ANÁLISE GEOESPACIAL DOS CASOS DE DENGUE E SUA RELAÇÃO COM FATORES SOCIOAMBIENTAIS EM BAYEUX - PB

  • Caio Américo Pereira de Almeida Doutorando do PPGEO/UFPE.

Resumo

O estudo teve como objetivo analisar a relação entre a ocorrência de casos de dengue e fatores socioambientais, além disso, buscou-se analisar o comportamento espacial da dengue entre 2011 e 2014 no espaço urbano de Bayeux. Como base metodológica, foi utilizado o coeficiente de Pearso (r) para analisar a correlação entre casos de dengue e fatores socioambientais, e o estimador Kernel para análise geoespacial dos casos de dengue. Também utilizou-se técnicas de SIG para representação cartográfica e como instrumento de gestão em saúde pública. Para efetivação do estudo foram obtidos dados de variáveis climatológicas no ICEA, socioeconômicas no IBGE e epidemiológicas na Secretaria Municipal de Saúde de Bayeux, registradas no Sinan. Os fatores socioambientais que mais se correlacionaram com os casos de dengue foram: umidade do ar, precipitação, moradores em domicílios particular permanente e pessoas responsáveis com rendimento nominal mensal até 3 salários mínimos. Os meses entre abril e agosto apresentaram 348 (76%) casos de dengue e os maiores valores de precipitação e umidade do ar. O bairro Imaculada apresentou a maior densidade Kernel e a maior quantidade de casos de dengue (17,5%), esse bairro também apresentou seu ambiente urbano vulnerável à dengue devido ao descarte inadequado de resíduos sólidos. Ambientes urbanos fragilizados devido ao descarte inadequado de lixo, bairros desassistidos pelos órgãos públicos, com maior adensamento populacional e com elevado número de pessoas vivendo na faixa de renda mais baixa, aliados às circunstâncias climáticas, tornaram-se os principais responsáveis à ocorrência da dengue em Bayeux.

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Publicado
2017-12-07
Como Citar
AMÉRICO PEREIRA DE ALMEIDA, C. ANÁLISE GEOESPACIAL DOS CASOS DE DENGUE E SUA RELAÇÃO COM FATORES SOCIOAMBIENTAIS EM BAYEUX - PB. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 13, n. 26, p. 71 - 86, 7 dez. 2017.
Seção
Artigos