A “dança das línguas”

tradução e autoficção em contextos migratórios

  • Rosvitha Friesen Blume
Palavras-chave: Tradução, Autoficção, Contextos migratórios, Papel ético-político, Tradutora

Resumo

Em tempos de grandes movimentos migratórios como os que presenciamos na atualidade, o papel da tradução, bem como o da escrita autobiográfica se tornam questões prementes. A primeira, uma necessidade pragmática para a sobrevivência no novo meio; a segunda, uma tentativa de processamento de experiências que representam incisões profundas na biografia pessoal dos sujeitos migrantes. Com base nas pesquisas de Karpinski (2012) sobre autobiografia, migração e tradução, objetiva-se, aqui, realizar uma análise de alguns textos das escritoras radicadas na Alemanha Emine Sevgi Özdamar e Yoko Tawada. Elas são representantes de uma literatura autoficcional em língua alemã que narra histórias de deslocamentos geográficos, culturais e linguísticos, deslocamentos esses que demandam multifacetados exercícios de tradução, tanto interlinguísticos quanto culturais e identitários. Escritas como essas revelam o papel ético-político da autora-tradutora a serviço da mediação e da aproximação entre línguas-culturas-geografias supostamente distantes.

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Referências

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Publicado
2017-12-21
Como Citar
BLUME, R. F. A “dança das línguas”. Domínios de Lingu@gem, v. 11, n. 5, p. 1567-1582, 21 dez. 2017.