“Mãos Limpinhas” no combate à parasitose intestinal

levantamento para orientação virtual educativa

  • Eduarda Ugioni Sachet Universidade do Planalto Catarinense
  • Marina Patrício de Arruda Universidade de Caxias do Sul
Palavras-chave: Parasitose intestinal, Formação médica, Orientação virtual educativa

Resumo

Considera-se que as políticas de saúde nem sempre provocam as mudanças desejáveis e articuladas às necessidades da população, pois, geralmente, seguem marcadas por desigualdades sociais e escassez de recursos públicos para financiamento desse setor. Este texto decorre de uma proposta de pesquisa ação, decorrente de uma ação de extensão, que tem por objetivo levantar dados para a elaboração de material videográfico para divulgação, via TV ou outras mídias eletrônicas, de materiais sobre parasitoses e atividades de orientação educativas de promoção de saúde. Questionários foram aplicados a pais ou cuidadores que circulam pelo Hospital Infantil da cidade de Lages, Santa Catarina, em busca de atendimento para as crianças menores de quinze anos. Os questionários firmaram uma estratégia metodológica importante para o levantamento de dados para a elaboração de material videográfico para a divulgação nas salas de espera de um hospital infantil sobre parasitoses intestinais onde ações efetivas serão realizadas. Esse projeto possibilitou discussões e reflexões junto aos estudantes que o acompanham permitindo assim o fortalecimento da formação médica

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduarda Ugioni Sachet, Universidade do Planalto Catarinense

Graduada em Medicina pela Universidade do Planalto Catarinense, Santa Catarina, Brasil

Marina Patrício de Arruda, Universidade de Caxias do Sul

Pós-doutora em Educação pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil; professora e pesquisadora em estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

Referências

ABREU, C. N. et al. Vivendo esse mundo digital: impactos na saúde, na educação e nos comportamentos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2013. 327 p.

ARAÚJO FILHO, H. B. et al. Parasitoses intestinais se associam a menores índices de peso e estatura em escolares de baixo estrato socioeconômico. Revista Paulista de Pediatria, São Paulo, v. 29, n. 4, p. 521-528, 2011.

BRAGA, D. A. Ambientes digitais: reflexões teóricas e práticas. São Paulo: Cortez, 2013. 148 p.

BEHRMAN, N. et al. Trabalho de Pediatria. 14. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994.

CASTRO, C.; MOLINA, L. Z. As parasitoses intestinais na população do município de Mambu em dois períodos distintos: 1974 e 1986. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 25, n. 3, jul./set. 1992. Doi: 10.1590/S0037-86821992000300005.

DESROCHE, H. Entreprendre d’apprendre: d’une autobiographie raisonnée aux projets d’une recherche-action. Paris: Editions Ouvrières, 1990.

FACCHINI, L. A et al. Avaliação de efetividade da Atenção Básica à Saúde em municípios das regiões Sul e Nordeste do Brasil: contribuições metodológicas. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, supl. 1, p. s159-s172, 2008. Doi: 10.1590/S0102-311X2008001300020.

FREI, F.; JUNCANSEN, C; RIBEIRO-PAES, J. T. Levantamento epidemiológico das parasitoses intestinais: viés analítico decorrente do tratamento profilático. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 12, p. 2919-2925, 2008. Doi: 10.1590/S0102-311X2008001200021.

LOIZOS, P. Vídeo, filme e fotografias como documentos de pesquisa. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 137-155.

LUDWIG, K. M. et al. Correlação entre condições de saneamento básico e parasitoses intestinais na população de Assis-SP. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 32, n. 5, p. 547-555, set./out. 1999. Doi: 10.1590/S0037-86821999000500013.

MINAYO, M. C. S. (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 29. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. 108 p.

MORAES R. G; GOULART, E. G; LEITE I. C. Parasitologia e micologia humana. 4. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica, 2000. 608 p.

MORIN, E. A cabeça bem-feita. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000. 128 p.

MUNIZ-JUNQUEIRA, M. I; QUEIROZ, E. F. O. Relação entre desnutrição energético-protéica, vitamina A e parasitoses em crianças vivendo em Brasília. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 35, p.133-142, 2002.

OLIVEIRA, R. D.; OLIVEIRA, M. D. Pesquisa social e ação educativa. In: Carlos R. B. (org.). Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1981.

OGLIARI, T. C. C.; PASSOS, J. T. Enteroparasitas em estudantes de quintas séries do Colégio Estadual de Terra Boa, Campina Grande do Sul, Paraná (sul do Brasil). Acta Biol. Par., Curitiba, v. 31, n. 1-4, p. 65-70, 2002.

POVOA, M. M. et al. Diagnóstico de amebíase intestinal utilizando métodos coproscópicos e imunológicos em amostras da população da área metropolitana de Belém, Pará, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, n. 16, p. 843-846, 2000.

PRADO, M. S. et al. Prevalência e intensidade da infecção por parasitas intestinais em crianças na idade escolar na Cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 34, n. 1, 2001.

PUPULIN, A. R. T. et al. Envolvimento de acadêmicos em programa integrado visando a melhoria nas condições de vida de comunidades. Acta Scientiarum, Maringá, v. 23, n. 3, p. 725-729. 2015. Doi: 10.4025/actascihealthsci.v23i0.3014.

QUADROS, R. M. de. et al. Parasitas intestinais em centros de educação infantil municipal de Lages, Santa Catarina, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Uberaba, v. 37, n. 5, out. 2004. Doi: 10.1590/S003786822004000500012.

SALCI, M. A. et al. Educação em saúde e suas perspectivas teóricas: algumas reflexões. Texto contexto - enferm., Florianópolis, v. 22, n. 1, p. 224-230, mar. 2013. Doi: 10.1590/S0104-07072013000100027.

SANTOS, M. G.; MASSARA, C. L.; MORAIS, G. S. Conhecimentos sobre helmintoses intestinais de crianças de uma escola de Minas Gerais. Revista Brasileira de Programa de Ciências, São Paulo, v. 42, p. 188-194, 1990.

SIQUEIRA, R. V.; FIORINI, J. E. Conhecimentose procedimentos de crianças em idade escolar frente a parasitoses intestinais. Rev. Un. Alfenas, Alfenas, v. 5, p. 215-220, 1999.

THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011. 136 p.

VARGAS, A. C.; STANGE C. E. B. Educação sanitária: contribuições ao aprendizado em conteúdos de ciências biológicas na educação básica, ensino médio – 2010. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2075-8.pdf. Acesso em: 29 out. 2015.

VIANNA, E. N. Aplicação, padronização e avaliação da técnica de PCR para o diagnóstico diferencial entre Entamoebahistolytica e E. dispar em amostras fecais provenientes de pacientes brasileiros. 2006. 89 f. Dissertação (Mestrado em Parasitologia) – Universidade Federal de Minas Gerais, 2006.

ZAGURY, T. Educar sem culpa: a gênese as éticas. 19. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. 224 p.

Publicado
2019-09-18
Como Citar
SACHET, E. U.; ARRUDA, M. P. DE. “Mãos Limpinhas” no combate à parasitose intestinal. Revista Em Extensão, v. 18, n. 1, p. 176-186, 18 set. 2019.
Seção
Relatos de Experiência