Domínios de Lingu@gem http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem <p><strong>A Domínios de Lingu@gem é uma revista eletrônica dedicada aos temas da Linguística Teórica e Aplicada, com publicação trimestral. Os números do primeiro e terceiro trimestre são atemáticos, os do segundo e quarto, temáticos.</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p>ATENÇÃO! A DOMÍNIOS DE LINGU@GEM NÃO TRABALHA COM FLUXO CONTÍNUO DE ARTIGOS. FAVOR VERIFICAR A CHAMADA ATUAL.</p> EDUFU pt-BR Domínios de Lingu@gem 1980-5799 <p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos da licença Creative Commons</p> <p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR" target="_blank" rel="noopener">CC BY-NC-ND 4.0</a>: o artigo pode ser copiado e redistribuído em qualquer suporte ou formato; os créditos devem ser dados ao autor original e mudanças no texto devem ser indicadas; o artigo não pode ser usado para fins comerciais; caso o artigo seja remixado, transformado ou algo novo for criado a partir dele, o mesmo não pode ser distribuído.</p> <p>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> O processo de textualização em textos multissemióticos http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/41850 <p>O presente artigo busca analisar o processo de textualização em textos multissemióticos. Para tal, adota-se a perspectiva da arquitetura textual como dispositivo analítico, proposta por Bronckart, desenvolvida no âmbito do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Assim, busca-se analisar como o processo de composicionalidade se efetiva em textos que articulam linguagem verbal e não verbal (imagética e em movimento). Com base no trabalho empreendido, constata-se que a perspectiva da arquitetura textual viabiliza uma análise global das várias dimensões constitutivas dos textos multimodais/ multissemió-ticos, permitindo um estudo dos diferentes recursos que indiciam sentidos e orientam interpretações.</p> Helena Maria Ferreira Patricia Vasconcelos Almeida Jaciluz Dias Copyright (c) 2019 Helena Maria Ferreira, Patricia Vasconcelos Almeida, Jaciluz Dias http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 823 849 10.14393/DL39-v13n3a2019-1 Sintagmas preposicionados nucleados por com como predicados de sentenças nominais na história do Português Brasileiro de Pernambuco http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42064 <p>As sentenças nominais (ou copulares) ocorrem com os dois verbos cópulas do Português Brasileiro, <em>ser</em> e <em>estar</em>. Em relação à predicação nessas sentenças, o predicado seleciona seu sujeito. Assim, os sintagmas preposi-cionais predicados selecionam seu sujeito e, a depender da preposição núcleo, alteram o sentido do sintagma que os segue. Neste trabalho, procurou-se des-crever os contextos sintáticos, pouco estudados em termos descritivos e teóricos, em que os predicados nucleados pela preposição <em>com</em> aparecem combina-dos a <em>ser</em> e <em>estar</em>. Neste estudo, lançando mão de <em>corpora</em>, verificamos uma maior ocorrência desse sintagma preposicional com o verbo <em>estar</em>. Assim, foram analisa-dos, quantitativamente, através do mé-todo indutivo, documentos – manuscritos e impressos – correspondentes ao período do século XVIII ao XX, do estado de Pernambuco.</p> Maria Eduarda Genuíno de Albertin Marcelo Amorim Sibaldo Copyright (c) 2019 Maria Eduarda Genuíno de Albertin, Marcelo Amorim Sibaldo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 850 868 10.14393/DL39-v13n3a2019-2 Etapas da terminologia como uma proposta de ensino e aprendizagem nas aulas de inglês instrumental http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/41569 <p>O objetivo deste artigo é apresentar uma reflexão sobre a experiência de desenvolvimento das etapas iniciais da Terminologia como uma metodologia da Linguística de Corpus no ensino e na aprendizagem de língua inglesa na perspectiva do <em>Data-driven Learning</em> (DDL). Apresentamos as perspectivas teórica e prática no uso do DDL (JOHNS, 1991) para o ensino e aprendizagem de inglês, partindo dos princípios da Teoria Comunicativa da Terminologia (TCT) (ALMEIDA, 2006) e da Linguística de Corpus (BERBER-SARDINHA, 2004; SCOTT, 2012; TEI-XEIRA, 2008) como uma abordagem teórica. A descrição de uso prático do DDL nas aulas de inglês inicia-se com a experiência vivida com um grupo de estudantes de um curso superior de Tecnologia em Logística, sugerindo desdobramentos para a continuidade da proposta como uma forma de criar a opor-tunidade nas aulas de Inglês Instrumen-tal para os alunos aprenderem inglês por meio de um corpus de textos autênticos.