Políticas de Internacionalização das Vanguardas argentinas: Novos modelos institucionais na década de 1960

  • Luiza Mader Paladino Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Arte Latino-americana, Arte de Vanguarda, Exposições de Arte.

Resumo

Este artigo procura refletir sobre a relação entre o desenvolvimento das vanguardas artísticas argentinas, ao longo da década de 1960, e a urgência de um novo modelo institucional. O Instituto Di Tella, entidade que protagonizou esse circuito modernizador, se amparou em uma nova modalidade de mecenato cultural privado, ligado aos setores da burguesia industrial, e disposto a apoiar o surgimento de novas vanguardas. O foco deste trabalho se dará nos modos pelos quais esta instituição promoveu e consagrou essas novas vanguardas, sobretudo as advindas da Pop Art, por meio da análise de exposições e premiações que fizeram parte de uma ampla agenda de internacionalização da arte local. Para melhor compreender essas políticas de internacionalização, pretende-se avaliar quais foram os processos de seleção, a composição dos jurados, a legitimação de artistas e dos novos movimentos artísticos desse recente circuito. Ou seja, quem foram esses artistas e por meio de quais linguagens era possível alcançar a internacionalização da arte argentina. A metodologia utilizada para este estudo baseia-se na intersecção entre a pesquisa bibliográfica e a análise de obras com o levantamento de diversos documentos primários do Arquivo do Instituto Torcuato Di Tella, de Buenos Aires.

Biografia do Autor

Luiza Mader Paladino, Universidade de São Paulo
Luiza Mader Paladino é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo.
Publicado
2016-12-16