Mudanças na rotina profissional de mulheres jornalistas devido ao assédio sexual, verbal e moral

  • Tatiane Gonsales Campagna FIAM -FAAM - Centro Universitário – São Paulo - Brasil
  • Letícia Paula Kutzke FIAM -FAAM - Centro Universitário – São Paulo - Brasil
Palavras-chave: Jornalismo, Mulheres jornalistas, Assédio, Trabalho

Resumo

As mudanças ocorridas no mercado de trabalho, principalmente oriundas do pós-fordismo, mudaram as relações de trabalho. Com isso, episódios de assédio ocorridos nas rotinas de trabalho passam a ganhar notoriedade em estudos e noticiários – e com as mulheres jornalistas não é diferente, desencadeando em campanhas como “#jornalistascontraoassedio”. Assim, fora feita pesquisa com 181 mulheres jornalistas a fim de compreender se há algum tipo de alteração no exercício de suas profissões após sofrerem assédio, seja este verbal, moral ou sexual. Como resultado, tem-se que a maioria sofreu assédio e, apesar de retratarem, de forma objetiva em questionário, que tal fato em nada modificou o modo de fazerem jornalismo, seus depoimentos espontâneos e anônimos mostram mudanças de comportamento, setores e até de carreira.

 

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Tatiane Gonsales Campagna, FIAM -FAAM - Centro Universitário – São Paulo - Brasil

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Letícia Paula Kutzke, FIAM -FAAM - Centro Universitário – São Paulo - Brasil

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Publicado
2019-12-30