Dizer sim a experiência

  • Rosamaria Giatti Carneiro Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)

Resumo

Este artigo problematiza a prática obstétrica brasileira à luz de reportagens jornalísticas bastante atuais e do conceito de biopolítica de M.Foucault para, a partir deles, e do operador 'linha de fuga' de G.Deleuze, tecer hipóteses interpretativas acerca da medicalização e controle dos corpos feminismos, bem como, de outro lado, acerca do desejo de parir diferentemente constatado entre mulheres adeptas do ideário da humanização do nascimento. Considerando um caso, em especial, circunda idéias de resgate da experiência, autoridade, artes da existência e novas figurações do feminismo contemporâneo, na medida em que as mesmas possibilitaram-nos compreender o desejo de um parto outro, não mais o tecnocrático hospitalar e de controle médico, tido como seguro, mas de um parto domiciliar, tido como protagonizado, pessoal, familiar, por vezes sagrado e sexual.

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Biografia do Autor

Rosamaria Giatti Carneiro, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
Doutoranda em Ciências Sociais do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
Publicado
2010-08-23
Seção
Artigos