INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS AMBIENTAIS NA OCORRÊNCIA DA DENGUE UTILIZANDO GEOPROCESSAMENTO EM TERESINA, PIAUÍ

  • Gustavo Souza Valladares Doutor em Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Professor Associado da UFPI Pesquisador Produtividade em Pesquisa CNPq – Nível 2
  • Izabella Cabral Hassum Doutora em Parasitologia Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Pesquisadora da Embrapa Meio Norte
  • Emanuel Lindemberg Silva Albuquerque Doutor em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) Professor Adjunto da UFPI
  • Antônio Carlos dos Santos Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) Técnico da SESAPI
Palavras-chave: Dengue, Sensoriamento remoto, Sazonalidade, NDWI, NDVI

Resumo

O objetivo do trabalho foi avaliar a distribuição sazonal da dengue no município de Teresina/PI no ano de 2017, e fazer uma análise correlacionando aspectos ambientais com a distribuição da doença. A área de estudo corresponde a um semicírculo no entorno da área urbana de Teresina, distando 288 m da região mais periférica, sendo limitada pelo estado do Maranhão a oeste. Foi avaliada a distribuição do número de casos de dengue nos anos de 2015 a 2017. A precipitação pluviométrica e a temperatura do ar foram avaliadas para o ano de 2017. Por meio de sensoriamento remoto e do uso de imagens do Landsat 8 foram estimados os corpos d’água, pelo índice NDWI, e a cobertura vegetal pelo índice NDVI, para os meses de maio a outubro de 2017, contemplando do período chuvoso ao de estiagens. Os resultados demonstraram que a maior incidência da dengue no primeiro semestre dos anos é reflexo de condições ideais da temperatura do ar, da maior precipitação pluviométrica, que reflete na maior superfície ocupada por corpos d’água e maior cobertura vegetal, favorecendo o desenvolvimento do vetor e da doença. Os resultados obtidos com a presente pesquisa indicam claramente a ocorrência da doença correlacionada com fatores ambientais e a sua sazonalidade. A análise dessa pesquisa pode ajudar o poder público no controle do vetor e consequentemente da doença, indicando que no primeiro semestre dos anos deve-se tomar medidas mais efetivas no controle populacional do Aedes aegypti.

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Publicado
2019-12-27
Como Citar
SOUZA VALLADARES, G.; HASSUM, I. C.; ALBUQUERQUE, E. L. S.; SANTOS, A. C. DOS. INFLUÊNCIA DE VARIÁVEIS AMBIENTAIS NA OCORRÊNCIA DA DENGUE UTILIZANDO GEOPROCESSAMENTO EM TERESINA, PIAUÍ. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 15, n. 34, p. 102 - 114, 27 dez. 2019.
Seção
Artigos