</p> Gyzely Suely Lima Copyright (c) 2019 Gyzely Suely Lima http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 869 899 10.14393/DL39-v13n3a2019-3 A importância da documentação e descrição linguística para revitalização de línguas ameaçadas http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42062 <p>Pesquisas linguísticas que visam à documentação e à descrição são de extrema importância para a revitalização de línguas ameaçadas. São estudos que beneficiam as comunidades, fortalecendo suas línguas e culturas e auxiliando também no conhecimento científico dessas comunidades. Este artigo faz uma breve reflexão acerca da importância da documentação e da descrição para a revitalização de línguas que estão ameaçadas de extinção. São apresentados, ainda, exemplos de ações de valorização e de revitalização da língua Apurinã (Aruák), falada no sudoeste do estado do Amazonas. Discutem-se tais fatores com vistas à promoção da valorização das línguas e culturas indígenas do Brasil.</p> Bruna Lima-Padovani Camille Cardoso Miranda Jeanne Barros Barros Copyright (c) 2019 Bruna Lima-Padovani, Camille Cardoso Miranda, Jeanne Barros Barros http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 900 926 10.14393/DL39-v13n3a2019-4 Dialogismo e verbo-visualidade sobre o questionamento da arte no Brasil http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42067 <p>O objetivo deste artigo é analisar, por meio da teoria dialógica, três charges que materializam, na verbo-visualidade, reações ao questionamento do que é arte no Brasil. Foram sele-cionadas três charges que tiveram como tema o acontecimento no Museu de Arte Moderna (São Paulo) em setembro de 2017, analisadas de forma descritiva e interpretativa, com o suporte teórico da teoria dialógica do Círculo Bakhtiniano. A análise evidenciou as relações dialógicas e ideológicas, que são relações semânticas, estabelecidas entre as imagens e os recursos verbais nos textos, além de serem feitas relações possíveis entre as três charges.</p> Graziela Frainer Knoll Copyright (c) 2019 Graziela Frainer Knoll http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 927 945 10.14393/DL39-v13n3a2019-5 Cláusulas relativas na fala espontânea http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42053 <p>Este artigo discute a relação entre estrutura informacional e processos de subordinação das cláusulas relativas da fala espontânea do português brasi-leiro (PB). A base teórica vem da <em>Language into Act Theory</em> (CRESTI, 2000) e da linguística funcionalista (HOPPER; TRAUGOTT, 1993; CRISTOFARO, 2003; RODRIGUES, 2015, 2014). Nesse comtex-to, foi utilizada uma amostra balanceada do C-ORAL BRASIL (RASO; MELLO, 2012), etiquetada informacionalmente. Os resultados demonstram que a forma sintática [...N [QUE + verbo finito...]<sub>SAdj</sub>]<sub>SN</sub>, que corresponde às <em>cláusulas </em>relativas, ocorrem em dois contextos informa-cionais distintos: o linearizado e o pa-dronizado. Contudo, no primeiro, a cláusula ocorre subordinada e insubor-dinada dentro da unidade informacional; no último, justaposta sintaticamente em mais de uma unidade informacional.</p> Crysna Bomjardim da Silva Carmo Copyright (c) 2019 Crysna Bomjardim da Silva Carmo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-07 2019-10-07 13 3 946 970 10.14393/DL39-v13n3a2019-6 Interatividade e Adaptabilidade http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42030 <p>O presente artigo apresenta o sistema interativo de autoria – Ensino de Línguas Online (<em>ELO Cloud</em>) – fundamentado em pesquisas desenvol-vidas pelas autoras com o uso dessa ferramenta. A <em>ELO Cloud</em> é um sistema em que são disponibilizadas ao professor possibilidades de elaboração de mate-riais voltados ao ensino de línguas de maneira interativa, dinâmica e aberta. Neste artigo, buscamos apresentar ao leitor o <em>ELO Cloud</em> de modo a refletir sobre a sua potencialidade no que tange à elaboração de atividades interativas e adaptáveis voltadas para o ensino e aprendizado de línguas. Nesse sentido, discorreremos sobre a importância dos módulos <em>Memória</em>, <em>Cloze</em> e <em>Composer</em> com base nas pesquisas desenvolvidas pelas autoras.