Uma geografia sensível a um centro

as poéticas de Marília Garcia na paisagem da poesia contemporânea brasileira

  • Ana Paula Grillo El-Jaick Universidade Federal de Juiz de Fora
Palavras-chave: Marília Garcia, Poesia contemporânea brasileira, Deslocamento

Resumo

A poética de Marília Garcia, jovem poeta brasileira agraciada com o primeiro lugar do importante prêmio Oceanos de literatura de língua portuguesa em 2018, é o tema deste artigo, como uma leitura metonímica da produção de uma geração de poetas contemporâneos brasileiros. A abordagem se dá pelo viés flagrado pelo também poeta e tradutor Paulo Henriques Britto, que vê um cosmopolitismo entre tais jovens poetas. Neste texto, levanto a hipótese de que esse cosmopolitismo resvala em uma cartografia própria no trabalho de Garcia, em uma geografia desconcertante e de movimento incessante, tirando o leitor de seu lugar e colocando-o em território di/verso. Tal cosmopolitismo será entendido menos como uma antropofagia dos novíssimos poetas e mais como uma “mutuofagia” que não problematiza a “cor local” brasileira. Finalmente, defendo que o deslocamento é o procedimento poético por excelência de Garcia, como espécie de metodologia poética em que o método é o poema.

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Biografia do Autor

Ana Paula Grillo El-Jaick, Universidade Federal de Juiz de Fora
Professora Adjunta da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Pós-doutorado pela Universidade Federal Fluminense. Doutora em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo recebido bolsa sanduíche para pesquisar na
Publicado
2020-07-23
Como Citar
El-Jaick, A. P. G. (2020). Uma geografia sensível a um centro. OuvirOUver, 16(1), 56-68. https://doi.org/10.14393/OUV-v16n1a2020-50960
Seção
Dossiê Geografias sensíveis: paisagens, territórios, fronteiras