A teoria dos códigos linguísticos de Basil Bernstein e a questão da modalidade oral da língua

Claudiana Nair Pothin Narzetti, Ayene Nobre

Resumo


Este artigo apresenta resultados de pesquisa, de caráter bibliográfico e histórico, que consistiu em um retorno à teoria dos códigos restrito e elaborado, do sociólogo da linguagem Basil Bernstein, elaborada para caracterizar as diferenças entre a linguagem da classe trabalhadora e a linguagem da classe média, bem como para explicar as implicações do domínio desses códigos para o sucesso escolar dos estudantes. A pesquisa justificou-se por se tratar de um tema atual, isto é, a discrepância entre a linguagem falada pelo estudante das classes populares e a linguagem falada na escola, que está na origem, ainda hoje, de problemas de aprendizagem de língua portuguesa no Brasil. O objetivo foi retornar à teoria dos códigos e, confrontando-a com os recentes adquiridos da linguística, inquirir se essa teoria pode, atualmente, oferecer elementos para elaboração de metodologias de ensino de língua materna. O ponto de vista escolhido foi o das reflexões recentes, elaboradas no campo da linguística, sobre as modalidades oral e escrita da língua. A pesquisa constatou que os códigos dos quais tratou Bernstein podem ser concebidos como usos linguísticos na modalidade oral com diferentes níveis de formalidade. Nessa perspectiva, as reflexões do autor inglês suscitam um trabalho mais intenso com a produção de textos orais nas aulas de língua portuguesa.


Palavras-chave


Sociologia da linguagem; Basil Bernstein; ensino de língua materna; sociolinguística.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14393/DL21-v10n1a2016-15

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ISSN: 1980-5799.


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Revista Qualis B1, área de Letras e Linguística, quadriênio 2013/16.

 

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