</p> Camila Gonçalves dos Santos do Canto Gabriela Bohlmann Duarte Copyright (c) 2019 Camila Gonçalves dos Santos do Canto, Gabriela Bohlmann Duarte http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 971 994 10.14393/DL39-v13n3a2019-7 A língua árabe no contexto plurilíngue de Foz do Iguaçu http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42011 <p>O presente artigo tem como tema as estratégias de gestão e manuten-ção da língua árabe no contexto pluri-língue de Foz do Iguaçu, tendo como objetivo analisar de que maneiras essa língua tem sido gerida e mantida por sua comunidade nesse município. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida sob a ótica da Política Linguística (CALVET, 2007; 2015 SPOLSKY, 2009; 2016) e teve como aporte teórico discussões e reflexões em torno das formas de gestão de línguas (SPOLSKY, 2009; 2016) pela comunidade, seja no âmbito familiar, como língua de herança (FLORES; MELO-PFEIFER, 2014), seja nos espaços públicos e na paisagem linguística (GORTER, 2006; CENOZ; GORTER, 2006). O trabalho re-sulta de investigação de abordagem qua-litativa, envolvendo pesquisa bibliográ-fica, observação em campo e entrevistas.</p> Isis Ribeiro Berger Lívia Cristina Carvalho da Fonseca Copyright (c) 2019 Isis Ribeiro Berger, Lívia Cristina Carvalho da Fonseca http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 995 1017 10.14393/DL39-v13n3a2019-8 Passado, presente e futuro dos dicionários de aprendizes http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/41831 <p>Neste artigo, traçamos um panorama sobre o desenvolvimento da lexicografia de aprendizes, a qual produz uma classe específica de obras lexicográficas destinada a servir de auxílio no processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira. O objetivo do trabalho é apresentar uma síntese histórico-crítica desse gênero específico de dicionários, estabelecendo o estado da arte em que se encontra e procurando, ao mesmo tempo, determinar quais áreas do conhecimento oferecem subsídios para melhorar ainda mais esses dicionários. Como metodologia, aplicam-se princí-pios advindos da metalexicografia, tais como a necessidade de que toda infor-mação do dicionário corresponda a um fato de norma real; além disso, emprega-se também o princípio de que o usuário deve poder tirar proveito de uma infor-mação para resolver uma tarefa linguís-tica. Esses princípios são testados, por sua vez, à luz de disciplinas como a Linguística de Corpus, a análise de erros e a cognição, e ainda por meio de ferramentas como os <em>corpora</em> de apren-dizes (particularmente no que se refere a erros). Como resultado da aplicação dessa metodologia, comprovamos que ditas áreas fornecem dados e perspectivas extremamente úteis para o desenho de dicionários de aprendizes do espanhol e do inglês. Para concluir, destacamos que a lexicografia de aprendizes deve ter um caráter claramente interdisciplinar.</p> Laura Campos de Borba Félix Bugueño Miranda Copyright (c) 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1018 1040 10.14393/DL39-v13n3a2019-9 O tratamento dos conhecimentos linguísticos em aulas publicadas no Portal do Professor http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42045 <p>A necessidade de uma abor-dagem da gramática a favor da reflexão e dos usos linguísticos é amplamente discutida entre linguistas e educadores desde a década de 80. Nesse âmbito, surge a proposta teórico-metodológica da Análise Linguística (AL), que visa vincular o tratamento dos Conhecimentos Linguísticos (CL) ao trabalho com o texto. Apesar de defendidas por estu-diosos da língua e da educação – como Geraldi ([1984] 2006), Mendonça (2007), Ilari e Basso (2011), Bezerra e Reinaldo (2013) e Antunes (2014), que fundamen-tam teoricamente este trabalho – as mudanças em relação à abordagem dos CL ainda geram inquietações nos pro-fessores. Diante disso, propomo-nos a analisar aulas publicadas no Portal do Professor (plataforma on-line do Minis-tério da Educação voltada para docen-tes), no período de 2008 a 2016, para observar em que medida a proposta de trabalho com os CL por meio da AL tem influenciado as projeções dos docentes para suas aulas, bem como compreender o que eles entendem por “AL”. As análises evidenciaram que, mesmo categorizadas pelos professores-autores como de AL, as aulas apresentam diferentes abor-dagens dos CL, que vão da inclinação à normatividade gramatical à abordagem textual-discursiva, em que se destaca o trabalho com o texto a favor da reflexão e dos usos linguísticos.