Fazer-saber: reflexões sobre a função acadêmica da extensão universitária

  • Emilse Terezinha Naves Universidade Federal de Goiás (Regional Catalão)
Palavras-chave: Extensão universitária. Saber-fazer. Formação acadêmica. Experiência.

Resumo

 A realização de oficina terapêutica em saúde mental como projeto de extensão proposta aos sujeitos que apresentam graves transtornos mentais, usuários de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mostrou a importância que essa experiência clínica-institucional apresenta para uma formação acadêmica multidimensional, que transcende uma mera aquisição de conhecimento técnico-científico. Nesse sentido, os resultados acadêmicos obtidos nessa ação extensionista permitiu a discussão sobre a posição e a função da extensão universitária no processo de ensino, de construção de conhecimentos e de sua contribuição social. Desse modo, este estudo pretende refletir sobre o impacto das atividades extensionistas na formação do aluno, tentando resgatar a discussão sobre as relações entre o fazer e o saber. Após discutir as considerações teóricas, chegou-se à conclusão que o fazer-saber está diretamente implicado na construção de uma ciência em que seja possível formar e transformar, sendo fiel ao compromisso da Universidade no processo de formação crítica e emancipadora dos sujeitos e da sociedade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Emilse Terezinha Naves, Universidade Federal de Goiás (Regional Catalão)

Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília, professora adjunta IV da Universidade Federal de Goiás

Referências

AMARANTE, P. Psiquiatria social e reforma psiquiátrica. Rio de janeiro: Fiocruz, 1994.

ANDRADE, A. N; MORATO, H. T. P. Para uma dimensão ética da prática psicológica em instituições. Estudos de Psicologia, Natal, v. 9, n. 2, p. 345-353, 2004.

ARIST

BENJAMIM, W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012.

CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.29 Em Extensão, Uberlândia, v. 14, n. 1, p. 9-29, jan./jun. 2015.

GUERRA, A. M. C. Oficinas em saúde mental: percurso de uma história, fundamentos de uma prática. In: FIGUEIREDO, A.C.; COSTA, C.M. (Orgs.). Oficinas terapêuticas em saúde mental: sujeito, produção e cidadania. Rio de Janeiro: Contracapa, 2008. p. 23-58.

FREUD, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1987. (Originalmente publicado em 1905).

_____. Totem e tabu. In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1987. (Originalmente publicado em 1913).

F

GURGEL, R. M. Extensão universitária: comunicação ou domesticação. São Paulo: Cortez, 1986.

JEZINE, E. As práticas curriculares e a extensão universitária. CONGRESSO BRASILEIRO DE EXTENS

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2001.

RUDGE, A. M. Pulsão e linguagem: esboço de uma concepção psicanalítica do ato. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1998.

SANTOS, B. S. Para um novo senso comum: a ciência, o direito e a política na transição paradigmática. São Paulo: Cortez, 2009.

WINNICOTT, D.W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

Publicado
2015-08-12
Como Citar
NAVES, E. T. Fazer-saber: reflexões sobre a função acadêmica da extensão universitária. Em Extensão, v. 14, n. 1, p. 9-29, 12 ago. 2015.
Seção
Artigos Originais