Mapeamento da Vulnerabilidade de Evacuação em Caso de Desastres Naturais Empregando a Sintaxe Espacial

  • Gustavo Medeiros Pinho Instituto Militar de Engenharia http://orcid.org/0000-0003-2267-7787
  • Leonardo Castro Oliveira Instituto Militar de Engenharia
  • Marcos de Meneses Rocha Instituto Militar de Engenharia
  • Ana Paula Borba Gonçalves Barros Centro Universitário de Brasília
Palavras-chave: Evacuação, Vulnerabilidade, Desastres naturais, Sintaxe espacial

Resumo

Na ocorrência de Desastres Naturais, uma das formas de diminuir as perdas humanas é a realização da evacuação de pessoas. A evacuação consiste na retirada das pessoas de suas moradias para um lugar considerado seguro, procedimento este que pode ser realizado antes da materialização do desastre ou no momento de sua ocorrência. A pesquisa tem por objetivo propor uma metodologia para o mapeamento da vulnerabilidade de evacuação em caso de desastres naturais. Pretende-se avaliar o quão vulnerável uma comunidade está para a realização de uma evacuação. Considera-se que a evacuação é influenciada por diversos fatores, dentre os possíveis fatores optou-se por selecionar: a qualidade de vida que se encontram os indivíduos (vulnerabilidade social), a quantidade de pessoas a serem evacuadas na área (densidade demográfica) e a qualidade das vias por meio da sua integração (medida pela Sintaxe Espacial). A partir desses três condicionantes, propõem-se a criação de um indicador de vulnerabilidade de evacuação onde cada setor possui um valor entre 0 e 1, onde 1 é o setor com maior vulnerabilidade e 0 o de menor vulnerabilidade. O estudo de caso foi feito no município de Nova Friburgo, tendo por principal resultado a vulnerabilidade de evacuação seguindo um padrão centro-periferia, onde o centro da cidade apresenta as melhores condições de vida, baixa exposição e vias mais integradas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALBERICO, I.; PETROSINO, P.; MAGLIONE, G.; BRUNO, L.; CAPALDO, F.S.; DAL PIAZ, A.; LIRER, L.; MAZZOLA, S. Mapping the vulnerability for evacuation of the Campi Flegrei territorial system in case of a volcanic unrest. Natural Hazards. DOI: 10.1007/s11069-012-0335-x, 64:1823-1854, 2012.

ALHEIROS, M.M. et al. Manual de ocupação dos morros da região metropolitana de Recife. Recife: FIDEM/ATEPE, 384 p., 2003.

ANAZAWA, T.M., Vulnerabilidade e território no litoral norte de São Paulo: indicadores, perfis de ativos e trajetórias. 2012. 190 p. Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto)

ARMESTO, R.C.G., Temas geológicos para educação ambiental, caderno IV

BARROS, A.P.B.G. Estudo exploratório da sintaxe espacial como ferramenta de alocação de tráfego. 2006, 171 p. Dissertação de Mestrado em engenharia civil e ambiental

BARROS, A.P.B.G. Diz-me como andas que te direi onde estás: inserção do aspecto relacional na análise da mobilidade urbana para o pedestre. 2014, 372 p. Tese de Doutorado em Transportes/Sistemas de transportes

BLANKESPOOR, B., DASGUPTA, S., LAPLANTE, B., WHEELER, D. Adaption to climate extremes in developing countries: the role of education. Washington DC: World Bank. Policy Research Working Paper 5342, 2010.

BRAGA, T.M., OLIVEIRA, E.L., GIVISIEZ, G.H.N. Avaliação de metodologias de mensuração de risco e vulnerabilidade social a desastres naturais associados à mudança climática. São Paulo em perspectiva, 20(1):81-85, 2006.

C

CASTRO, A.L.C. Glossário de defesa civil estudos de riscos e medicina de desastres. Brasília, Ministério da Integração Nacional, Secretaria nacional de defesa civil, 2008. 174 p.

CONFALONIERI, U.E.C., BARATA, M.M.L., MARINHO, D.P. Vulnerabilidade climática no Brasil. In: CHANG, M. et al. (org.) Metodologias de estudos de vulnerabilidade à mudança de clima. Rio de Janeiro Ed. Interciência, 210 p. 2015.

COVA, T.J., CHURCH, R.L. Modelling community evacuation vulnerability using GIS. International Journal of Geographical Information Science, 11(8): 76-784. 1997.

DANTAS, M.E. Geomorfologia do Estado do Rio de Janeiro. In: CPRM-Serviço Geológico do Brasil. Estudo Geoambiental do Estado do Rio de Janeiro. Brasília, CPRM, 2001.

DOURADO, F., ARRAES, T. C., SILVA, M. F. O megadesastre da Região Serrana do Rio de Janeiro: as causas do evento, os mecanismos dos movimentos de massa e a distribuição espacial dos investimentos de reconstrução no pós-desastre. Anuário do Instituto de Geociências

DUARTE, F.R.P., Nova Friburgo: Um Estudo sobre a Identidade Urbanística. 2009, 213 p. Dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo

EKLUND, L., TELLIER, S. Gender and international crisis responde: do we have the data, and does ir matter? Disasters, v. 36, n. 4, p. 589-608, 2012.

