"O Aleph" e o estranhamento da linguagem

  • Anelise de Oliveira UTFPR
  • Rogério Caetano de Almeida
Palavras-chave: O Aleph, Borges, Metalinguagem, Estranhamento

Resumo

O escritor argentino Jorge Luis Borges é conhecido não somente por seu trabalho artístico, mas também por sua atuação como crítico literário. Dentre seus ensaios críticos destaca-se a discussão da linguagem literária, assim como o tema é frequente em seus contos. O conto "O Aleph", publicado pela primeira vez em coletânea homônima no ano de 1949, é, além de uma obra-prima do autor, uma discussão fantástico-maravilhosa da linguagem literária e suas limitações. A partir das leituras de Freud, Saussure, Monegal, Todorov, dentre outros, podemos encontrar em "O Aleph" a questão da linguagem enquanto representação da realidade, tudo isso de forma estranha, se colocando como personagem de um conflito fantástico. O objetivo deste artigo é apontar como a metalinguagem opera o estranhamento nesse conto e, além disso, como todo o conto se volta a discussão metalinguística, tendo em vista a teoria do estranho de Freud e a teoria dos signos linguísticos de Saussure.

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Biografia do Autor

Anelise de Oliveira, UTFPR
Graduanda do curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês na UTFPR.
Rogério Caetano de Almeida
Prof. Dr. de Literatura Brasileira no DACEX, UTFPR-Curitiba.
Publicado
2014-12-06
Como Citar
OLIVEIRA, A. DE; ALMEIDA, R. C. DE. "O Aleph" e o estranhamento da linguagem. Letras & Letras, v. 30, n. 1, p. 120-128, 6 dez. 2014.