O teatro de Gabriela da Cunha e a dança de Maria Eugenia

a incapturabilidade do acontecimento teatral pela perspectiva de M. de Assis, W. Benjamin e J. Dubatti

Palavras-chave: Gabriela da Cunha, incapturabilidade do acontecimento teatral, Jorge Dubatti, Maria Eugenia, Walter Benjamin

Resumo

No presente artigo desenvolvemos uma crítica acerca do trabalho que Maria Eugenia, dançarina brasileira contemporânea, faz sobre danças populares do Brasil. Para tanto, empregamos as reflexões de Walter Benjamin, em especial as contidas nos ensaios “A obra de arte na época da possibilidade de sua reprodução técnica”, e “O contador de histórias”, e a filosofia do teatro proposta por Jorge Dubatti, na qual ele preconiza uma formalização crítica quanto à abordagem de artes teatrais que têm como característica indissociável a incapturabilidade. Por essa perspectiva, entendemos que a crítica de Machado de Assis acerca da atuação da atriz Gabriela da Cunha já se alinha a aspectos da teoria crítica sobre o teatro que posteriormente será desenvolvida por J. Dubatti. Por esse motivo, tomamos essa crítica de Machado de Assis como modelo para a nossa crítica acerca do trabalho da dançarina Maria Eugenia, uma vez que a dança é uma prática teatral incapturável, que sequer conta com um texto escrito.

 

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Biografia do Autor

Nicolas Pelicioni de Oliveira, UNESP

Nicolas Pelicioni de Oliveira é doutorando em Letras pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de São José do Rio Preto, na área de Teoria e Estudos Literários, sob a orientação do professor Dr. Cláudio Aquati com a pesquisa A construção do mito em Katerina Gógou: a biografia como elemento de interferência na recepção da obra literária. Defendeu o Mestrado (2019) também pela UNESP, com o mesmo orientador. É licenciado em Português e Inglês (2015).

Cláudio Aquati, UNESP/São José do Rio Preto

Cláudio Aquati é Professor Assistente da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de São José do Rio Preto. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em língua e literatura latina. Atua principalmente nos temas: romance antigo, romance latino (Satíricon, de Petrônio e O Asno de Ouro, de Apuleio) e sátira. Graduado em Letras Clássicas e em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (1985), defendeu Mestrado (1991) e Doutorado (1997), ambos em Letras Clássicas, também pela USP.

Publicado
2020-07-24
Como Citar
Oliveira, N. P. de, & Aquati, C. (2020). O teatro de Gabriela da Cunha e a dança de Maria Eugenia. OuvirOUver, 16(1), 230-246. https://doi.org/10.14393/OUV-v16n1a2020-42642