O corpo no cinema silencioso em Béla Balázs e F.W. Murnau

Palavras-chave: Béla Balázs, F.W. Murnau, História das artes, Cinema, Estética

Resumo

O objetivo deste artigo é estabelecer relações entre o pensamento do filósofo húngaro Béla Balázs e alguns filmes do cineasta alemão F.W. Murnau no que concerne aos estudos sobre o corpo no cinema silencioso. Para Balázs, gestos e expressões faciais constroem uma linguagem, possibilitando a compreensão do destino das personagens. A linguagem do corpo no cinema mudo relaciona-se, por um lado, com a língua do homem em seu estado original; por outro, com as poses e expressões já pesquisadas em outras formas de artes: cênicas e visuais. Alguns filmes de Murnau servem de exemplo para pensar sobre essas questões. Trata-se de buscar uma interface horizontal entre filosofia e arte, considerando seu modo de coexistência no periodo em que o cinema não falava.

 

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Biografia do Autor

Clêmie Ferreira Blaud, FFLCH - USP

Clêmie Ferreira Blaud é doutoranda em Ética e Filosofia Política (FFLCH-USP) com bolsa Fapesp, mestre em Estética e Filosofia da Arte, bacharelado e licenciatura em Filosofia pela mesma universidade com período de intercâmbio na Université de Paris-Sourbonne IV e bacharelado em Comunicação Social com Habilitação em Cinema (ECA-USP). Dedica-se, atualmente, à pesquisa acadêmica sobre questões das mulheres e de gêneros, partindo do pensamento de Marie de Gournay, autora do século XVII, cujas ideias alcançam a perspectiva do feminismo contemporâneo. Desenvolve atividade artística com o cinema experimental independente buscando refletir sobre as relações entre ética e estética.

Publicado
2020-07-24
Como Citar
Ferreira Blaud, C. (2020). O corpo no cinema silencioso em Béla Balázs e F.W. Murnau. OuvirOUver, 16(1), 202-216. https://doi.org/10.14393/OUV-v16n1a2020-48886