APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE BEM ESTAR URBANO NOS ÓBITOS POR ASMA EM MANAUS (2006-2015)

  • Rafael Esdras Brito Garganta da Silva Universidade Federal do Amazonas. Faculdade de Medicina.
  • Antônio de Pádua Quirino Ramalho Universidade Federal do Amazonas. Departamento de Saúde Coletiva.
  • Larissa Cristina Cardoso dos Anjos Universidade Federal do Amazonas.
  • Adorea Rebello da Cunha Albuquerque Universidade Federal do Amazonas
Palavras-chave: Asma. Mortalidade. Saúde pública.

Resumo

A asma é um distúrbio marcado pela hipersensibilidade das vias aéreas  acompanhado por estreitamento e  broncoespasmo.  Considerando-se a importância de desenvolver estudos e obter  informações acerca desta doença, realizou-se um estudo de série  temporal dos óbitos  entre os anos de 2006 a 2015 na cidade de Manaus. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e tabulados, em planilha do Excel®, Posteriormente, os mesmos foram transferidos para o Sistema Informação Geográfica (SIG)  ,gerando mapa de densidade de óbitos. Quanto aos resultados, , ocorreram 137 óbitos  entre 2006 a 2015 com  média anual de 13,7 casos. A frequência de óbitos foi maior em indivíduos  do sexo feminino, com 62% do total de casos analisados. A idade média foi de 55 anos. Do total de casos, 19,2% (n=27) indivíduos apresentavam 75 anos. A análise do  índice de Bem-Estar Urbano (IBEU) apontou  falhas na infraestrutura urbana de Manaus, onde 93% das áreas de ponderação revelaram aumento da densidade de pessoas por dormitório, sendo um fator condicionante no agravamento  da asma. A identificação deste problema desperta a necessidade do planejamento de políticas de saúde pública no contexto dos estudos de Geografia da Saúde em áreas urbanas.

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Biografia do Autor

Rafael Esdras Brito Garganta da Silva, Universidade Federal do Amazonas. Faculdade de Medicina.
Graduando do curso de Bacharel em Medicina da Universidade Federal do Amazonas. Atual membro do grupo de pesquisa Nutrição e Saúde de Coletividades - NSCUFAM, CNPq. Atual membro do grupo de pesquisa Geografia Física: Ensino e Pesquisa. 
Antônio de Pádua Quirino Ramalho, Universidade Federal do Amazonas. Departamento de Saúde Coletiva.
Médico formado pela Universidade Federal da Paraíba , Especialista em Medicina Preventiva e Social, Mestre em Administração na área de Recursos Humanos(Formação Médica pela UFPB e Realidade Sócio-economica da População). Experiências em atendimento, organização e desenvolvimento de estratégias de atenção à saúde para populações em circunstancias especialmente difíceis, particularmente no Amazonas. Áreas de interesse: Atenção Primária e Controle de Endemias Saúde na Amazônia e Atenção à saúde de povos indígenas Modelos Assistenciais, Descentralização e redes de atenção à saúde Desenvovimento de Recursos Humanos para a Saúde Formação e
Larissa Cristina Cardoso dos Anjos, Universidade Federal do Amazonas.
Mestra em Geografia, na linha de pesquisa Domínios da natureza na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Graduada em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Integrante dos Grupos de Pesquisas: Geografia Física: ensino e pesquisa; Laboratório de Ensino e Experiências Transdisciplinares em Educação-LEPETE e Núcleo de Pesquisas Urbana e Regional/NPUR. Tem experiência em Geografia, com ênfase no Ensino de Geografia, Geografia da Saúde e Geoprocessamento.
Adorea Rebello da Cunha Albuquerque, Universidade Federal do Amazonas
Possui mestrado e Doutorado em Geografia Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998); (2006). Atualmente é Professora Adjunto da Universidade Federal do Amazonas, atuando principalmente nos seguintes temas: ambiente, erosão, diagnóstico ambiental, EIAS/RIMAS e Geografia Física. Atua como coordenadora do Comitê de Ciências Humanas junto ao Departamento de Apoio à Pesquisa.
Publicado
2019-02-05
Como Citar
BRITO GARGANTA DA SILVA, R. E.; PÁDUA QUIRINO RAMALHO, A. DE; CARDOSO DOS ANJOS, L. C.; REBELLO DA CUNHA ALBUQUERQUE, A. APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE BEM ESTAR URBANO NOS ÓBITOS POR ASMA EM MANAUS (2006-2015). Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 14, n. 30, p. 95 - 105, 5 fev. 2019.
Seção
Artigos