O JARDIM DE SI: o imaginário de CLAUDIA ROQUETTE-PINTO

  • Antonio Rediver Guizzo
Palavras-chave: Lírica, imaginário, Claudia Roquette-Pinto

Resumo

A lírica de Claudia Roquette-Pinto encontra no ambiente do jardim, simulacro miniaturizado do mundo natural, as imagens que compõem a representação simbólica do conflito surgido entre o eu e o mundo, e intensa reflexão metapoética. As imagens recorrentes da queda, da flor, da escuridão e do corpo que enformam a materialidade simbólica de Roquette-Pinto revelam uma lírica constituída em uma zona de transição, estabelecida entre saturação da ordem social orientada pelo aproveitamento racional do mundo e pela dominação da natureza, e a insurgência pós-moderna de uma ordem ecológica, na qual se privilegia a fruição mais livre do presente. A abordagem metodológica escolhida para adentrar a lírica de Claudia Roquette-Pinto orienta-se a partir da teoria das estruturas antropológicas do imaginário proposta por Gilbert Durand conjuntamente com as reflexões sobre a sociedade contemporânea presentes na obra do sociólogo Michel Maffesoli. Na primeira e segunda seção do artigo, apresentam-se brevemente considerações sobre o imaginário e o estruturalismo figurativo de Gilbert Durand; na terceira seção analisa-se um pequeno recorte da lírica de Roquette-Pinto.

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Biografia do Autor

Antonio Rediver Guizzo
Doutorado em Letras pela UNIOESTE de Cascavel (2014). Atualmente, atua como professor (dedicação exclusiva) da UNILA e desenvolve o projeto de pesquisa
Publicado
2014-12-06