</p> Cássia Fernanda de Oliveira Costa Suzana Leite Cortez Copyright (c) 2019 Cássia Fernanda de Oliveira Costa, Suzana Leite Cortez http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1041 1081 10.14393/DL39-v13n3a2019-10 Concepção de linguagem, de texto e de gêneros discursivos na formação inicial do professor de Língua Portuguesa http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/41912 <p>Em 2008, no Paraná, publicaram-se as Diretrizes Curriculares da Educação Básica (DCE). Esse documento, ainda vigente, orienta um ensino de Língua Portuguesa (LP) norteado pelas ideias linguísticas do Círculo de Bakhtin: centrado na concepção dialógica de linguagem e no trabalho com os gêneros discursivos. No entanto, para efetivarem a proposta, os professores devem rece-ber, desde a graduação, uma formação coerente com tais propósitos. Assim, esta pesquisa analisa dois cursos de Letras de uma universidade pública do Paraná buscando responder: <em>que diálogo</em><em> existe entre os Projetos Político-Pedagógicos dos cursos e os planos de ensino de suas disciplinas voltadas à formação do professor de LP com o que preconizam as DCE?</em> Os resultados indicam que o diálogo com as DCE é distinto nos dois cursos. O primeiro se pauta pela concepção de linguagem das DCE e algumas disciplinas não só discutem sua proposta de ensino como propõem o estudo dos gêneros nos moldes bakhtinianos. O segundo, embora se paute pela mesma concepção de linguagem, adota um eixo organizador para as disciplinas contrário aos pressupostos bakhtinianos para o estudo da língua. Assim, o diálogo se dá mais no sentido de discutir a proposta das DCE do que de nortear as disciplinas por suas concepções.</p> Terezinha da Conceição Costa-Hübes Tatiana Fasolo Bilhar Copyright (c) 2019 Terezinha da Conceição Costa-Hübes, Tatiana Fasolo Bilhar Bilhar http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1082 1114 10.14393/DL39-v13n3a2019-11 Trocas categoriais entre nomes e verbos na aquisição da escrita do Português Brasileiro por surdos http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/47013 <p>Neste artigo científico<strong>, </strong>dissertamos sobre o fenômeno linguístico da troca categorial entre nomes e verbos, cuja ocorrência foi identificada durante o processo de aquisição da escrita da interlíngua Português-Libras. Nossos objetivos principais são descrever e analisar, com base nos dados de nosso <em>corpus</em> e à luz da Gramática Gerativa, o processo de aquisição tardia das categorias nome e verbo em Português Brasileiro (PB), em modalidade escrita, tendo como objeto específico de investigação o fenômeno da troca categorial. As hipóteses iniciais desta pesquisa foram fundamentadas nos estudos de Kato (2005). Assumimos a hipótese de acesso indireto à GU na aquisição de segunda língua e hipotetizamos que os surdos realizam essa troca categorial por dois motivos: porque se guiam por aspectos sintáticos do PB, ignorando aspectos morfológicos das categorias nome e verbo, e porque transferem para a escrita do PB a mesma indistinção categorial típica de sua L1 – a Libras. Essa pesquisa contou com 11 sujeitos-informantes, todos surdos e usuários da Libras como L1. A metodologia de coleta de dados baseou-se em produção de texto escrito e relatos de experiência de vida gravados em vídeo. Para a transcrição dos dados da Libras, foi utilizado o sistema SEL.</p> Wasley de Jesus Santos Adriana Stella Cardoso Lessa de Oliveira Copyright (c) 2019 Wasley de Jesus Santos, Adriana Stella Cardoso Lessa de Oliveira http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1115 1141 10.14393/DL39-v13n3a2019-12 O alusivo na representação autobiográfica de Clarice Lispector em Um sopro de vida http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42063 <p>Este trabalho tem por objetivo investigar na obra literária <em>Um sopro de vida</em>, de Clarice Lispector, de que forma a escritora tensiona a relação entre narrativa ficcional e gênero autobiográfico, bem como o papel da alusão enquanto estratégia de leitura e de escrita no processo de representação autobiográ-fica. Para a construção deste trabalho, utilizamos a teoria da alusão, com base nos estudos realizados por Torga (2001, 2006), que a considera como estratégia mediadora dos movimentos da interdiscursividade, a qual se constitui no espaço da memória. Acreditamos que a tensão entre o gênero autobiográfico e a narrativa ficcional em <em>Um sopro de vida</em>, de Clarice Lispector, se dá através de estratégias linguístico-discursivas. A alusão atua no processo de representação autobiográfica fazendo um resgate do todo significativo, permitindo relacionar as partes do mosaico de sentidos que é a obra literária.