Olhares & Trilhas http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas <p>A Olhares &amp; Trilhas (ISSN:1983.3857 - online) é o periódico quadrimensal da Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia (Eseba/UFU), avaliado como B1 na Área de Ensino no quadriênio Qualis/Capes 2013-2016, e seus números são publicados em abril, agosto e dezembro de cada ano. A revista objetiva a publicação de artigos, relatos de experiências e de pesquisas, resenhas, galerias e outras produções de professores e pesquisadores em todos os níveis e modalidades de ensino.</p> EDUFU pt-BR Olhares & Trilhas 1518-2851 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>Autores mantêm os direitos autorais e concedem à&nbsp; revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons Attribution License</a>, que permite o compartilhamento irrestrito com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</p> <p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> Expediente http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/56945 <p>Neste número da O&amp;T</p> Claudia Goulart Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 146 345 10.14393/OT2020v22.n.2.56945 A importância da poesia no desenvolvimento psíquico do estudante de nível médio http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/43278 <p>Este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância da poesia no desenvolvimento psíquico superior dos estudantes do ensino médio. Por meio de um levantamento bibliogr,áfico é realizada uma reflexão sobre a importância do professor como mediador no processo de ensino-aprendizagem e como a poesia é uma ferramenta importante para o desenvolvimento do estudante. As reflexões são norteadas por Calkins (1989), Bakhtin(2014), Leontiev(2014), Luria(1979,1996), Perrotti(1986) e Vygotsky (2007,2010). Posteriormente, é apresentada uma experiência em sala de aula do curso técnico de Eletroeletrônica do IFCE. Os estudantes sentiram-se motivados para a escrita de um discurso polifônico, aberto e multidirecionado que é a poesia. Compartilharam suas experiências, sentimentos e valores.</p> Fabíola Fernandes Andrade Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 152 162 10.14393/OT2020v22.n.2.43278 Medicalização da infância http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/52867 <p>O uso de medicamentos, em especial o metilfenidato, por crianças diagnosticadas com transtornos de comportamento e/ou de aprendizagem, cresce, exageradamente, no Brasil. Neste estudo, apresentamos o resultado de uma pesquisa bibliográfica de artigos sobre a medicalização da infância, publicados entre 2002 e 2017. Selecionamos trinta artigos, destacando o ano de publicação, as revistas, as áreas de pesquisa dos autores e seus posicionamentos quanto à indicação e/ou ao uso de psicofármacos por crianças com diagnósticos frutos de queixas de problemas escolares. Nessas análises descritivas buscamos quais são as contribuições das publicações para a Educação. Os resultados indicaram que 90% dos trabalhos têm pelo menos um autor da área da Psicologia. &nbsp;Todos os autores dos artigos selecionados fizeram críticas à patologização e à medicalização das crianças como forma de escamotear fatores sociais. Diante dos indicadores obtidos, conclui-se que há necessidade de mais reflexões problematizando o fenômeno, além de discussões que busquem a superação da medicalização da infância. É imprescindível que profissionais da Educação compreendam as causas e consequências desse fenômeno.</p> Jaqueline da Silva Teodoro Luciana Aparecida Nogueira da Cruz Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 163 182 10.14393/OT2020v22.n.2.52867 Em Busca de vestígios e sinais de um professor em formação experiencial http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/55629 <p>Interpretamos duas narrativas autobiográficas de um dos autores do artigo, buscando responder às questões: Como esse contar sobre a história vida de um professor colabora para a formação docente? Que contribuições a abordagem (auto)biográfica e a hermenêutica trazem às narrativas e à formação de professores? Na interpretação das narrativas utilizamos a noção de tempo de Ricoeur (2010) e de aprendizagens experienciais de Josso (2010). As histórias estão preenchidas por imagens-vestígios e imagens-sinais. Na narrativa, a memória resgata do passado imagens-vestígios enquanto que a expectativa evoca acontecimentos que ainda não existem na forma de imagens-sinais, antecipando o futuro. Então, o brincar de ser professor na infância funcionou como uma imagem-vestígio que a memória do narrador resgatou no presente. Ao ser trazida para as narrativas, essa brincadeira antecipou um futuro que está presente, sua condição de professor. Como conclusão encontramos que: a) os estudos (auto)biográficos podem favorecer a reflexão do professor, de modo que se volte sobre sua própria história de vida e possa tornar-se sujeito de sua formação; b) pela escrita das narrativas o sujeito ganha existência, sintoniza-se com a sua história, atualizando-a, revisitando imagens de um tempo vivido consigo mesmo, com outras pessoas e em diferentes contextos.