Zoneamento de Risco Climático do Cultivo da Nogueira Pecã (Carya illinoinensis) para o Rio Grande do Sul

  • Franciele Francisca Marmentini Rovani Universidade Federal de Santa Maria
  • Cássio Arthur Wollmann Universidade Federal de Santa Maria
Palavras-chave: Índices climáticos, Mapeamento, Sistemas de Informações Geográficas

Resumo

A pesquisa teve como objetivo elaborar o zoneamento de risco climático do cultivo da nogueira pecã (Carya illinoinensis) para o Rio Grande do Sul. Foram coletados dados climatológicos e das fases fenológicas do cultivo, organizados e espacializados por meio da krigagem ordinária e integrados por meio da álgebra de mapas do aplicativo ArcGis 10.2.2. Como resultado destacam-se cinco índices de risco: falta de horas de frio no período de dormência; excesso de precipitação pluviométrica na expansão foliar, na floração e no desenvolvimento dos frutos; temperatura máxima superior a 35ºC na floração e desenvolvimento dos frutos; excesso de umidade relativa do ar na floração; e estiagem no período de crescimento da nogueira. A dinâmica das variáveis climáticas aponta satisfação dos requerimentos climáticos do cultivo da nogueira pecã no Estado. O território apresentou 48,4% da área com risco muito baixo e 51,6% com risco baixo, indicando que o cultivo da nogueira pecã apresenta grande potencial para desenvolvimento no Rio Grande do Sul.

 

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Biografia do Autor

Franciele Francisca Marmentini Rovani, Universidade Federal de Santa Maria
Professora Adjunta A no Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria. Atua nos cursos Técnico e Superior em Geoprocessamento.
Cássio Arthur Wollmann, Universidade Federal de Santa Maria
Professor adjunto IV no Departamento de Geociências da Universidade Federal de Santa Maria. Participa do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSM.

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Publicado
2019-09-25
Como Citar
ROVANI, F. F. M.; WOLLMANN, C. A. Zoneamento de Risco Climático do Cultivo da Nogueira Pecã (Carya illinoinensis) para o Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Cartografia, v. 71, n. 3, p. 679-701, 25 set. 2019.
Seção
Artigos Originais