</p> Denise Gonzaga dos Santos Brito Vânia Lúcia Torga André Luis Pereira Copyright (c) 2019 Denise Gonzaga dos Santos Brito, Vânia Lúcia Menezes Torga1F, André Luis Mitidieri Pereira2F http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1142 1179 10.14393/DL39-v13n3a2019-13 A argumentação como ferramenta de reflexão e negociação para a construção de um projeto pedagógico interdisciplinar http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/41617 <p>A prática argumentativa não é tão somente a expressão de uma avaliação individual, mas se constitui como uma contribuição para o processo comunicativo entre pessoas ou grupos, que trocam ideias com o propósito de deliberar sobre as suas diferenças de opinião (VAN EEMEREN; GOOTENDORST, 2009, p. 55). Nesse processo, destacamos a natureza dual de negociação e mudança da argumentação, que a constitui como um recurso epistêmico de mediação na construção do conheci-mento (LEITÃO, 1999). Considerando essa perspectiva, este trabalho tem como objetivo analisar o processo argumentativo desencadeado em um programa de formação continuada de professores com vistas à discussão do conceito de interdisciplinaridade e à produção de atividades pedagógicas interdisciplinares, desenvolvido com docentes de uma escola pública de Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Santa Maria, RS. Para tanto, adotamos os planos de Interdisciplinaridade propos-tos por Lenoir (2008). O <em>corpus</em> é constituído por transcrições de três sessões reflexivas realizadas ao longo de 2013, que se constituíram como as mais signi-ficativas desse processo reflexivo, desenvolvido como parte de uma investigação de mestrado. A análise das sessões evidenciou a presença de sequências de ações discursivas. Essas ações impulsionaram as negociações dos participantes na constituição de um projeto pedagógico interdisciplinar na escola. O processo argumentativo desenvolvido nas sessões reflexivas auxiliou na orga-nização de ideias, na tomada de posições e, consequentemente, na construção do pensamento reflexivo das participantes.</p> Maísa Helena Brum Luciane Kirchhof Ticks Copyright (c) 2019 Maísa Helena Brum, Luciane Kirchhof Ticks http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1180 1210 10.14393/DL39-v13n3a2019-14 A modalidade volitiva no discurso de posse de Jair Bolsonaro http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/46966 <p>O presente trabalho se pro-põe a descrever e analisar a modalidade volitiva, que se refere, segundo a Gramática Discursivo-Funcional (GDF) de Hengeveld e Mackenzie (2008), ao que é (in)desejável, tendo por base dois parâmetros: o domínio semântico e a orientação modal. Para isso, foi escolhido o discurso de posse de Jair Bolsonaro, que foi proferido no dia 1º&nbsp;de janeiro de 2019 e disponibilizado on-line. A partir da descrição e da análise qualitativa empreendida, verificamos que a modalidade volitiva se manifesta, no discurso de posse, com orientação para o <em>participante</em>, haja vista que o falante (presidente empossado) tende a expressar suas pretensões em termos de ações políticas em seu mandato que se inicia, envolvendo-se com a performatização do evento sobre o qual incide a volição. Além disso, a modalidade volitiva tende a estar rela-cionada com a não controlabilidade [- controle] do estado-de-coisas, tendo um sujeito animado [+ humano] como fonte da atitude modal, podendo este ser espe-cificado ou não no discurso [± determinado]. Em relação ao tempo e ao modo, o presidente eleito prefere empregar o presente do modo indicativo, situando, desse modo, a volição no momento da enunciação, ainda que o evento esteja localizado em um momento posterior (futuridade).