Jorge Amado na juventude (1932-1936): O Boletim de Ariel como espaço de reflexão intelectual

  • Matheus de Mesquita e Pontes

Resumo

Entre 1932 e 1933 o jovem escritor Jorge Amado realizava uma migração editorial: saía da Schmidt Editora, que publicou seu primeiro livro autoral, e adentrava na Ariel Editora, que lançou seus primeiros “romances proletários” que abordavam temas classistas, regionais e raciais. A mudança também significava novas mediações com novos grupos sociais e o distanciamento em relação aos intelectuais católicos que predominavam na Schmidt. O fato da Editora Ariel manter um periódico mensal, o Boletim de Ariel, contribuiu para que o literato expressasse seus novos interesses temáticos presentes nos romances Cacau (1933), Suor (1934), Jubiabá (1935), Mar morto (1936) e Capitães da areia (1937), além de participar dos debates impulsionados pelos seus novos agrupamentos, através da escrita de artigos e ensaios no periódico.

 

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Publicado
2019-06-17
Seção
Artigos