</p> Gustavo Ferreira Maria Luiza Gastal Maria Rita Avanzi Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 183 202 10.14393/OT2020v22.n.2.55629 A prática docente na Educação de Jovens e Adultos: construindo novas possibilidades http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/55218 <p>O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a possibilidade de novas práticas na Educação de Jovens e Adultos, apontando para novos horizontes para esta modalidade de ensino. Esta reflexão teve como ponto de partida a prática de Estágio, no curso de Licenciatura em Pedagogia a Distancia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A realidade da EJA no país nos mostra que, embora seja uma modalidade diferente da educação regular, as práticas ali estabelecidas refletem velhas práxis docentes centradas no conteúdo, sem considerar os sujeitos, sua história, sua realidade e necessidades. Neste sentido, a partir do trabalho desenvolvido com a metodologia dos Projetos de Aprendizagem (PA), considerando os sujeitos como foco central da prática docente, buscou-se transformar o espaço da sala de aula em um ambiente dinâmico, de interação, de práticas colaborativas e aprendizagem, explorando os espaços escolares e as tecnologias da informação e comunicação</p> DIEGO LUTZ Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 203 220 10.14393/OT2020v22.n.2.55218 A natureza da linguagem escrita nas perspectivas histórica e psicológica http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/52271 <p>O objetivo deste artigo é apontar a escrita como uma modalidade de linguagem gráfica e autônoma, em relação à oralidade, e apresentar algumas implicações pedagógicas para a organização do processo de ensino e de aprendizagem da escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental, à luz da psicologia histórico-cultural. Para situar a questão abordada e ajudar na discussão, busca-se subsídios teóricos na perspectiva histórica da escrita, por compreender que ela fornece contribuições valiosas para o estudo do signo linguístico e ajuda a esclarecer a confusão – também apontada na psicologia histórico-cultural – em torno da relação supostamente unívoca entre os aspectos oral e escrito dos signos. Por meio de uma revisão conceitual sobre o signo e a escrita, considera-se que a escrita é desenvolvida tanto na história da humanidade quanto na história de cada criança por meio de um processo de apropriação cultural cujo princípio é o uso simbólico do aspecto gráfico para expressar, trazendo à tona a discussão da maneira como hoje se concebe a escrita e a considera como objeto de ensino e de aprendizagem no contexto escolar para favorecer o desenvolvimento cultural das crianças.</p> Anderson Borges Corrêa Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 221 237 10.14393/OT2020v22.n.2.52271 A investigação histórica nas aulas de História da Educação Básica http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/43100 <p>Este texto apresenta alguns resultados&nbsp;</p> Astrogildo Fernandes da Silva Júnior Astrogildo Silva Júnior Franciele Amaral Rodrigues dos Santos Amaral Santos Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 238 250 10.14393/OT2020v22.n.2.43100 A Construção do currículo da disciplina Filosofia na Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia – Eseba/UFU http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/51061 <p>Este relato de experiência apresenta uma reflexão sistematizada acerca da inserção da disciplina de Filosofia desde o 1º ano do ensino fundamental por entender que eta é uma área do conhecimento essencial para a formação do pensamento crítico e reflexivo. Deste modo, auxilia o indivíduo no bem pensar para o reto agir. Diferencia a Filosofia de outros saberes e reflete sobre seu surgimento na Grécia Antiga até chegar à contemporaneidade, quando se tornou uma disciplina escolar. Aborda a situação da disciplina no período da Ditadura Militar e das leis que, ora retiram, ora inserem a disciplina no currículo da Educação Básica. Apresenta também que, assim como o filósofo norte-americano Matthew Lipman, criador do programa de Filosofia para Crianças, os autores deste relato trabalham em prol dessa disciplina e se preocuparam em desenvolver nas crianças, desde o primeiro ano do ensino fundamental, &nbsp;conhecimentos básicos do universo da Filosofia. Por não concordarmos plenamente com as ideias e práticas propostas por Lipman, este trabalho apresenta o percurso da criação do currículo de Filosofia para ser utilizado na Escola de Educação Básica da Universidade Federal de Uberlândia, M.G.</p> Luciana Xavier Castro Kaique Aparecido Gonçalves e Silva Rones Aureliano de Sousa Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 251 259 10.14393/OT2020v22.n.2.51061 Projetos de Trabalho e uso de Paradidáticos no processo ensino e aprendizagem em Filosofia no 6º ano no Ensino Fundamental na Educação Básica http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/50929 <p>O presente estudo teve por objetivo investigar a aplicabilidade de Projetos de Trabalho e uso de Paradidáticos no processo de ensino aprendizagem no conhecimento de Filosofia de Filosofia na Educação Básica, realizada no município de São Luís-Maranhão no ano de 2018. Buscamos realizar um estudo de abordagem quantitativa e qualitativa. Trata-se de um relato de experiência, fundamentado por um estudo bibliográfico, para fornecer suporte teórico a nossa proposição. Esperamos contribuir com a temática no sentido de propor a discussão de diferentes possibilidades de leitura, pesquisa por meio de textos filosóficos, paradidáticos, possibilitando trabalhar em diferentes áreas do conhecimento de forma interdisciplinar. Para fundamentar o estudo em questão nos reportamos a Lipmam (1994), Cerletti (2009), Hernandez (1998), Antunes (2004), Munakata (1997), entre outros. O estudo em questão torna-se pertinente por possibilitar que os alunos leiam textos filosóficos, articulando-os a aspectos do dia a dia; reflexão sobre o sentido da disciplina no mundo contemporâneo; e valorização de experiências e vivências em grupo</p> Cristiane Alvares Costa Elisa Maria dos Anjos Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 260 271 10.14393/OT2020v22.n.2.50929 Biblioteca escolar na educação infantil: http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/52959 <p>A biblioteca escolar é um espaço-tempo de diversas possibilidades de interação e desenvolvimento das linguagens das crianças. Especialmente quando está inserida na primeira etapa da educação básica. Nesse sentido, o presente trabalho tem por objetivo apresentar um relato de experiência do projeto de ensino “1, 2, 3... Era uma vez”, desenvolvido no ano de 2018, com alunos de 3 e 4 anos de idade, em uma Escola Municipal Educação Infantil da cidade de Uberlândia-MG. A finalidade desse projeto foi estimular o hábito e o prazer da leitura das crianças através do encantamento da literatura infantil. As práticas pedagógicas desse relato estão fundamentadas em Vygotski (1991; 2018); Bakhtin/Volochínov (2009); Freire (2008); Edwards; Gandini; Forman (2016). Além disso, utilizaremos o Referencial Curricular Nacionais para Educação Infantil (BRASIL, 1998) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (BRASIL, 2009).</p> jozaene_faria Faria Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 272 288 10.14393/OT2020v22.n.2.52959 Validade de conteúdo das provas de um curso de compreensão oral para fins acadêmicos: relato de uma experiência http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/55520 <p>Este artigo relata a análise da validade de conteúdo (GREEN 2014) das provas aplicadas em um curso de Inglês para Fins Acadêmicos com foco na compreensão oral no Programa Idiomas sem Fronteiras – IsF. O objetivo foi verificar o alinhamento entre o plano de ensino e as provas. As categorias de análise foram as micro e macroabilidades da compreensão oral conforme Brown (2004; 2007). Foram aplicados questionários aos alunos para verificar sua percepção quanto à clareza das questões e ao grau de dificuldade dos áudios. Os resultados indicaram que a primeira prova apresenta validade de conteúdo satisfatória, dois áudios considerados não muito difíceis e questões que não causaram problemas de compreensão. Na segunda, a validade de conteúdo foi parcial (60%) e o julgamento quanto à dificuldade do áudio e à clareza das questões coincidiu com o expresso para a primeira. A terceira prova foi considerada portadora de validade de conteúdo, embora tenha sido complexo fazer tal verificação porque não havia correspondência explícita entre o plano de ensino e a rubrica das questões. Quanto à clareza das questões, houve a mesma percepção das provas anteriores e o áudio foi o que mais alunos consideraram difícil, levando-nos a refletir sobre possíveis motivos para tal.</p> Gladys Quevedo-Camargo Gabriela Martins Santos Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 289 308 10.14393/OT2020v22.n.2.55520 Política pública de formação de professores e os desafios do Parfor para a área da música http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/55872 <p>Este ensaio estuda o Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) mais em específico a formação de professores em música. Nosso objetivo foi discutir o Programa como uma ação dentro da macropolítica pública brasileira refletindo sobre os desafios que envolvem o fazer musical. Para tanto, utilizamos a reflexão de nossa prática enquanto professor do Parfor no Campus Avançado da UERN na cidade de Pau dos Ferros/RN. Para interpretação desses dados foi feita pesquisa de referenciais na área de Música e Políticas Públicas. Como resultado, percebemos que a articulação entre a macropolítica e a ação do Parfor pode promover diferentes perspectivas de ensino ao passo que tanto o ensino de Música quanto o Programa possuem características singulares.</p> Andersonn Henrique Araújo Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 309 325 10.14393/OT2020v22.n.2.55872 A Ciência do Desporto na perspectiva de Jorge Bento para a formação de professores de Educação Física http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/view/52363 <p>Duas interrogações iniciais propiciaram a redação deste escrito: 1- É possível entender o Desporto de forma mais abrangente, superando a visão simplista de mera prática de modalidade esportiva? 2- Dar nova dimensão ao Desporto pode propiciar, na formação profissional em Educação Física, a busca de um sentido humano mais adequado? A partir destas questões, este estudo relaciona a Ciência do Desporto com a formação profissional em Educação Física, numa visão ampliada e de uma axiologia humanista, calcado em estudos realizados por&nbsp; Jorge Olímpio Bento, e teóricos dessa área que se apoiaram em suas reflexões. Com a proposta de contribuir com a produção de conhecimento, contextualizado e crítico, em Educação Física, esse artigo se pauta na Ciência do Desporto advogada pela Faculdade do Desporto da Universidade do Porto.</p> Vickele Sobreira Vilma Lení Nista-Piccolo Wagner Wey Moreira Copyright (c) 2020 Olhares & Trilhas http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2020-08-25 2020-08-25 22 2 326 345 10.14393/OT2020v22.n.2.52363