Impuro, imperfeito, impermanente

  • Fábio Tibúrcio Gonçalves Universidade Federal de Catalão - UFCAT
  • Tiago Ribeiro Nunes Universidade Federal de Catalão - UFCAT
Palavras-chave: Sujeito freudiano, Lenine, Vivo

Resumo

Partindo-se de breves considerações introdutórias a respeito da transição epistemológica do sujeito cartesiano para o sujeito freudiano, com ênfase na ruptura e na subversão do discurso psicanalítico como produção de um novo saber no limiar do século XX, o presente artigo pretende fazer uma análise de trechos da letra da canção “Vivo”, gravada no primeiro álbum ao vivo intitulado “In Cité” (2004) do cantor e compositor brasileiro Lenine (1959) que num engenho de síntese poética, lança-se no arrolando de uma série de palavras adjetivas, a princípio desconexas e ilhadas, para, ao final, compor o retrato ontológico de um sujeito marcado pela fragmentação de seu eu e que, a despeito dessa fragmentação e incompletude, continua vivo,estranho, deslocado e aqui presente.

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Biografia do Autor

Fábio Tibúrcio Gonçalves, Universidade Federal de Catalão - UFCAT

Graduação em Direito pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo - Lorena (1998). Licenciatura em Letras - Português (2017) pela Universidade Federal de Goiás - Regional Catalão e mestre (2014) em Estudos da Linguagem pela mesma instituição. Aluno do Curso de Especialização em Psicanálise pela UFG - Regional Catalão e aluno do doutorado em Estudos da Linguagem pelo Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Estudos da Linguagem (PPGEL) pela mesma instituição.

Tiago Ribeiro Nunes, Universidade Federal de Catalão - UFCAT

Professor Adjunto do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Goiás-RC, onde trabalha desde 2006. Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2004), Mestrado em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás (2006) e Doutorado em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (2012).

Publicado
2020-01-02
Como Citar
Gonçalves, F. T., & Ribeiro Nunes, T. (2020). Impuro, imperfeito, impermanente. Perspectivas Em Psicologia, 23(2), 03 - 16. Recuperado de http://www.seer.ufu.br/index.php/perspectivasempsicologia/article/view/52207