Aura fractal, fins da arte e capitalismo primitivista

  • Leonardo Carvalho Bertolossi Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

Objetiva-se refletir sobre as relações entre as artes visuais e a antropologia a partir do texto seminal de Walter Benjamin sobre a aura para pensar sobre as finalidades e os fins da metafísica da arte no Ocidente diante dos diagnósticos de fim de mundo/fim da história da arte, e da vitória do espetáculo e da indústria cultural no capitalismo contemporâneo. O artigo apresenta alguns dos sentidos da arte no mundo ocidental e em especial no romantismo, avança sobre a crise e o fim dos modelos estruturais e cognitivos do pensamento artístico moderno, destaca o interesse pela política e pela vida, e se indaga sobre a retomada do primitivismo nas artes visuais e na antropologia contemporânea como redenção e renovação das mortes anunciadas.

ABSTRACT

The objective is to reflect on the relations between the visual arts and anthropology from Walter Benjamin's seminal text on the aura to think about the purposes and ends of the metaphysics of art in the West in the face of end-of-world/end-of-art history, and the victory of spectacle and cultural industry in contemporary capitalism. The article presents some of the meanings of art in the Western world and especially in Romanticism, advances on the crisis and the end of the structural and cognitive models of modern artistic thought, highlights the interest in politics and life, and inquires about the resumption of Primitivism in the visual arts and contemporary anthropology as redemption and renewal of the announced deaths.

KEYWORDS

Anthropology of art, aura, soul, thanatology, primitivism

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Biografia do Autor

Leonardo Carvalho Bertolossi, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Bacharel e Licenciado em História pelo IFCS/UFRJ (2006), fez o mestrado em Antropologia Social no Museu Nacional/UFRJ (2010), e o doutorado na mesma área na FFLCH/USP (2015). No mestrado pesquisou com apoio CAPES e FAPERJ as políticas e poéticas de representação indígenas norte-americanas do NMAI, do Smithsonian Institute, em Washington D.C, Maryland e Nova York, com ênfase nas exposições de artistas contemporâneos indígenas norte-americanos. No doutorado pesquisou com apoio CNPq o circuito e o mercado primário de arte contemporânea nos anos 80 e 90, com ênfase na geração 80, na Bienal de São Paulo, e no debate em torno da identidade e dos rumos da internacionalização da arte contemporânea brasileira e latino-americana. Foi professor substituto de Antropologia da UERJ (2013) e da UFF (2016-7), e foi curador da exposição de artes visuais "Uterutopias" no espaço A MESA. Desde 2013 vem ministrando cursos de extensão de Antropologia da Arte no CPC Casa de Dona Yayá da USP, no CCJF, na EAV/Parque Lage, na Casa do Saber Rio, e na Casa França-Brasil. Atualmente é pós-doutorando em Artes Visuais com apoio CAPES pelo PPGAV/EBA-UFRJ.
Publicado
2017-10-31
Como Citar
Bertolossi, L. C. (2017). Aura fractal, fins da arte e capitalismo primitivista. OuvirOUver, 13(2), 418-435. https://doi.org/10.14393/OUV21-v13n2a2017-6
Seção
Dossiê: Sistema das Artes Visuais no Brasil