O aposto como marca de intersubjetividade: uma analise enunciativa

  • Marlene TEIXEIRA
  • Vera Helena Dentee de MELLO

Resumo

Este artigo tem como objetivo principal defender a ideia de que o aposto, embora seja considerado um elemento parentético sintaticamente, é um dos procedimentos acessórios por meio do qual emerge a intersubjetividade no discurso. Para tanto, será analisado um guia de viagem publicado online, no qual se contemplarão os efeitos de sentido (semantização) produzidos pelo locutor ao fazer uso desse recurso linguístico. O principal suporte teórico que ampara as análises é a Teoria da Enunciação desenvolvida por Émile Benveniste, segundo a qual todo discurso emana de um locutor, que, ao instaurar diante de si um alocutário, se apropria do aparelho formal da língua e constrói o aparelho formal da enunciação, singular em cada instância enunciativa. A fim de verificar como o aposto é contemplado na gramática tradicional, procedeu-se, inicialmente, a uma consulta a duas dessas gramáticas. Buscaram-se, também, contribuições de alguns linguistas ao estudo desse tópico gramatical, com vistas a observar em que medida contemplam sua funcionalidade.

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Como Citar
TEIXEIRA, M.; MELLO, V. H. D. DE. O aposto como marca de intersubjetividade: uma analise enunciativa. Letras & Letras, v. 29, n. 1, 11.