GARCIA, M.L.T.; FRANCISCO, C.N. Métricas da paisagem no estudo da vulnerabilidade da Mata Atlântica na região serrana fluminense

GIL, J. Space Syntax Toolkit for QGIS, Version 0.1.0, Open Source, 2014 Disponível em: https://github.com/SpaceGroupUCL/qgisSpaceSyntaxToolkit>. Acesso em: dezembro de 2015.

GIL, J., VAROUDIS, T., Karimi K., Penn, A. The space syntax toolkit: Integrating depthmapX and exploratory spatial analysis workflows in QGIS. In: 10th International Space Syntax Symposium, 2015, Londres, 148:1-12.

HILLIER, B., HANSON, J. The Social Logic of Space. Londres: Cambridge University Press, 1984.

HILLIER, B. Space is the machine. London: Cambridge University Press, 1996.

HOLANDA, F. O espaço de exceção. Brasília: EdUnB, 2002.

IBGE

______.; Base territorial: manual da base territorial 2014. Rio de Janeiro: IBGE, 2014. 157p.

______.; Base de Faces de Logradouros do Censo 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível em: ftp://geoftp.ibge.gov.br/recortes_para_fins_estatisticos/malha_de_setores_censitarios/censo_2010/base_de_faces_de_logradouros>. Acesso: julho de 2016.

JAFARI, M., BAKHADYROV, I., MAHER, A. Technological advances in evacuation planning and emergency management: Current stat of the art. Final Research Reports EVAC-RU4474. Center for Advanced Infrastructure and Transportation, The State University Rutgers, 2003.

LIU, X. YUE, Z.Q., THAM, L.G., LEE, C.F. Empirical assessment of debris flow risk on a regional scale in Yunnan Province Southwestern China. Environmental Management. V. 30, n. 2, p. 249-264, 2002.

MARANDOLA, E.J, HOGAN, D.J. Vulnerabilidades e riscos: entre geografia e demografia. Revista Brasileira de Estudos Populacionais, São Paulo, v. 22, p. 29-53, jan/jun. 2005.

MEDEIROS, V.A.S. Urbis Brasiliae ou sobre cidades do Brasil. Tese de Doutorado, Programa de Pesquisa e Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Brasília, 2006.

MIRANDOLA, F.A., MACEDO, E.S. Proposta de classificação de tecnógeno para uso no mapeamento de áreas de risco de deslizamento. Quaternary and Environmental Geosciences. V. 5, n. 1, p. 66-81, 2014.

NEUMAYER, E., PL

SAITO, S.M., Dimensão socioambiental na gestão de risco dos assentamentos precários do Maciço do Morro da Cruz, Florianópolis

SANTOS, A. R. A grande barreira da Serra do Mar: da trilha dos Tupiniquins à Rodovia dos Imigrantes. São Paulo: O Nome da Rosa, 2004. 128p.

SENA, J.A., Análise integrada da vulnerabilidade na Amazônia Ocidental. In: CHANG, M. et al. (org.) Metodologias de estudos de vulnerabilidade à mudança de clima. Rio de Janeiro Ed. Interciência, 210 p. 2015.

STRIESSING, E., LUTZ, W. PATT, A.G., Effects of educational attainment on climate risk vulnerability. Ecology and Society, v. 18, n. 6, 2013.

SZLAFSTEIN, C. Metodologia de análise e mapeamento de vulnerabilidade na Amazônia. In: CHANG, M. et al. (org.) Metodologias de estudos de vulnerabilidade à mudança de clima. Rio de Janeiro Ed. Interciência, 210 p. 2015.

TORRES, H.G. A demografia do risco ambiental. In: TORRES, H.G., COSTA, H. (org.) População e meio ambiente: debates e desafios. São Paulo: Senac, 2000.

UNITED NATIONS, UN. Sendai Framework for Disaster Risk Reduction 2015-2030. Third United Nations World Conference on Disaster Risk Reduction Sendai, Japan, março de 2015.

WAMSLER, C., BRINK, E., RENTALA, O. Climate change, adaptation and formal education: the role of schooling for increasing societies, adaptative capacities in El Salvador and Brazil. Ecology and Society, v. 17, n. 2, 2012.

WISNER, B., BLAIKIE, P., CANNON, T., DAVIS, I. At risk: natural hazards, people

WISNER, B., Vulnerability. International Encylopedia of Human Geography, p. 176-182, 2009.

Publicado
2019-06-24
Como Citar
PINHO, G. M.; OLIVEIRA, L. C.; ROCHA, M. DE M.; BARROS, A. P. B. G. Mapeamento da Vulnerabilidade de Evacuação em Caso de Desastres Naturais Empregando a Sintaxe Espacial. Revista Brasileira de Cartografia, v. 71, n. 2, p. 328-366, 24 jun. 2019.
Seção
Artigos Originais