Gradação visual na música micropolifônica de György Ligeti

  • Claudio Horacio Vitale Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Resumo

Neste artigo estudamos aspectos da música micropolifônica de György Ligeti. Tratamos da construção rítmica e harmônica, da técnica da talea e do cânone em Lux Aeterna, dos limiares da percepção e dos processos de evolução progressiva do tempo. Estabelecemos correspondências entre a gradação visual e a gradação sonora tomando como ponto de partida as reflexões desenvolvidas por Wicius Wong na área do desenho gráfico. Este tipo de análise traz à tona as semelhanças entre imagens e sons que o próprio compositor comenta em escritos e entrevistas. A ilusão, própria da gradação, é um dos efeitos causados tanto pelas obras de arte de artistas como Escher ou Klee, quanto pelas obras do próprio compositor. Concluímos que, ao representarmos visualmente processos musicais observamos comportamentos semelhantes; podemos "ouvir" as transformações progressivas de um desenho, como "ver" a construção gradual de uma música.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
2016-12-16
Como Citar
Vitale, C. H. (2016). Gradação visual na música micropolifônica de György Ligeti. OuvirOUver, 12(2), 390-405. https://doi.org/10.14393/OUV19-v12n2a2016-11
Seção
Dossiê Interfaces das Artes