Arte Cinética e linguagem matemática: os desafios interdisciplinares de Jesús Soto

  • Mariela Brazón Hernández Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Arte Cinética, Arte e Ciência, Arte e Matemática, Jesús Soto, Arte Latino-americana.

Resumo

Este artigo aborda os diálogos que o artista Jesús Soto — pioneiro da arte cinética — estabelece com a linguagem matemática, movido pelo desejo de atingir a máxima objetividade no processo criativo e de garantir à obra um alcance universal. Objetividade e universalidade são valores que Soto persegue ao longo da sua produção, impulsionado, basicamente, por uma confiança plena na ciência e nos seus princípios reitores. Assim, a matemática instaura-se como um importante recurso estrutural que o ajuda a gerar imagens independentes do seu universo subjetivo. Mais ainda, Soto insiste em concretizar a obra mediante uma linguagem que considera compreensível por todos (a abstração), e trabalha para que ela seja apreendida em seus aspectos mais essenciais. Para satisfazer os requerimentos de universalidade e objetividade, o artista apóia certos passos do processo criativo em fórmulas e relações matemáticas predefinidas ou em parâmetros gerados aleatoriamente.

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Biografia do Autor

Mariela Brazón Hernández, Universidade Federal da Bahia
professora adjunta da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. Possui Bacharelado em Computação - Universidad Central de Venezuela (1989), Bacharelado em Artes - Universidad Central de Venezuela (1998), Mestrado em Artes Visuais - Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e Doutorado em Artes Visuais - Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Atua nas seguintes linhas de pesquisa: relações entre arte e ciência, arte cinética e arte latino-americana.
Publicado
2011-04-12
Como Citar
Hernández, M. B. (2011). Arte Cinética e linguagem matemática: os desafios interdisciplinares de Jesús Soto. OuvirOUver, 6(2). Recuperado de http://www.seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/12301