LEISHMANIOSES TEGUMENTAR AMERICANA E VISCERAL AMERICANA: FLEBOTOMÍNEOS CAPTURADOS NO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DO MORRO DO DIABO, NO MUNICÍPIO DE TEODORO SAMPAIO, SP - BRASIL

  • Baltazar Casagrande Unesp/Tutor
  • Kënia Rezende Doutoranda do Programa de Pós Graduação do Departamento de Geografia da USP/SP.
  • Patrícia Sayuri Silvestre Matsumoto Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente.
  • Jureth Couto Lemos Profa. Dra. Aposentada da Escola Técnica de Saúde/UFU.
  • Raul Borges Guimarães Professor adjunto do Departamento de Geografia da UNESP, campus de Presidente Prudente.
Palavras-chave: Flebotomíneos, Leishmaniose Tegumentar Americana, Leishmaniose Visceral Americana, Parque Estadual do Morro do Diabo.

Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar dados de discussão da relação dos flebotomíneos com efeito de borda na área do Parque Estadual do Morro do Diabo. A pesquisa se deu nos meses de março e abril de 2012, com coletas iniciando às 18:00h e terminando às 22:00h. Para capturar os flebotomíneos foram utilizadas armadilhas tipo Shannon e armadilha tipo CDC. Foram capturados e identificados 1638 flebotomíneos de dois gêneros: um do gênero Brumptomyia e 1637 do gênero Lutzomyia, distribuídos em: 1620 de Lutzomyia neivai, 12 de Lutzomyia whitmani, 4 Lutzomyia lenti, 1 Lutzomyia aragaoi e 1 Brumptomyia brumpti. Destes, 17 foram capturados nas armadilhas tipo CDC e 1621 na armadilha tipo Shannon, sendo 50 machos e 1588 fêmeas. Com estes resultados considera-se que este local oferece risco de transmissão de Leishmaniose Tegumentar Americana devido à quantidade de vetores capturados em apenas 8 horas e principalmente de Lutzomyia neivai e Lutzomyia whitmani, por serem incriminadas na transmissão de Leishmanias.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Baltazar Casagrande, Unesp/Tutor
Professor Mestre em Geografia

Referências

ALESSI, M. L. F. et. al. American cutaneous leishmaniasis in the Pontal of Paranapanema - SP, Brazil: ecological and entomological aspects. Rev. Inst. Med. Trop. S. Paulo. São Paulo, 51 (5), p 277-282, Sep./Oct. 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Controle, diagnóstico e tratamento leishmaniose visceral (calazar). Brasília, 1996. 85p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Centro Nacional de Epidemiologia. Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária. Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil (Ferida Brava). Brasília, 1997. 39p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde. Manual de Vigilância e Controle de Leishmaniose Visceral. Brasília, 1. ed. 3.reimpressão. 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar americana. 2. ed. Brasília

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Guia de vigilância epidemiológica. 7. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Cap.11 p.639-701.

BRAZIL, R. P.; BRAZIL, B. G. Bionomia. In: RANGEL, E. F.; LAINSON, R. (org.). Flebotomíneos do Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2003. 368 p. 257-274.

CONDINO, M. L. F. et. al. Leishmaniose tegumentar americana: flebotomíneos de área de transmissão no município de Teodoro Sampaio, região sudoeste do Estado de São Paulo, Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Brasília,

v. 31, n. 4, p 355-360, jul./ago. 1998.

GALATI, E. A. B. Morfologia e taxonomia - In: RANGEL, E. F.; LAINSON, R. (org.) Flebotomíneos do Brasil. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 2003. p. 23-175.

IGL

MARZOCHI, M. C. de A., SCHUBACH, A. de O., MARZOCHI, K. B. F. Leishmaniose tegumentar americana. In: CIMERMAN, B., CIMERMAN, S. Parasitologia humana e seus fundamentos gerais. São Paulo: Atheneu, 1999. 375p. p. 39-64.

MENEGUETTE, Arlete Aparecida Correia. Atlas interativo do Pontal do Paranapanema: uma contribuição à educação ambiental. P. Prudente, 2001. Tese (Livre-docência em Cartografia)

REY, L. Bases da parasitologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992. 349 p.

SAO PAULO. Leis, decretos, etc. 1986. Decreto nº 25.342 de 4 de junho de 1986. Diário Oficial, São Paulo, 4 de jun. 1986.

SAO PAULO. Leis, decretos, etc. 1988. Decreto nº 25.342 de 21 de janeiro de 1988. Diário Oficial, São Paulo, 21 de jan. 1988.

SHANNON, R. C. Methods for collecting and feeding mosquitoes in jungle yellow fever studies. American Journal of Tropical Medicine 19:131-138, 1939.

SUDIA, W. D.; CHAMBERLAIN R. W. Battery operated light trap, an improved model. Mosquito News 22: 126-129, 1962.

SUCEN - Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo

YOUNG, D. G.; DUNCAN, M. A. Guide to the identification and geographic distribuition of Lutzmyia sand flies in México, the West Indies, Central and South America (Diptera: Psychodidade). Memoirs of the American Entomological Institute, 1994.669 p.

VALLADARES-PÁDUA, C. et. al., Módulos Agroflorestais na conservação de fragmentos florestais da Mata Atlântica. Revista Experiências PDA, Brasília, n. 2, p. 7-33, 2002.

Publicado
2013-06-19
Como Citar
CASAGRANDE, B.; REZENDE, K.; MATSUMOTO, P. S. S.; LEMOS, J. C.; GUIMARÃES, R. B. LEISHMANIOSES TEGUMENTAR AMERICANA E VISCERAL AMERICANA: FLEBOTOMÍNEOS CAPTURADOS NO ENTORNO DO PARQUE ESTADUAL DO MORRO DO DIABO, NO MUNICÍPIO DE TEODORO SAMPAIO, SP - BRASIL. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 9, n. 16, p. 131 - 147, 19 jun. 2013.
Seção
Artigos