Escoamento Superficial em uma Pequena Bacia Hidrográfica Rural da Amazônia

Rodrigo Silvano Silva Rodrigues, Germana Menescal Bittencourt, Lindemberg Lima Fernandes

Resumo


Este trabalho verifica a evolução do uso e cobertura do solo e estima coeficientes de escoamento superficial (C) na microbacia hidrográfica do igarapé da Prata, localizada no município de Capitão Poço/PA. Foram utilizadas imagens do sensor TM/Landsat 5 entre os anos de 1984 a 2010, onde foram classificadas e quantificadas as áreas, com auxílio de software geoprocessamento. De posse da discriminação destas áreas, estimou-se o coeficiente de escoamento superficial sob duas óticas: estimativa empírica por valores tabelados encontrados na literatura considerando tipo de solo, cobertura e declividade; e o cálculo da vazão de escoamento pelo método NRCS, utilizando como base uma equação local de chuvas intensas e valores de Número de Curva (CN) para a discriminação das áreas no ano de 2010. Em uma visão geral, entre o ano de 1984 e 2010, houve redução das áreas de matas (-3,60%) e terras cultivadas (-13,70%), e aumento nas áreas de pastagem (17,30%). Pela estimativa empírica, nos anos analisados a média do C para a microbacia é de 0,425, ou seja, 42,5% do volume de precipitações pluviométricas escoa superficialmente. Pelo método NRCS foram alcançados valores de C em uma faixa de 0,33 a 0,52, dependendo do período de retorno da precipitação local; contudo, para 10 anos de tempo de recorrência, o C foi de 0,42, mostrando que ambas metodologias apresentaram valores próximos. A bacia do igarapé da Prata apresenta boa infiltração, característica de áreas rurais, em função de seu coeficiente de escoamento superficial ser baixo.


Palavras-chave


Hidrologia; Manejo de bacias hidrográficas; Uso e cobertura do solo

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