</p> André Silva Oliveira Copyright (c) 2019 André Silva Oliveira http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1211 1227 10.14393/DL39-v13n3a2019-15 A entrevista sociolinguística como lócus de significados socioestilísticos http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/46809 <p>O presente trabalho busca: i) propor, à luz das três ondas dos estudos variacionistas (ECKERT, 2012), redimensionamentos metodológicos para lidar analiticamente com informações de caráter social, identitário e estilístico que emergem de entrevistas sociolinguísticas; e ii) aplicar a proposta no tratamento do uso variável de marcadores discursivos (MDs), discutindo a relação desses itens com categorias macrossociológicas, socioculturais locais e individuais. Com base em uma reanálise de dados de fala de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil (VALLE, 2001, 2014), foi possível: i) dar visibilidade a informações contidas nas entrevistas que permitiram a construção de variáveis extralinguísticas conectadas com demandas específicas (da comuni-dade e/ou do fenômeno analisado); e ii) mostrar, por meio da análise do uso variável de MDs, como o significado social se desloca das categorias macrossociológicas para categorias demográficas e socioculturais locais, passando a ser associado fortemente a aspectos identitários e estilísticos.&nbsp;</p> Carla Regina Martins Valle Edair Maria Görski Copyright (c) 2019 Carla Regina Martins Valle, Edair Maria Görski http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1228 1265 10.14393/DL39-v13n3a2019-16 A função sintática e o licenciamento de artigos definidos diante de antropônimos e de possessivos pré-nominais http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/42060 <p>Neste artigo discutimos os resultados da análise de dados de fala provenientes do município de Carnaíba, localizado na região do sertão de Pernambuco, focalizando a variação entre a realização ou não do artigo definido diante dos contextos: pronome possessivo em posição pré-nominal e antropônimos. Os pressupostos teórico-metodológicos que nortearam a análise advêm do quadro da sociolinguística variacionista e a discussão está centrada nos resultados em que foi controlada a variável <em>função sintática</em> do sintagma nominal, tendo em vista que essa variável permitiu observar uma diferença na frequência de licenciamento de arti-gos nos dois diferentes contextos aqui analisados. Os dados coletados apontam ainda para uma tendência à não realização do artigo, nos contextos anali-sados, o que se diferencia do uso encontrado em outras comunidades, mais especificamente, aquelas localizadas mais ao Sudeste e ao Sul do país.</p> Adeilson Pinheiro Sedrins Déreck Kássio Pereira Cláudia Roberta Silva Copyright (c) 2019 Déreck Kássio Ferreira Pereira, Adeilson Pinheiro Sedrins, Cláudia Roberta Tavares Silva http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1266 1295 10.14393/DL39-v13n3a2019-17 Um por todos e todos por um http://www.seer.ufu.br:80/index.php/dominiosdelinguagem/article/view/46338 <p>Abordamos neste estudo o conceito de comunidade de prática proposto por Eckert e Mc Connell-Ginet (1992) que, ao ser incorporado aos estu-dos sociolinguísticos, contribuiu significativamente para as pesquisas sobre variação linguística. Para tal, apresentamos uma análise da comunidade de garimpeiros de diamante no município de Três Ranchos, localizado no sudeste do estado de Goiás-Brasil. A atividade desenvolvida por esses garimpeiros era realizada, na época, de forma artesanal e foi interrompida na referida cidade no ano de 1981, devido ao represamento do rio Paranaíba, o que culminou no alagamento dos locais em que eram extraídas as pedras preciosas. No entanto, muitos desses homens, hoje, senhores na faixa de 60 a 80 anos de idade, trazem em sua memória os tempos idos da época do garimpo e tudo aquilo que era, entre eles, compartilhado, como o vocabulário que nomeava as ferramentas de trabalho, a função que cada um exercia em cima da balsa e todo o universo extralinguístico relacionado a essa atividade. Apresenta-mos, assim, algumas unidades lexicais que nos levaram à hipótese de que seria possível encontrar no repertório dos garimpeiros variação lexical. Além disso, foi possível trabalhar com o conceito de comunidade de prática em um <em>corpus</em> constituído pela memória coletiva desses senhores, em que encontramos dados suficientes para uma análise dessa natureza.</p> Gabriela Guimarães Jeronimo Copyright (c) 2019 Gabriela Guimarães Jeronimo http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ 2019-10-08 2019-10-08 13 3 1296 1317 10.14393/DL39-v13n3a2019-18