DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CASOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ, ENTRE OS ANOS DE 2011 E 2014

  • Carla Oliveira de Castro Departamento de Ciências Biológicas - Escola Nacional de Saúde Pública
  • Tassia Cristina Bello de Vasconcelos Doutorado em Medicina Veterinária. Universidade Federal Fluminense
  • Jefferson Pereira Caldas dos Santos Mestrado em Saúde Pública. Laboratório de Monitoramento Epidemiológico de Grandes Empreendimentos, da Escola Nacional de Saúde Pública (LabMep/ENSP/Fiocruz).
  • Fabiano Borges Figueiredo Doutorado em Pesquisa Clinica em Doenças Infecciosas. Laboratório de Pesquisa Clínica em Dermatozoonoses em Animais Domésticos Instituto de Pesquisa Evandro Chagas
Palavras-chave: leishmaniose visceral. Epidemiologia. Georreferenciamento.

Resumo

A leishmaniose visceral (LV) é a mais grave forma clínica na apresentação entre as leishmanioses e na América do Sul, o cão (Canis familiaris) apresenta-se como a principal fonte de infecção em um ciclo antropozoonótico. Seu perfil epidemiológico apresentou modificação a partir da década de 80, alterando-se de rural para urbano. No ano de 2011, pode ser evidenciada a emergência urbana da doença na região central da cidade do Rio de Janeiro, com aglomerados de casos caninos, especificamente no bairro do Caju, além de o município apresentar áreas de endemismo histórico na zona oeste. Dessa forma, essa pesquisa visou caracterizar o panorama da leishmaniose visceral canina (LVC) no território, a partir do georreferenciamento dos casos positivos entre os anos de 2011 a 2014, referentes aos resultados laboratoriais dos inquéritos sorológicos caninos realizados pela Unidade Paulo Darcoso Filho (UPDF). O bairro de Campo Grande apresentou o maior número de animais reagentes (n=121) seguido do bairro do Caju (n=95). Considerando-se o número de coletas realizadas, o Caju obteve a maior frequência de animais positivos, com 27,7% (95/374), seguido por Campo Grande com 25.5% (121/1076). Quanto ao uso do solo, o bairro do Caju possui uso predominantemente urbano enquanto que as regiões de transmissão histórica são áreas de floresta e floresta alterada. Os resultados apontam para o alto grau de positividade em um bairro com circulação recente do parasita. Com os dados obtidos, este estudo propõe uma maior sistematização nas coletas pela vigilância epidemiológica do município, priorizando bairros onde há maior número de animais positivos assim como aqueles que apresentem características ambientais semelhantes, de forma a serem áreas de transmissão em potencial.

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Publicado
2018-03-02
Como Citar
DE CASTRO, C. O.; BELLO DE VASCONCELOS, T. C.; CALDAS DOS SANTOS, J. P.; FIGUEIREDO, F. B. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS CASOS DE LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ, ENTRE OS ANOS DE 2011 E 2014. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 14, n. 27, p. 89 - 98, 2 mar. 2018.
Seção
Artigos