Álcool como sintoma: histórias de vida de dependentes

  • Márcio Kobayashi UNIFAAT
  • Marjorie C. R. Silva Centro Universitário Salesiano de São Paulo
  • Geraldo A. Fiamenghi-Jr UNIFAAT
Palavras-chave: alcoolismo, dependência, psicanálise, família.

Resumo

Esta pesquisa objetivou investigar a relação entre dependência do álcool e história de vida num grupo de sete homens, com idades entre 42 a 70 anos, frequentadores, há mais de dois anos, do AA, numa cidade do interior de São Paulo. Apresentou-se aos participantes uma Narrativa Interativa inacabada, elaborada pelos pesquisadores, sobre o tema do alcoolismo, que os participantes completavam por escrito, além de entrevistas gravadas. Foram definidos sete campos de sentido a partir da interpretação das narrativas e das entrevistas, articulados teoricamente com a literatura psicanalítica. Observou-se que cada sujeito possui histórias singulares quanto ao início e permanência no uso do álcool; a importância da fala do sujeito e seu poder curativo; a necessidade de reparação pelos danos causados à própria vida e/ou no ambiente familiar e a identificação dos sujeitos dependentes com o grupo AA, no qual buscam ajuda para recuperação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Márcio Kobayashi, UNIFAAT
Curso de Psicologia.
Marjorie C. R. Silva, Centro Universitário Salesiano de São Paulo
Centro Universitário Salesiano de São Paulo
Geraldo A. Fiamenghi-Jr, UNIFAAT
UNIFAAT

Referências

Campos, E.P (2011). Holding: um conceito winnicottiano. In Campos, E.P. Quem cuida do cuidador: uma proposta para os profissionais da saúde. (4ª. Ed). Petrópolis, RJ: Vozes.

Chagas, M.T.T. (2008). O alcoolismo e o grupo de Alcoólicos Anônimos: O conhecimento de alcoolistas. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental, 2(4-5), 190-215.

Dor, J. (1989). Introdução à leitura de Lacan: O inconsciente estruturado como linguagem. São Paulo: Artmed.

Freud, S. (1921/1976). O ego e o Id e outros trabalhos. In Freud, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago.

Freud, S. (1923/1976a). Psicologia de grupo e a análise do ego. In Freud, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago.

Freud, S. (1923/1976b). Dois verbetes de Enciclopédia. In Freud, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago.

Freud, S. (1930/1997). O mal-estar na civilização. In Freud, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago.

Galvão, V.L.B.S. (2001) Gozo e alcoolismo. Cogito, 3, 91-93. Recuperado em 15/10/2017 em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S151994792001000100011&script=sci_arttext.

Gianesi, A.P.L. (2005). A toxicomania e o sujeito da psicanálise. Psychê, ano IX(15), 125-138. Recuperado em 24/03/2016 em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psyche/v9n15/v9n15a10.pdf.

Gigliotti, A. & Bessa, M.A. (2004). Síndrome de Dependência do Álcool: Critérios diagnósticos. Revista Brasileira de Psiquiatria, 26, 11-13. Recuperado em 24/03/2016 em: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v26s1/a04v26s1.pdf.

Granato, T.M.M.; Corbett, E. & Aiello-Vaisberg, T.M.J. (2011). Narrativa interativa e psicanálise. Psicologia em Estudo, 16(1), 157-163. Recuperado em 15/10/2017 em http://www.scielo.br/pdf/pe/v16n1/a18v16n1.pdf.

Gurfinkel, D. (2007). Adições: da perversão da pulsão à patologia dos objetos transicionais. Psyche, 11(20), 13-28. Recuperado em 20/08/2017 em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S141511382007000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Mello Filho, J. de M. (2001). O ser e o viver: Uma visão da obra de Winnicott. São Paulo: Casa do psicólogo.

Melman, C. (2000) Alcoolismo, delinquência e toxicomania: uma outra forma de gozar. São Paulo: Escuta.

Ministério da Saúde (2012). Alcoolismo. Brasília. Recuperado em 05/05/2017 em http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/alcoolismo.

Nogueira, C. S. P. (2006). A família na toxicomania. In, Cirino, O.; Medeiros, R. (Orgs.). Álcool e outras drogas: impasses, escolhas e saídas possíveis. (pp. 147-156). Belo Horizonte: Autêntica.

Queiroz, T. C. N. (2005). Do desmame ao sujeito. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2005

Reis, T.R. (2007)

Ribeiro, C.T. (2009). Que lugar para as drogas no sujeito? Que lugar para o sujeito nas drogas? Uma leitura psicanalítica do fenômeno do uso de drogas na contemporaneidade. Ágora, XII(2), 333-346. Recuperado em 24/03/2017 em http://www.scielo.br/pdf/agora/v12n2/v12n2a12.pdf.

Ribeiro, D.A.; Cunha, G.O.D. & Azarias, L. (2011). Uma análise do programa de recuperação dos alcoólicos anônimos. Conexão Ciência (Online), 6(2), 59-74. Recuperado em 07/07/2017 em https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/ojs/index.php/conexaociencia/article/view/88

Santos, A.B.; Queiroz, T.C. & Lins, L. (2007). O estádio do espelho e suas relações com as toxicomanias. Anais do IX Encontro de Extensão da UFPB-PRAC, João Pessoa, PB. Recuperado em 16/04/2017 em: http://www.prac.ufpb.br/anais/IXEnex/extensao/documentos/anais/6.SAUDE/6CCSDMIPEX01.pdf.

Stacechen, L.F. & Bento, V.E.S. (2008). Consumo excessivo e adição na pós-modernidade: Uma interpretação psicanalítica. Fractal: Revista de Psicologia, 20(2), 421-436. Recuperado em 23/03/2017 em: http://www.scielo.br/pdf/fractal/v20n2/09.pdf.

Winnicott, D.W. (1975). O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago.

Winnicott, D.W. (1983). O ambiente e os processos de maturação. São Paulo: Artmed.

Winnicott, D.W. (1990). A capacidade de estar só. São Paulo: Artmed.

Winnicott, D.W. (2000). Da pediatria à psicanálise. Rio de Janeiro: Imago.

Publicado
2018-12-31
Como Citar
Kobayashi, M., Silva, M. C. R., & Fiamenghi-Jr, G. A. (2018). Álcool como sintoma: histórias de vida de dependentes. Perspectivas Em Psicologia, 22(2). https://doi.org/10.14393/PPv22n2a2018-08