Violentar o Corpo da Imagem: uma estratégia para representar e resistir à  barbárie

  • Camila Monteiro Schenkel Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

O presente artigo busca refletir sobre a representação e a problematização da violência em trabalhos de arte contemporânea, tomando como fio condutor "Postais para Charles Lynch", do coletivo Garapa. Na obra, o grupo provoca falhas e ruídos em frames extraídos de vídeos de linchamentos para velar sua reprodução explícita e, simultaneamente, violar o corpo da imagem. Por meio da análise desse trabalho, da realização de entrevistas com os artistas e do diálogo com reflexões desenvolvidas por Joan Fontcuberta, Hito Steyerl e Jacques Rancière, procura-se investigar a presença e a circulação de imagens de suplício público do corpo no contexto da cultura digital, assim como o potencial da arte para ressignificá-las.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Camila Monteiro Schenkel, Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professora e pesquisadora do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui doutorado em Artes Visuais no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, área de concentração História, Teoria e Crítica da Arte, com estágio de doutorado-sanduíche no Departamento de Artes Visuais da Università di Bologna. Coordenou o Programa Educativo da Fundação Iberê Camargo entre 2012 e 2017, desenvolvendo atividades como preparação e supervisão de mediadores, pesquisa e criação de materiais didáticos, concepção e produção de cursos de formação, palestras e seminários sobre as áreas de arte e educação. Em 2017, desenvolveu pesquisa de pós-doutorado no PPGAV-UFRGS com bolsa CAPES PNPD.
Publicado
2019-06-17
Como Citar
Schenkel, C. M. (2019). Violentar o Corpo da Imagem: uma estratégia para representar e resistir à  barbárie. OuvirOUver, 15(1), 158-170. https://doi.org/10.14393/OUV24-v15n1a2019-11
Seção
Artigos