MORFOLOGIA ESPERMÁTICA DE TOUROS NELORE, PANTANEIRO E CURRALEIRO AVALIADA DE AMOSTRAS COLETADAS DIRETAMENTE DOS TESTÍCULOS E DOS EPIDÍDIMOS

  • Thaís Sanches Cavalero Universidade Federal de Uberlândia
  • Julio Ramos Reis Universidade Federal de Uberlândia
  • José Octavio Jacomini Universidade Federal de Uberlândia
Palavras-chave: Espermatozóide, Reprodutores, Trato Reprodutivo

Resumo

Um dos fatores mais importantes a ser avaliado nos touros é a qualidade do sêmen desses animais, porque um bom reprodutor deve ter espermatozóides capazes de fecundarem e darem continuidade a um embrião normal. Objetivou-se com esse trabalho analisar a morfologia espermática de touros das raças Nelore, Pantaneiro e Curraleiro, em amostras que foram coletadas diretamente dos testículos e dos epidídimos. Foram observados os principais defeitos quanto à morfologia que acomete os espermatozóides, e foi verificada qual a porcentagem de células defeituosas morfologicamente e de células consideradas normais. Tal análise foi feita com ajuda de microscopia de contraste de fase. A média de porcentagem de defeitos maiores para as três raças foi de 63,8±6,57 no testículo, 58,87±11,77 na cabeça, 12,07±7,95 no corpo e 14,2±10,4 na cauda do epidídimo, e a porcentagem de defeitos menores foi de 1,6±1,21 no testículo, 20,4±11,64 na cabeça, 33,93±12,54 no corpo e 52,4±22,84 na cauda do epidídimo. O aumento dos defeitos na cauda do epidídimo está relacionado aos defeitos da cauda do espermatozóide mostrando que o ambiente neste local pode comprometer a morfologia dos mesmos. À medida que os espermatozóides percorrem o epidídimo os defeitos maiores vão diminuindo, enquanto que os menores vão aumentando.

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Biografia do Autor

José Octavio Jacomini, Universidade Federal de Uberlândia

Prof. Dr. Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal de Uberlândia, Departamento de Reprodução Animal.

Publicado
2015-12-16
Seção
Ciências Agrárias