorial Multifinalitário no contexto dos Processos de Regularização Fundiária Urbana 2020-06-30T14:40:45-03:00 Suzana Daniela Rocha Santos Silva suzanadrs@hotmail.com Alzir Felippe Buffara Antunes bralzir@gmail.com <p class="ResumoAbstract">Esta pesquisa analisou a influência do Cadastro Territorial nos processos de regularização fundiária, com base em oito estudos de casos nos municípios de: Formosa–GO, Fortaleza–CE, Novo Gama-GO, Pinhais-PR, Nova Lima-MG, Palmas–TO, Jaboatão dos Guararapes-PE, Quatro Barras-PR. Esses oito planos de regularização fundiária foram realizados em áreas que não dispunham de um sistema cadastral, sendo essa uma situação recorrente no Brasil. Constatou-se que a execução de qualquer processo de regularização fundiária prescinde a realização do Cadastro Territorial do local. Com um Cadastro Territorial já implantado seria possível à utilização do mapeamento do território, bem como dos dados econômicos e sociais da área a ser regularizada, promovendo ganho de tempo e minimizando os custos do projeto. Em seis dos estudos de casos analisados, constatou-se que foram realizados o levantamento cadastral, com medições topográficas e geodésicas para caracterizar a geometria das ocupações, e a coleta de dados socioeconômicos da população. Nos outros dois planos analisados não foram previstos as etapas de execução do levantamento cadastral, o que impossibilitou a finalização do processo na sua totalidade, ficando apenas nas etapas de diagnóstico preliminar. Os resultados da pesquisa apontaram ainda uma tendência nacional, com o reconhecimento entre os gestores do território da necessidade do Cadastro Territorial nos processos de regularização fundiária. Isso pode se constituir num fator desenvolvedor do Cadastro Territorial nos municípios, minimizando o entendimento consolidado e equivocado no Brasil de que o Cadastro é reconhecido somente como uma ferramenta de apoio à tributação.</p> 2020-06-22T10:43:32-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/50539 Auscultação Geodésica em Torres Eólicas Onshore: Definição do Sistema de Referência e de Medição para o Monitoramento 2020-06-30T14:40:42-03:00 Luiz Filipe Campos do Canto luizfilipecc@gmail.com Andréa de Seixas adeseixas7@gmail.com <p>A auscultação geodésica em torres eólicas onshore e a escassez de metodologias geodésicas/topográficas de medição, nestas estruturas, incentivou a elaboração deste trabalho. O monitoramento geodésico pode indicar o risco de movimentos nos componentes estruturais da torre, que de acordo com a indicação do projetista ultrapassem as tolerâncias preestabelecidas em projetos, podendo assim, minimizar acidentes e danos à torre e seu entorno. Este trabalho foi realizado nas torres eólicas Gravatá 01 e 02 do Parque Eólica Gravatá Geradora de Energia S.A., localizado no município brasileiro de Gravatá-PE, para definir uma metodologia para averiguar deslocamentos de pontos-objeto localizados na torre e na base da fundação. Para avaliar possíveis movimentos horizontais na torre foram implantados marcos de concreto, hastes metálicas e folhas refletivas, observados por meio dos métodos de posicionamento GNSS, poligonação com centragem forçada, irradiação tridimensional e método de medição das bordas, que por meio de uma configuração geométrica apropriada e discutida neste trabalho, permitiu a detecção do centro virtual das seções transversais circulares ao longo da torre, possibilitando o cálculo do ângulo de deflexão da mesma. Para avaliar possíveis movimentos verticais foram implantados pinos, nas bases das torres, medidos por meio de nivelamento geométrico de altíssima precisão, estabelecendo-se neste trabalho a medição zero de referência.</p> 2020-06-22T10:56:25-03:00 Copyright (c) 2020 http://www.seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/52611 Integração dos Referenciais Verticais Terrestre e Oceânico: Conceitos Relacionados, Projetos Desenvolvidos e Desafios 2020-06-30T14:40:40-03:00 Tulio Alves Santana tulio.santana@ufu.br Regiane Dalazoana regiane@ufpr.br <p>No Brasil, os Níveis de Redução (NREDs) das Estações Maregráficas (EMs) são utilizados como os Data verticais oceânicos ou Chart Datum (CD) os quais são referências para as cartas náuticas confeccionadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). Em contrapartida ao que é adotado no país, a Organização Hidrográfica Internacional (IHO) recomenda que a superfície usada como referência para obtenção do Datum para reduções de sondagens em zonas costeiras seja definida pela superfície LAT (Lowest Astronomical Tide) calculada a partir de pelo menos 18,6 anos de observações maregráficas. A unificação do referencial vertical oceânico e a integração entre os referenciais verticais é algo que se tem almejao para a costa brasileira por meio de parcerias entre diversas instituições e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Adotar uma superfície dada pela LAT solucionaria os problemas apresentados pela adoção dos NREDs como CD: o caráter local; o fato de que algumas profundidades podem ser menores do que as constantes na carta; a questão da determinação de cada NREDs em épocas distintas; a falta de padronização da extensão das séries temporais para quantificação dos NREDs e, sobretudo, a impossibilidade de conexão ao Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas (SIRGAS). Com o objetivo de contribuir com as discussões relativas à temática da integração dos referenciais verticais em região costeira, este artigo apresenta conceitos envolvidos, projetos já desenvolvidos em outras regiões do mundo e alguns desafios inerentes ao Brasil, para a unificação do referencial oceânico e a integração dos referenciais verticais.</p> 2020-06-22T11:19:13-03:00 Copyright (c) 2020