Territ´órios inexatos

paradigmas de espacialidade na arte conceitual

  • Fábio Visnadi Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte. Museu de Arte Contemporânea. Universidade de São Paulo ( USP) , Brasil https://orcid.org/0000-0001-6559-0767
Palavras-chave: arte conceitual, espacialidade, forma, conceito

Resumo

O artigo é o resultado parcial de investigações realizadas acerca de paradigmas de espacialidade na arte conceitual, com base em uma metodologia experimental que procura esboçar uma morfologia de tal gênero artístico através da categorização dos eixos de desmaterialização e descentralização do objeto artístico em torno do espaço e tempo. No presente escrito, investiga-se a maneira como a espacialidade pode se manifestar dentro da arte conceitual através de três possibilidades: nos eixos limítrofes, esquadrinha-se a obra “Le socle du monde” de Piero Manzoni, declaração do artista italiano de que o mundo inteiro constituía uma obra de arte (representando, portanto, uma espécie de geografia absoluta), e “The space between pages 29 & 30”, de Robert Barry, espécie de númeno que abstrai a intuição artística em prol de um espaço impossível. Nos meridianos entre esses hemisférios que variam do território absoluto ao território impossível, pesquisa-se a indeterminação espacial em obras que não contam com uma fronteira espacial pré-definida em exemplares de Vito Acconci, Guy Debord, Richard Long, Christo e Jeanne-Claude.

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Biografia do Autor

Fábio Visnadi, Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte. Museu de Arte Contemporânea. Universidade de São Paulo ( USP) , Brasil
Fábio Visnadi se formou em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas no ano de 2014. Atualmente, é doutorando direto do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo, com bolsa concedida (processo nº 2018/06469-4) pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Sua pesquisa tem como tema a escultura minimalista dos anos 60 e 70 enquanto meridiano entre a arte moderna e contemporânea.

 

 

Publicado
2020-07-23
Como Citar
Visnadi, F. (2020). Territ´órios inexatos. OuvirOUver, 16(1), 30-38. https://doi.org/10.14393/OUV-v16n1a2020-50956
Seção
Dossiê Geografias sensíveis: paisagens, territórios, fronteiras