Aberturas e atravessamentos

poéticas da ação na arte hoje

  • Maria Elisa Martins Campos Amaral Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: arte, espaço público, ativismo, fronteiras, cotidiano

Resumo

O sentido da abertura e do atravessamento vem explicitar nesse artigo o potencial de muitas manifestações artísticas ativadas nos espaços públicos, nos conduzirem a interações multidisciplinares e contaminações com a cidade e o espaço social, através de ruídos e provocações diversificadas. Três iniciativas de artistas de Belo Horizonte, uma em forma de edital aberto em três versões consecutivas a coletivos e artistas individuais, auxiliam essa reflexão, buscando apontar a diversidade de possibilidades, ferramentas e condutas artísticas que se apropriam de circunstâncias rotineiras e por vezes banais, para mergulharem de forma contundente, poética e crítica, no cotidiano das cidades. O Caso Vecana, elaborado pelo Coletivo Marimbondo, algumas das experiências encampadas pelo artista Paulo Nazareth e o projeto Muros: Territórios Compartilhados, são os estudos de caso apresentados e é dentro desse breve conjunto que se propõe questionar fronteiras geopolíticas e artísticas que, na atualidade se encontram visivelmente borradas.

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Biografia do Autor

Maria Elisa Martins Campos Amaral, Universidade Federal de Minas Gerais
Artista-pesquisadora, graduou-se em Artes Plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado / SP (1986), Mestre em Arte pela Escola de Belas Artes da UFMG (2001) e Doutorado em Arte pela mesma Escola (2011), com pesquisa sobre a materialidade da imagem na arte, realizando estágio (bolsa PDEE/CAPES) na Université Paris8, Saint Denis, FR.
Publicado
2020-07-23
Como Citar
Amaral, M. E. M. C. (2020). Aberturas e atravessamentos. OuvirOUver, 16(1), 174-187. https://doi.org/10.14393/OUV-v16n1a2020-51491