"NÃO DÓI O ÚTERO E SIM A ALMA": A violência sexual que fere, que mata, que dilacera as mulheres do Brasil

  • Patricia Rosalba Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe-IFS
  • Miriam Pillar Grossi Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Maria Jose Marco Macarro Universidad Pablo de Olavide

Resumo

Resumo

O artigo traz ao debate, sob a perspectiva dos estudos de gênero, resultados de pesquisa realizada sobre o caso do estupro coletivo que teve como vítima uma adolescente de 16 anos de idade, moradora da cidade do Rio de Janeiro, no mês de maio de 2016. O texto aborda as formas como a notícia deste crime se espalhou pelo País por meio dos discursos produzidos nas mídias sociais sobre o ocorrido.

Palavras-Chave: Estupro coletivo. Discursos. Violências. Mulheres.

"THE UTERUS DOES NOT HURT BUT THE SOUL": The sexual violence that hurts, kills, tears the women of Brazil

Abstract

From the perspective of gender studies, the article brings to the debate research results conducted on the case of gang rape that had victimized a 16-year-old city resident of Rio de Janeiro, in May 2016. The paper examines the ways in which the news of the crime spread across the country by speeches about the incident through social media.

Keywords: Collective Rape. Discourse. Violence. Women. 

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Biografia do Autor

Patricia Rosalba Costa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe-IFS
Doutora em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012), possui Mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Sergipe - UFS (2006), Graduação em Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (2003) e graduação em Bacharelado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (2003). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe-IFS. Também, atua no Mestrado em Antropologia da UFS. Encontra-se na Espanha realizando estágio pós-doutoral na Universidade Pablo de Olavide, com bolsa CAPES. Desenvolve pesquisas na área interdisciplinar em Humanidades, com ênfase em Sociologia e Antropologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Gênero, relações de poder, violências, sexualidades, homofobia familiar.
Miriam Pillar Grossi, Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
Doutora em Anthropologie Sociale et Culturelle - Universite de Paris V (1988), pós-doutorado no Laboratoire d´Anthropologie Sociale do Collège de France (1996/1998), na University of California-Berkeley e EHESS (2009/2010). Professora Associada do Departamento de Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina desde 1989, atua nos Programas de Pós-graduação em Antropologia Social e Interdisciplinar em Ciências Humanas e no curso de graduação em Ciências Sociais da UFSC. Foi representante da Área de Antropologia e da Grande área de Humanas no CTC da CAPES (triênio 2001/2004), Presidente da Associação Brasileira de Antropologia (gestão 2004/2006) e editora da Revista Estudos Feministas (1999/2001). Professora visitante nas Universidades de Brasilia (1995), Universidad de Chile (2003), EHESS- França (2008) e ISCTE - Portugal (2009). Desenvolve pesquisas sobre Teoria Antropologica, História das mulheres no campo antropológico, Antropologia Francesa contemporânea e Metodologias qualitativas de pesquisa. Coordena o Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS) onde são desenvolvidas pesquisas no campo das teorias queer e feminista sobre os temas de violências contra mulheres e lesbo-trans-homofobia; identidades, parentalidades e conjugalidads LGBTTT; arte homoerótica; amor; gênero e sexualidade na escola; religiões e sexualidades;politicas públicas e moviimentos feministas e LGBTTT.
Maria Jose Marco Macarro, Universidad Pablo de Olavide

Doctora en Psicología por la Universidad Pablo de Olavide (UPO), de Sevilla (2003), Licenciada en Psicología por la Universidad de Sevilla (1988). Profesora Investigadora de la la Universidad Pablo de Olavide (UPO). Desarrolla su labor investigadora en los ámbitos de: Procesos cognitivos y aprendizaje; procesos identitarios, memoria colectiva; género, con especial foco en los estudios sobre violencia machista y mujeres migrantes; y sexualidades, con especial foco en represión de la disidencia sexual  y educación sexual. Forma parte del grupo de investigación GECYC (Grupo de Estudios sobre Cultura y Cognición), de la Red LIESS-AUIP (Laboratorio iIberoamericano para el estudio sociohistórico de las sexualidades), y de AMIT (Asociación de Mujeres Investigadoras y Tecnólogas). Ha sido Directora del Aula de Gènero de UPO (1999-2003) y Directora de Igualdad de Integración Social de UPO (2007-2009)

 

Publicado
2017-01-26
Seção
DOSSIÊ