Documenter le futur: fantasmes, projections et decalages spatiotemporels

  • Alice Forge Universidade de Paris-1 Panthéon-Sorbonne
Palavras-chave: Documentation future, paradoxe temporel, vozes fantasmas

Resumo

Le concept de documentation future recèle un paradoxe : le mot documenter renvoie à des traces relevées dans un passé factuel, tandis que le futur ne peut, par définition, être qu'incertain, que l'objet de fantasmes, de projections. L'analyse suivante questionne ce paradoxe à travers l'analyse d'un motif cinématographique : un homme et une femme face à une tranche de séquoia, représentation symbolique du temps. Ce motif apparait dans trois oeuvres majeures du cinéma : Vertigo, d'Alfred Hitchcock, La Jetée de Chris Marker, et l'Armée des douze singes, de Terry Gilliam. La répétition de ce motif est mise en rapport avec l'ouvrage de Pierre Bayard, Le plagiat par anticipation, afin de l'envisager sous l'angle du paradoxe temporel, plutôt que sous le régime de la chronologie historique. Cette analyse prend pour point de départ une oeuvre intitulée Vozes Fantasmas, qui sur le principe de la documentation future propose d'écouter des murmures de spectateurs visitant une exposition qui n'a pas eu lieu. RESUMO O conceito de documentação do futuro evoca um paradoxo: o verbo documentar refere-se a traços ou rastros preservados de um passado factual, enquanto o futuro por definição é algo incerto, objeto de especulações, fantasias e projeções. Nossa reflexão questiona este paradoxo a partir da análise de uma cena cinematográfica: um homem e uma mulher em frente de um corte de sequoia, que é a representação simbólica do tempo. Esta cena aprece em três grandes obras do cinema: Vertigo (Um corpo que cai) de Alfred Hitchcock, La Jetée de Chris Marker, e Os Doze Macacos de Terry Gilliam. A repetição desta cena é abordada em relação à obra de Pierre Bayard, Plágio por antecipação, a fim de considerá-la em termos de paradoxo temporal, e não como uma cronologia histórica. Esta análise tem como ponto de partida um trabalho artístico intitulado Vozes Fantasmas, que seguindo o princípio de documentação do futuro propõe ouvir os sussurros de espetadores durante uma exposição que ainda não aconteceu. PALAVRAS-CHAVE Documentação do futuro, paradoxo temporal, vozes fantasmas.

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Biografia do Autor

Alice Forge, Universidade de Paris-1 Panthéon-Sorbonne
Alice Forge, doutoranda em Artes Plásticas e Ciências da Arte na Universidade de Paris-1 Panthéon-Sorbonne. Nasceu em Paris em 1985 onde vive e trabalha. Artista plástica, mestre em Arte desde 2010 pela Universidade de Paris-1 Panthéon-Sorbonne. Desenvolve pesquisa de doutorado, sob a orientação do professor doutor Bernard Guelton, na linha de pesquisa
Publicado
2015-10-28
Seção
Dossiê Espaços Outros: : territórios do virtual e do ficcional