Comparação entre diferentes métodos de interpolação zonal para estimativa populacional: estudo de caso das áreas urbanas do Distrito Federal

  • Kássia Batista de Castro
  • Henrique Llacer Roig
  • Marina Rolim Bilich Neumann
Palavras-chave: Mapeamento dasimétrico, crescimento urbano, UST

Resumo

Os dados acerca das características da população, normalmente divulgados pelo censo, são de suma importância, pois subsidiam inúmeros estudos sociais, econômicos e ambientais. Estes dados são agregados de maneira arbitrária, considerando a informação homogênea em um determinado espaço.  Uma alternativa para contornar esse problema e gerar informação com qualidade espacial mais precisa é a utilização do mapeamento dasimétrico. O mapa dasimétrico utiliza dados auxiliares para refinar a representação da distribuição espacial da variável analisada. No decorrer das últimas décadas essa se tornou uma técnica bastante utilizada e diversos trabalhos foram realizados com diferentes abordagens metodológicas. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo avaliar o desempenho de três diferentes abordagens do mapeamento dasimétrico para a estimativa da população urbana do Distrito Federal. Para tanto, utilizou-se os modelos dasimétricos por ponderação de área (MD1), utilizando densidade relativa subjetiva (MD2) e o método dasimétrico inteligente (MDI) com a densidade relativa amostrada pelo método do centroide (MD3). Para a geração dos mapas foram utilizados dados do censo com o valor populacional em nível de subdistrito. O mapa de uso e cobertura utilizado possui resolução de 1m e foi modificado a partir do mapeamento de tipos de estruturas urbanas (UST) do DF, o qual classifica a área urbana em relação a sua homogeneidade considerando aspectos de funcionalidade, material de cobertura e características físicas. Para a avaliação dos métodos gerados utilizou-se métodos estatísticos e gráficos, utilizando como comparação a informação da população em nível de setores censitários. De acordo com as análises aplicadas o modelo que demonstrou o melhor desempenho foi o MD3, sendo esta técnica aplicada para o nível de informação de setores censitários como mapa final de estimativa da distribuição espacial da população urbana do DF.

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Publicado
2019-03-29
Como Citar
DE CASTRO, K. B.; ROIG, H. L.; NEUMANN, M. R. B. Comparação entre diferentes métodos de interpolação zonal para estimativa populacional: estudo de caso das áreas urbanas do Distrito Federal. Revista Brasileira de Cartografia, v. 71, n. 1, p. 207-232, 29 mar. 2019.
Seção
Artigos Originais