Modelo Digital de Elevação de Baixo Custo para Unidades de Conservação Marinhas

  • Jhone Caetano de Araujo Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Instituto de Geociências /Departamento de Geologia Rio de Janeiro/RJ, Brasil
  • José Carlos Sícoli Seoane Departamento de Geologia - IGEO - UFRJ Programa de Pósgraduação em Geologia - IGEO - UFRJ http://orcid.org/0000-0001-7728-3764
  • Orlando Nelson Grillo Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Museu Nacional / Departamento de Geologia e Paleontologia/ Laboratório de Processamento de Imagem Digital Rio de Janeiro/RJ, Brasil
  • Elisa Elena de Souza Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Instituto de Geociências /Departamento de Geologia Rio de Janeiro/RJ, Brasil
  • Fernando Coreixas de Moraes Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro Diretoria de Pesquisas, Rio de Janeiro/RJ, Brasil
Palavras-chave: Modelo Digital de Elevação, Batimetria, Estereofotogrametria, Levantamento de Baixo Custo

Resumo

Modelos Digitais de Elevação (MDE) são essenciais para a compreensão dos diferentes terrenos, pois representam a adequadamente a geomorfologia original, e através de processamentos, permitem interpretações transdisciplinares de grande valia para a gestão de áreas de preservação. Os mapeamentos topográficos e batimétricos existentes para o Monumento Natural do Arquipélago das Ilhas Cagarras não atendem às necessidades de gestão devido à sua escala, apresentando cotas altimétricas dispersas e pouco detalhe. Por se tratar de uma Unidade de Conservação de proteção integral, ambiente sensível, o mapeamento por sensoriamento remoto é uma ótima ferramenta de levantamento sem interferência direta. O MDE batimétrico foi elaborado a partir do levantamento de campo realizado em barco inflável, numa malha amostral com espaçamento máximo de 50 metros entre linhas, com profundidades obtidas por ecobatímetro comercial acoplado a GPS, corrigidas para a variação de maré, e posterior modelagem da superfície contínua pelo interpolador Topo to Raster. Para o MDE topográfico, foram comparados três levantamentos: SRTM 30 m, ASTER GDEM e por estereofotogrametria, que foram comparados em relação as suas altitudes em 23 pontos de controle, e em suas aparências. O interpolador Topo to Raster gerou um erro médio quadrático submétrico (0,98 m). O MDE por estereofotogrametria captou melhor as amplitudes altimétricas, a sinuosidade do relevo e se mostrou mais próximo da geomorfologia original. O MDE final, corresponde a fusão do MDE batimétrico com o MDE topográfico estereofotogramétrico, e este trabalho apresenta uma metodologia de baixo custo e de ampla aplicação para geração de MDE em áreas marinhas protegidas.

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Publicado
2019-03-29
Como Citar
ARAUJO, J. C. DE; SEOANE, J. C. S.; GRILLO, O. N.; SANTOS, E. E. DE S.; MORAES, F. C. DE. Modelo Digital de Elevação de Baixo Custo para Unidades de Conservação Marinhas. Revista Brasileira de Cartografia, v. 71, n. 1, p. 176-206, 29 mar. 2019.
Seção
Artigos Originais